Coluna Marcos Melo
  • 23 de maio 2018

    terça ,22 de maio de 2018, às 21:05h

    Pessoalmente, Wilson e Ciro se dão bem, mas vem por aí uma campanha que, provavelmente, vai deixar pelo menos um deles frustrado (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Não importa quem lidera pesquisas estimuladas até aqui. O fato mais relevante da corrida ao Senado é que nas aferições espontâneas, a “coligação” Branco/Nulo/Não Sabe/Não Opina é imbatível. Supera fácil os 70% em todas as pesquisas registradas e publicadas no Piauí.

    A tendência histórica — e os cálculos dos mais experientes — aponta que o eleitor dificilmente repete nos dois votos do Senado o perfil do candidato. Se vota na popularidade de alguém no primeiro voto, o segundo é motivado por outro fator, como a produtividade do cidadão. Ou a estrutura.

    Ciro e Wilson ainda não sabem como fazer suas campanhas se comunicarem com a população sem que isso seja feito por intermédio de outras lideranças políticas, o que representa um risco às duas campanhas (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    E bem aqui as campanhas de Wilson Martins (PSB) e Ciro Nogueira (Progressistas) se encontram. As duas são baseadas em dois pilares fundamentais: a estrutura que possuem e o reconhecimento que cobram pelo serviço público prestado até aqui.

    Wilson promove a idéia de que foi o governador mais produtivo das últimas duas décadas. Ciro, afirma que tem sido o senador mais produtivo da história. E nenhum deles dá sinais de que vai economizar em estrutura e falsa modéstia. Afinal, popularidade não sobrou a Wilson em 2014 e falta a Ciro em 2018.

    Se estivessem na mesma chapa, é possível que fizessem uma boa dobradinha, um marcando o segundo voto do outro. O discurso parecido poderia ser até coletivo. Mas estão em lados opostos: oposição e governo. E onde acabam as semelhanças, se inicia uma grande disputa.

    Na média, o eleitor vai escolher um lado majoritário. E vai protestar nas urnas também, o que, infelizmente, não significa que haverá uma reflexão. Talvez apenas alguma espécie de “vingança” contra o estereótipo do político que se dá bem às custas do povo.

    Wilson e Ciro já conversaram sobre estas eleições, já buscaram entendimento, mas, hoje, seguem em campanhas absolutamente adversárias (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Com as maiores estruturas de campanha destas eleições, Wilson e Ciro podem chamar a atenção desse eleitor protestante. Logo, nem Wilson, nem Ciro, podem confiar suas campanhas na obtenção do segundo voto do lado oposto. Precisam se garantir no primeiro voto.

    É possível que Wilson e Ciro achem que o grande desafio deles é serem reconhecidos pelos eleitores, enquanto o risco está em serem confundidos.


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  • terça ,22 de maio de 2018, às 20:05h

    Wellington Dias já sabe que parte cabe a cada partido de sua base aliada nas composições para as eleições de 2018 (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    Em conversa franca conosco, uma estrela de alta cadência do PT confirmou: o deputado Themístocles Filho, do MDB, será o vice de Wellington Dias na montagem da chapa de reeleição. Com a mesma certeza, garantiu: o PT vai sair de chapa pura para a disputa de deputados estaduais.

    O petista considera que a questão com o MDB já está superada. “Não vamos mais falar pela imprensa. Internamente, já sabemos o desfecho. O Themístocles será o vice e o PT terá sua chapa pura”, afirmou.

    Para o petista — que tem respaldo para essa manifestação — o governador saberá conduzir insatisfações pontuais, mas não tem como mudar o que já está estabelecido. Segundo ele, o MDB quis a vice e terá a vice, nos termos em que a reivindicou. E o próprio Wellington sabe que não tem como alterar a estratégia do PT para aumentar sua bancada na Alepi, ou do contrário, seria derrotado em convenção.

    Pronto. 

    Só falta preencher uma vaga de senador na chapa de Wellington que já tem Themístocles (vice) e o senador Ciro Nogueira (Progressistas).

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  • terça ,22 de maio de 2018, às 14:05h

    Em entrevista ao Política Dinâmica, Osmar Júnior reafirmou a parceria pela reeleição de Wellington Dias, mas ressaltou que o PC do B irá compor chapas proporcionais para deputado estadual e federal.   

    “Nós achamos que a chapinha é uma boa alternativa, no entanto não nos furtamos à ideia de discutir a composição do chapão com todos os partidos para federal. Para estadual, nós já estamos acordados com o PTC”, afirma. 

    Entre as pré-candidatas a deputada estadual pelo PC do B está Elizângela Moura, que foi homenageada ontem na Câmara Municipal. Já para deputado federal, Osmar Júnior afirmou pode ter seu nome lançado nos próximos dias. “Meu nome está colocando, estamos em processo de discussão dentro do partido e essa decisão será anunciada nos próximos dias”, ressalta. 


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  • terça ,22 de maio de 2018, às 13:05h

    Associação dos Auditores de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (AUD-TCE/PI), lançou nota de repúdio ao veto integral pelo governador Wellington Dias ao Projeto de Lei N° 04/2018, que reconhece a carreira de Auditor de Controle Externo do TCE-PI como carreira típica de Estado.

    O projeto já havia sido aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí e pela Assembleia Legislativa do Piauí (ALEPI) em sessão plenária, e validado pela Comissão de Constituição e Justiça(CCJ).

    Segundo a nota, o objetivo principal do Projeto de Lei “era garantir a necessária segurança jurídica aos processos de contas do Tribunal, sob o prisma do respeito ao princípio do devido processo legal, ao propor a independência da função auditoria (exercida pelos Auditores de Controle Externo) com prerrogativas e deveres legais; da função de Fiscal da Lei (exercida pelo Ministério Público de Contas); e função Judicante (exercida pelos Conselheiros). O propósito é que as atividades finalísticas de fiscalização sejam realizadas por agentes de Estado competentes, isto é, agentes concursados especificamente para tal finalidade, com os devidos requisitos que a natureza e complexidade do cargo requerem”.

    A carreira típica de Estado dos auditores de controle externo já foi homologada em outros Estados Brasileiros, como Espírito Santo, Sergipe, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Distrito Federal.


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  • segunda ,21 de maio de 2018, às 14:05h

    No último dia 15, a Justiça Federal no Piauí condenou a deputada Janaínna Marques por improbidade administrativa referente ao período em que foi prefeita de Luzilândia.  

    A Ação Civil Pública por improbidade administrativa foi movida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação(FNDE). No processo, o FNDE alega que Janaínna Marques, quando era prefeita de Luzilândia, deixou de prestar contas, no tempo devido, da aplicação dos recursos repassados pelo Fundo Nacional deDesenvolvimento da Educação por meio do Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos(PEJA-2006).

    Além de aplicar pena de ressarcimento integral do dano ao erário, no valor de R$ 117.466,64, a juíza federal Vládia Maria De Pontes Amorim determinou perda do cargo público que serviu de instrumento para a prática do ato ímprobo ora reconhecido, suspensão dos direitos políticos, pelo prazo de cinco anos, a contar do trânsito em julgado desta sentença, pagamento de multa civil no valor de R$ 50 mil, com correção e juros de mora, a partir da publicação desta sentença,com o uso da Taxa Selic, cujo valor reverterá ao Tesouro do Município de Luzilândia/PI e proibição de contratar com o Poder Público, inclusive de Luzilândia/PI, pelo prazo de três anos, qualquer que seja a modalidade contratual.

    Janaínna Marques atualmente é deputada estadual, foi Secretaria Estadual de Infraestrutura do Governo do Estado do Piauí até se desvincular para concorrer à reeleição. Além de Luzilândia, também já foi prefeita no município de Joca Marques.

    SEGUNDA CONDENAÇÃO
    A deputada já tinha uma condenação anterior, quando o Juiz Federal Dr. Agliberto Gomes Machado, da 3ª Vara Federal/PI, condenou Janaína Marques e seu marido, o médico Alderico Gomes Tavares, na ação civil pública por improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal, por ausência de informação ao INSS, por meio de GFIPs, dos valores pagos a seus segurados empregados, vinculados ao RGPS, na competência de 01/2009 a 12/2009, também quando prefeita de Luzilândia. Na então condenação, a prefeita também teve seus direitos políticos cassados, mas até hoje é detentora de cargos públicos. 

    Com informações do 180 graus e Portaz AZ

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  • sexta ,18 de maio de 2018, às 14:05h

    FOTO: Jailson Soares/Política Dinâmica

    Na contramão da crise financeira, a Câmara Municipal de Teresina antecipou o pagamento dos seus funcionários e pagará em junho 50% do 13° salário, além de férias. Segundo o atual presidente, vereador Jeová Alencar, essa ação é possível devido à contenção de custos que tem acontecido na entidade desde a sua eleição, além de um planejamento rigoroso de pagamentos correspondentes aos recursos recebidos pela Câmara. 

    “Nesse momento de crise por que passa o país, é preciso que o gestor, acima de tudo, tenha responsabilidade, compromisso com o órgão que ele está administrando. E isso nós temos feito, não só o presidente, mas toda a sua equipe, tem procurado conter os gastos na Câmara Municipal de Teresina, otimizar esses recursos. Isso fez com que nós estejamos antecipando o pagamento de todos os servidores da Câmara Municipal de Teresina. E com esse controle de gastos, ferrenho, que nós temos hoje aqui, no mês de junho, nós estaremos pagando, também, a metade do 13° de todos os funcionários da Casa. Isso mostra uma gestão leve, com compromisso com o servidor desta casa”, ressalta. 

    Segundo o presidente, a Câmara recebe, anualmente, 12 parcelas, mas faz o pagamento de 13, por isso é essencial o controle de despesas. “Fazemos um planejamento anual, seguido à risca, rigorosamente, cortando “na carne”, para que a gente possa hoje dizer que a Câmara antecipou a folha, que a gente paga entre o dia 23 e 25 para o dia 18, e no próximo mês todos os servidores receberão metade do 13° e suas férias”, explica Jeová Alencar. 

    REAJUSTE DE AUXÍLIOS
    Em abril deste ano, Jeová Alencar já tinha agraciado os servidores efetivos da Câmara de Teresina com aumento de 30% de auxílio natalino e pascal. Foi a primeira vez que o valor foi reajustado em 40 anos de Câmara. Segundo Klaudete Carvalho, servidora mais antiga, é a primeira gestão que se preocupa com os servidores efetivos.

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  • sexta ,18 de maio de 2018, às 14:05h

    FOTO: ASCOM/PMT

    O prefeito Firmino Filho esteve em Brasília ontem para assinar contrato com o Governo Federal, através do Ministério das Cidades, com o intuito de liberar para Teresina R$ 78 milhões, que serão investidos em obras específicas de saneamento e drenagem na capital.

    Uma das obras a ser realizada é uma galeria na zona Sul, no Portal da Alegria. “Lá temos vários conjuntos do Minha Casa, Minha Vida e por um problema de confecção dos loteamentos, criou-se um grande problema de drenagem. Há vários invernos que esse problema vem crescendo, basta que tenhamos uma chuva forte e isolada para que centenas de casas sejam alagadas e a rua seja levada, e torne-se um verdadeiro rio... Fizemos o projeto executivo desta galeria há mais de dois anos, e por conta dos altos valores, estávamos buscando estes valores aqui em Brasília”, afirma o prefeito, lembrando que com os recursos garantidos, agora o projeto executivo segue para aprovação da Caixa Econômica Federal, para poder realizar a autorização do processo licitatório e, posteriormente, início das obras.

    Do total dos recursos, 13 milhões serão aplicados em quatro galerias na zona Norte de Teresina, especialmente os bairros do Lagoas do Norte. Serão diretamente beneficiados os bairros São Joaquim, Parque Alvorada, Memorare e Mocambinho. “Uma obra bastante simbólica, nós que já tínhamos o projeto executivo desta obra há algum tempo, mas não tínhamos os recursos correspondentes, que é a urbanização da galeria aberta do Mocambinho. Ela vai continuar uma galeria aberta, mas ela vai ter um tratamento urbanístico, justamente para que melhore a sua apresentação para o restante da comunidade”, afirma. 

    Vale lembrar que obras como esta só conseguem financiamento após a elaboração de um projeto técnico de qualidade. Algumas dessas obras, por terem um custo muito elevado, não têm como ser realizadas com o orçamento municipal, por isso dependem de projetos bem definidos e, principalmente, articulação para a liberação de orçamento federal. 

    Como disse o prefeito Firmino Filho, muitas dessas obras já tinham projetos elaborados há mais de dois anos, o que mostra a estrutura técnica da prefeitura. Mas para alcançar a praticidade disso, é necessária também a articulação em Brasília. E aí, além do bom relacionamento do prefeito com as entidades nacionais, vale lembrar que Firmino Filho tem se mantido bastante próximo e, tem recebido igual tratamento, do senador Ciro Nogueira, que ultimamente tem demonstrado bastante sua força junto ao Governo Federal.


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  • quarta ,16 de maio de 2018, às 14:05h

    Em entrevista equilibrada, Silas faz o diagnóstico da Segurança e aponta a gestão de Fábio Abreu como a pior dos últimos 30 anos para o setor no Piauí (Foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    No último dia 8 de maio o deputado federal Silas Freire (PRB) reforçou as críticas à gestão que está sendo feita da Segurança Pública no Piauí, principalmente a forma como é feita a escolha dos secretários. Foi durante a visita do presidenciável Flávio Rocha a Teresina, em entrevista ao Política Dinâmica

    “Eu tive a oportunidade de dizer ao governador esse final de semana, que essa foi a pior gestão dos últimos 30 anos que o Piauí já teve. Não é porque seja candidato a deputado, não é porque seja o capitão Fábio Abreu. Eu acho que ele nunca deveria nem ter aceito ser secretário. Deveria ter honrado os votos que teve para ser deputado federal. Eu não pedi pra ele sair pra MIM assumir, agora eu acho que foi um desastre”, afirma. 

    Segundo Silas, as críticas são fundamentadas no cenário de insegurança que o Piauí está vivenciando. “Estamos sem policiamento, sem efetivo. Vou dar um exemplo pra você: viu o que o Samuel [Silveira, secretário de Trabalho, Cidadania e Assistência Social de Teresina], naquele projeto que ele foi, e não é ruim a gente copiar, foi pra Medellin copiar, de unificação, de participação do município com a Segurança Pública. Ele conseguiu detectar um dos barris de pólvora de morte da juventude na periferia, que são alguns bailes regados a drogas e bebidas onde tem centenas de menores. Porque a Segurança não fez isso em 3 anos? E quantos jovens nossos morreram? Isso não é discurso de oposição, isso é discurso de quem é governo e quer ver a coisa melhorar”, ressalta. 

    Silas se referia ao programa Vila Bairro Segurança, que dois dias antes havia realizado uma operação na qual 40 jovens foram conduzidos à Central de Flagrantes.

    Para Silas, a gestão da Segurança tem que ter menos política mais mais técnica pura; o parlamentar lamentou que Fábio Abreu tenha deixado o debate nacional para ficar na política local (Foto: Marcos Melo | PolíticaDinâmica.com)

    Silas defende que existem pastas do governo que não podem ser utilizadas por pessoas que concorrem a cargos públicos. “Advogo que (o gestor) saia dos quadros da própria secretaria de Segurança, dentre delegados, oficiais que possam ser os gestores. É como se faz na Defensoria Pública, que escolhe-se uma lista tríplice e o governador tem a oportunidade de nomear. A Segurança Pública é hoje uma pasta tão importante que tinha que ser lista tríplice”, afirma. 

    Veja a entrevista!

    O deputado defendeu também a criação do fundo federal da Segurança Pública. Segundo Silas, existe um conservadorismo entravando projetos que poderiam ser opções viáveis para o financiamento do fundo. “Tem que ter o fundo e onde vai levar o dinheiro pro fundo. Nós temos alguns meios: os royalties do petróleo, que voltaram a render milhões, mas que o Rio de Janeiro e os que se dizem “produtores” não abrem mão. Essa cafonice de não se aceitar os jogos, chamados jogos de azar. Toda esquina tem um jogo do bicho, o cara tá trabalhando na ilegalidade, toda esquina tem um cassino no país. Vamos legalizar isso e um percentual elevado ser carimbado para a Segurança Pública”, insistiu. 

    Silas elogiou o trabalho que Samuel Silveira tem feito à frente da Guarda Municipal e das políticas públicas de assistência social da Prefeitura de Teresina; o deputado lembra que copiar o que é bom não tem problema (Foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    Silas Freire afirma que a solução para o caos na segurança tem que ser imediata. “Nós estamos precisando é do hoje, e o hoje é inteligência, repressão, é prisão, é orientação. É o que o Samuel começou a fazer. Admirável viu! Foi copiado? Foi, foi copiado. É ruim copiar o que é bom? Não, muito é bom!”. 

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  • terça ,15 de maio de 2018, às 23:05h

    Ao que tudo indica, Wellington Dias vai continuar pilotando o governo pelo mesmo caminho em que gastou a primeira parcela do FINISA 1, sem planejamento nem fiscalização (foto: Jailson Soares | politicaDinamica.com)

    Esta semana o governador Wellington Dias (PT) realizou uma vistoria no pátio de manobras do Metrô de Teresina. Foi verificar a primeira de três composições de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) adquiridos pelo governo. Durante coletiva aos jornalistas, foi questionado sobre a situação dos empréstimos FINISA junto à Caixa. E deixou aberta a possibilidade de misturar, mais uma vez, os recursos da operação de crédito na conta única do Estado.

    Mais do que qualquer esforço de oposição, o que travou os empréstimos do governo junto à Caixa foi a falta de transparência no gasto dos primeiros recursos que chegaram em 2017. O principal problema: tirar o dinheiro da conta vinculada ao contrato de empréstimo para colocá-lo dentro da conta única do Estado. Assim, não há como saber onde o dinheiro foi gasto. Pelo menos não facilmente.

    Os tribunais de contas do Estado e da União chegaram a recomendar a suspensão de novos repasses para a gestão de Wellington. Depois de forte campanha, reconsideraram: podem ser feitos novos empréstimos, mas o dinheiro tem que ser administrado exclusivamente na conta vinculada, para que seja possível controlar os gastos desta vez. Os repasses continuam suspensos por determinação judicial e dependem de uma decisão do ministro Edson Fachin. E informações repassadas ao Política Dinâmica dão conta de que já está redigido o pedido de liminar do Estado para voltar a misturar os recursos.

    Wellington não consegue dizer em nenhuma entrevista onde estão as listas de obras realizadas e planejadas para os empréstimos FINISA 1 e 2; a falta de transparência gera desconfiança às vésperas das eleições (foto: Jailson Soares | politicaDinamica.com)

    Questionado pelo Política Dinâmica sobre isso, o governador Wellington Dias foi evasivo. Evitou negar a intenção. Se limitou a dizer que  “não é um problema administrar o dinheiro a partir da conta do contrato”. Porém, o petista deixou a brecha no discurso para justificar o futuro pedido de liminar. “O que nós temos que resolver é um problema legal. Dinheiro de empréstimo, diferente de dinheiro de OGU [Orçamento Geral da União], dinheiro de empréstimo é um dinheiro do Estado, do tomador, assim como a pessoa física toma um empréstimo. E o dinheiro caiu na conta dele é dele, não é mais do banco. O dinheiro caiu na conta do Estado, é do Estado”, ressalta.

    Veja o vídeo da entrevista!

    Perguntado sobre a lista de obras que foram realizadas com a primeira parcela de R$ 307 milhões do FINISA 1, Wellington apontou que a relação está com a Caixa Econômica. Sobre aquelas que serão feitas com as novas parcelas do FINISA 2, o governador admitiu que não sabe, ainda, quais serão elas, apesar da pressa em receber o dinheiro. “Nós apresentamos uma primeira lista de quando tratamos com a Caixa Econômica, mas em razão das circunstâncias, algumas obras foram feitas, nós vamos ter que apresentar agora dentro do prazo. E eu acho que sem maior dificuldade! O que mais temos é obras pra fazer”, ressalta. Mesmo dizendo isso, o governo tem se negado a apresentar as listas de obras.

    Pode esperar, aí tem!

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  • terça ,15 de maio de 2018, às 04:05h

    Juiz considerou que portal de notícias não ultrapassou os limites de seu direito de informar e da liberdade de expressão (foto: 180graus)

    Estão aumentando as manifestações contra o jornalismo no Piauí. Num momento em que propaganda é vendida como informação boa e de graça no horário nobre da TV piauiense, o Ministério Público Eleitoral resolveu se manifestar contra um portal de notícias. Felizmente, a Justiça está, neste caso, abrindo os olhos.

    O MPE ingressou com uma representação contra o portal FalaPiaui.Com, apontando suposta propaganda eleitoral fora do período permitido. A matéria apontava que o pré-candidato Valter Alencar (PSC) estava pontuando bem em pesquisas eleitorais. O procurador eleitoral pediu ao juiz eleitoral Geraldo Magela a retirada da postagem do ar.

    Porém, alinhado com a Lei eleitoral, o juiz considerou que o pedido do MPE não tinha cabimento diante do conteúdo do site. Decidiu de modo liminar que está garantido o direito à liberdade de expressão do portal FalaPiaui.com. Veja a decisão completa aqui: Decisão Liminar.pdf

    O juiz Geraldo ressalta que a reportagem — sendo baseada em pesquisa eleitoral — “é meio razoável e informativo para se destacar o histórico do pré-candidato”, não sendo possível afirmar que houve direcionamento do portal de notícias.

    Valter Alencar, do PSC, tem feito uma pré-campanha surpreendente, ao ponto de fazê-lo aparecer em diversas pesquisas de intenção de voto mesmo fora do esquema governo-oposição tradicional (foto: Jailson Soares | politicaDinamica.com)

    Se houver uma televisão no TRE-PI ou na casa de qualquer promotor ou procurador do Ministério Público, provavelmente todos os grandes veículos de comunicação estariam sendo multados por propaganda extemporânea e o governo, por abuso do poder político e econômico.

    O MPE adora um faz-de-conta.

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  • terça ,15 de maio de 2018, às 03:05h

    O que deveria ser acesso dos prefeitos ao governador, por meio de Gil Carlos, se tornou uma gestão que impede prefeitos de pressionar Wellington Dias por obras e contas atrasadas (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    Três prefeitos do interior do Piauí procuraram o Política Dinâmica. Estavam motivados pela indignação. Com repasses de transporte escolar e cofinanciamento da Saúde nos municípios atrasados, gestores se sentem duplamente desamparados: sem apoio do governo e sem representatividade por meio da Associação Piauiense de Municípios.

    “Não era para estarmos aqui falando sobre isso. Era para o Gil estar lá no pé do governador falando por nós todos!”, exclamou um gestor do Médio Parnaíba, mais exaltado. Ele se referia ao presidente da APPM Gil Carlos, prefeito de São João do Piauí, do PT. O acusam de fazer corpo mole diante do governador Wellington Dias, do mesmo partido. “Era para os prefeitos terem mais acesso ao governador por meio dele, que é do mesmo partido. mas a gestão do Gil virou obstáculo. Ele só tira foto e faz vídeo pra colocar no nosso WhatsApp, mas resolver, não resolve. Quem ele acha que engana? Aqui não tem menino!”, emendou.

    Alguns minutos depois, mais calmo, o gestor quis gravar a entrevista em vídeo. Os outros dois que o acompanhavam insistiram que não o fizesse. Achando que a teimosia do colega seria maior que a prudência, um deles ensaiou retirar-se da sala. Por fim, entraram num acordo: explicariam o contexto juntos, mas só um gravaria a entrevista, em áudio, para resguardar o site. Sem nomes.

    COFINANCIAMENTO

    O porta-voz assegurou que a indignação não cabia na sala onde era entrevistado. E o motivo não são (apenas) as milhares de ordens de serviço assinadas pelo governador que viraram piada corriqueira nas rodas de conversa. O grupo aponta que o cofinanciamento da Saúde — apoio financeiro que o Estado deveria dar aos Municípios para custear estratégias de atenção básica e outros atendimentos do setor — está atrasado há meses.

    “Se juntar o que [o Estado] deve a todas as prefeituras desde 2016, [o valor total] passa de R$ 100 milhões. Se a gente pudesse, devolvia todos esses hospitais pro governo. É impossível para gente segurar sozinho”, calcula o prefeito.

    Ele conta, confiante, mais de uma centena de prefeitos que se arrepende de ter eleito Gil Carlos para presidente.“Posso lhe garantir que se fosse hoje, esse Gil não ganhava [eleição] nem pra vigia do prédio da APPM”, esbravejou, contando rapidamente — e nominando — pelo menos uma dúzia de gestores com os dedos das mãos como exemplo.

    “Ele queria era ser deputado desde o começo. Uma vez vi ele contar vantagem de ser até senador. O processo de cassação arrebentou com ele. Agora, só sobrou essa babação do governador”, justificou. A fala se refere ao processo de abuso de poder político e econômico, referente às eleições de 2016, que chegou a tirar Gil da cadeira de prefeito por alguns dias, por decisão da primeira instância, mas terminou arquivado no Tribunal Regional Eleitoral.

    Em meio às críticas, abriram parênteses para elogiar o senador Ciro Nogueira, do Progressistas. Um dos três se filiou ao partido depois de 2016. “É onde tem prefeito escapando, é lá. Se não fosse o dinheiro que o senador Ciro põe na Saúde, a gente estava morto”, avaliou o escolhido, voltando a subir o tom da fala.Ciro foi citado como "boia salva-vidas" dos prefeitos, que se viram abandonados pela gestão de Wellington Dias (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    TRANSPORTE ESCOLAR

    Outro grande problema para as gestões municipais é, hoje, o atraso no pagamento do transporte escolar. Os três estão há 4 meses pagando o transporte escolar exclusivamente com recursos municipais. “Então diminuímos os carros, a quantidade deles, agora tem D-20 carregando criança no lugar de ônibus. Nem na cidade dele [referindo-se a Gil Carlos], ele tem moral para fazer o governo pagar”, explica.

    No caso específico de São João do Piauí, os prefeitos revelam que houve, há algumas semanas, uma grande confusão com o pessoal que realiza o transporte. É a cidade natal da primeira-dama e deputada federal Rejane Dias, também do PT. Lá, ela é votada pelo prefeito.

    Para facilitar a manutenção do transporte escolar em São João do Piauí mesmo com as parcelas do governo atrasadas, Gil teria ajudado a reunir empresários do setor para garantir abastecimento num posto de propriedade de Lúcio Dias, primo do governador (foto: Facebook.com)

    Em certa ocasião, por conta de uma visita de Rejane, contam os prefeitos, Gil teria ajudado a reunir os donos de transporte escolar e garantir combustível no Posto Coelho Dias, localizado na Av. Candido Coelho, no centro da cidade. O posto é de propriedade do empresário Lúcio Dias e o sobrenome não é coincidência: é primo do governador. “Mas tu acha que alguém vai trabalhar só pelo combustível? O pessoal quer o dinheiro! E essa história de esperar empréstimo, a gente sabe que é enrolada”, frisou.

    INVERSÃO DE PAPÉIS

    Os gestores lamentam que Gil esteja atrapalhando os prefeitos, enquanto representa os interesses do governador diante dos prefeitos. “Se o governador não colocar essas contas em dias antes das eleições, depois da campanha é que não bota mesmo. Por isso os prefeitos estão todos de ‘bracinho cruzadinho’. Pode ganhar até ganhar, tá sem adversário, mas trabalhar por ele, ah!, meu amigo, tá ruim”, alardeou.

    Os três apontam que a APPM tem que “sair das mãos de Gil Carlos”, para que haja a possibilidade de negociar em 2019 caso Wellington Dias seja reeleito. “O presidente já está articulando, pedindo voto para se reeleger. Vai trair o Jonas [Moura, prefeito de Água Branca], que é vice e ia ser presidente se o Gil fosse candidato. Tinha um acordo, agora não tem mais”, revela o prefeito.


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  • segunda ,14 de maio de 2018, às 19:05h

    Ciro jogou para a caixa a responsabilidade de fiscalizar obras dos empréstimos que ele viabilizou (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Servidores da Caixa Econômica Federal vão precisar de muito foco, cuidado e um pouco de sorte também. Prestes a viabilizar o crédito de mais R$ 315 milhões para o Governo do Piauí (FINISA 2), o senador Ciro Nogueira (Progressistas), alegou que não é dele a responsabilidade de fiscalizar o uso dos recursos. E apontou que os servidores do banco é que devem conferir a gastança do dinheiro. E a oposição, também, mas sem impedir que os recursos cheguem às mãos de Wellington Dias (PT), claro.

    Veja o vídeo!

    Em entrevista ao Política Dinâmica, Ciro assegura que é importante que os recursos cheguem para desenvolver o Piauí. Mas como fiscalizar o uso dos recursos, se o Governo do Estado não publica a lista de obras que serão ou foram feitas com esse dinheiro? “Eu tenho certeza de que ele [o governo] publica”, assegura Ciro.

    Onde? “Nos órgãos competentes, até porque no empréstimo, você tem que constar as obras”, aponta. E Ciro tem essa lista? “A gente não tem que ter lista, quem tem que ter lista é a Caixa Econômica”, jogou o senador, responsável por indicar Gilberto Occhi, antes e, agora, Nelson Antônio de Souza.  

    Aliados políticos e administrativos, Ciro e Wellignton Dias estão ligados na destinação dos empréstimos; segundo o senador, a responsabilidade de fiscalizar as obras recai sobre os servidores da Caixa (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    Para alguém tão organizado com acompanhamento de obras realizadas pelos mais de 80 prefeitos de seu partido — e tantos outros que o apoiam —, é estranho que Ciro Nogueira não possua a relação de investimentos realizados com recursos que ele intermediou politicamente. Nem se comprometa com o uso dos recursos. Ainda mais num ano de eleição. Quem é esse político que não quer ser lembrado por obras importantes de infraestrutura? Estranho.

    Estranho também por outro motivo: o Governo do Estado tem se negado a mostrar onde gastou e pretende gastar os empréstimos. Veja aqui!

    NÃO PRESTADAS

    Ciro e Wellington Dias indicaram o presidente da Caixa Econômica Federal, que na visão do senador, é quem deve responder pelo acompanhamento das obras feitas com os empréstimos FINISA; estranhamente e diferente de todo político, Ciro não está acompanhando as obras realizadas com dinheiro liberado por sua influência política em ano de eleição (foto: Marcos Melo | politicaDinamica.com)

    Hoje, a Caixa considera que uma parcela de R$ 307 milhões recebida ainda em 2017 não teve sua prestação de contas realizada. Chegou a informar ao gabinete do ministro Edson Fachin, no Supremo Tribunal Federal, que a gestão de Wellington Dias (PT), abarrotou o banco de documentos que não provam nada e impedem a conferência adequada do uso dos recursos. Teve que resistir às cobranças pessoais do petista e do senador para não se complicar na Justiça.

    E deve seguir tendo cuidado. Uma hora pode sobrar cadeia pra alguém.

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  • domingo ,13 de maio de 2018, às 00:05h

    Para Marina, Lula vai importar menos e dizer a verdade vai importar mais; pré-candidata diz que é hora de mudanças profundas (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    O Política Dinâmica perguntou a presidenciável Marina Silva como, estando num estado governado pelo PT e visitando uma região ligada demais à imagem do ex-presidente Lula, ela poderia convencer o eleitorado a votar nela. Ela falou em respeitar cada pessoa e discordou da influência petista.

    “Cada cidadão brasileiro é digno de respeito, e eu não concordo com essa idéia de que existem donos de voto de ninguém. Não existe voto da Marina, voto do Lula, voto Ciro [Gomes], voto do Joaquim [Barbosa]. O voto é do cidadão e o cidadão dará o seu voto, livremente, no dia 7 de outubro, de acordo com aquilo que ele achar que é o melhor para o Brasil. A minha atitude será sempre de respeito. Eu tenho dito o seguinte: nós já perdemos muita coisa, nos já fomos roubados até mesmo em parte do sonho e da esperança. Não vamos permitir agora que roubem a única coisa que pode fazer o Brasil andar pra frente, que é a nossa união”, discorreu Marina.

    Ela admitiu que o país vive uma campanha muito polarizada, apontou que há muito ódio em vários discursos e adiantou que muita gente vai usar da mentira e da calúnia, do abuso do poder econômica. “E eu vou participar dessa campanha, literalmente, para oferecer a outra face”, disse, insinuando a campanha de difamação que julga ter sofrido em 2014, quando atacada pelas campanhas tanto de Dilma Rousseff, do PT, quanto de Aécio neves, do PSDB.

    A jornalista Apoliana Oliveira, do 180 graus, confrontou Marina com a idéia contida num artigo publicado pela revista Exame. O texto sugere que marina abra mão de ser candidata a presidente e seja vice de algum outro candidato (veja o artigo original aqui!). Marina entendeu que o artigo, apesar de publicado por veículo nacional, não passa de “fake news“, utilizada para atrapalhar campanhas honestas. “A minha candidatura foi posta em 2010 e foi sustentada pelos eleitores. Foi posta em 2014 e mesmo sendo uma eleição fraudada, pelo abuso do dinheiro da corrupção do PT, do PMDB, do PSDB e dos seus satélites, eu tive 22 milhões de votos. E a minha candidatura está posta novamente como uma alternativa a tudo isso que está aí”, assegurou.

    Marina terminou a entrevista coletiva apontando que PT, PMDB e PSDB tiveram a sua chance. “Agora é a hora da sociedade avaliar, fazer uma mudança profunda”, exclamou.

    Veja a entrevista!





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  • domingo ,13 de maio de 2018, às 00:05h

    Marina acredita que suas chances são as melhores numa eleição em que a população sabe que foi enganada por outros partidos na campanha passada e elogia o trabalho da Operação lava-jato (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Pela terceira vez seguida a ex-senadora da República mais conhecida do país coloca seu nome à disposição dos brasileiros. Focada no caminho até a Presidência, Marina Silva diz que, desta vez, os eleitores conhecem a verdade que a fraude escondeu em 2014. Para ela, PT, MDB e PSDB já tiveram sua chance, agora, a historia vai ser diferente.

    Em passagem pelo Piauí, Marina concedeu entrevista a jornalistas no Aeroporto de Teresina. O tom de suas respostas foi conciliador com o eleitorado, mas firme e opositor aos líderes políticos dos maiores partidos do país. “O melhor para o Brasil, com certeza, não são aqueles que criaram o problema. A visão e as práticas que levaram o Brasil a esse fundo do poço, com certeza, não vão resolver o problema. E a sociedade brasileira agora vai participar de uma eleição em que ela sabe a verdade”, apontou.

    Para a pré-candidata, a Operação Lava-jato já deu uma grande contribuição para as eleições de 2018. “A Lava-Jato deu essa grande contribuição de trazer a lume a verdade da triste situação que a gente vivia no que concerne à corrupção, a verdade do desemprego, a verdade de uma educação que não funciona, de um sistema de segurança pública que não funciona, onde temos mais de 60 mil pessoas que são assassinadas por ano e a metade dessas pessoas são jovens, de 14 a 29 anos, negras, de comunidades. E isso eu espero que pese na decisão de cada um de nós, pra escolher o que é melhor para o Brasil”, argumentou.

    Veja a entrevista!


    Questionada sobre duas derrotas nas duas últimas eleições que disputou,  e o que enxerga de diferente desta vez, Marina ponderou que, agora, as pessoas sabem a verdade, e voltou a citar a Operação Lava-Jato. A Lava-Jato trouxe um sistema de corrupção dentro das instituições públicas, é só verificar o que aconteceu na Petrobrás, bilhões foram roubados.  Em Belo Monte mais de 100 milhões [de reais] foram roubados. Nos fundos de pensão, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica, no BNDES”, enumerou. Marina reconheceu, então, que a sociedade tem toda a razão de estar revoltada. “É por isso que é importante que nessas eleições a gente confira os fatos, porque vai ter muita mentira como tivemos em 2014. E a eleição da mentira acabou sendo vitoriosa e deu no que deu. Agora é não ficar indo pela conversa daqueles que querem apenas o poder como forma de se servir dele”, alertou.

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  • sábado ,12 de maio de 2018, às 15:05h

    Que discurso Marina Silva pode ter no Piauí se a Rede serve aos interesses políticos do PT no estado? (foto: FotosPúblicas)

    Ela já foi do Partido dos Trabalhadores. Há muito tempo não é. A ex-senadora Marina Silva se esforça para deixar para trás a piada de “ser como uma melancia” — verde por fora, vermelha por dentro — mas no Piauí, está difícil disso acontecer. O atual porta-voz do partido, Ildemar Almeida, é figura desconhecida do povo e amigo do governador Wellington Dias, do PT. E segundo os bastidores, alinhado com o projeto de reeleição do petista.

    Marina Silva chega neste sábado (12) a Teresina. Dentre as mais de 180 vilas e 200 bairros da capital, terá agenda na Vila Irmã Dulce. A região é um berço das candidaturas do PT. O próprio ex-presidente Lula iniciou sua campanha por lá em 2003 e revisitou o lugar em setembro do ano passado, em sua caravana.

    Empreiteiro conhecido por “atravessar” obras do Minha Casa, Minha Vida nos primeiros mandatos de Wellington, em 2014 Ildemar foi doador da campanha do atual governador. Também foi doador da campanha do ex-secretário de Governo Merlong Solano, também do PT. Sem licitação, sua empresa, a SERCONPREV- Serviços e Consultoria em Previdência se deu bem na atual gestão do PT. Assinou com os petistas o primeiro Termo de Cooperação deste governo, de n°001/2015, celebrado entre o Governo do Piauí, por meio da Secretaria de Administração e Previdência - SEAD, para fazer o recadastramento de todos os servidores do Estado.

    Ildemar é velho conhecido e cúmplice das gestões do PT no Piauí, investigado pelo MPF e fornecedor do governo Wellington Dias; recentemente tentou levar Dr. Pessoa para a chapa governista (foto: Facebook.com)

    Não faltam escândalos, polêmicas, suspeitas de fraude e de corrupção no atual governo. O que falta , estranhamente, é uma manifestação da Rede Sustentabilidade, de Marina e Ildemar sobre cada uma delas. Atrasos de pagamentos, licitações suspeitas, empréstimos usados sem a devida prestação de contas, nada disso fez a Rede, em qualquer tempo, sair de cima do muro que divide o apoio escancarado e a oposição.

    Ildemar tem negócios com as previdências públicas em diversos municípios e, recentemente, estava sendo investigado pelo MPF por má aplicação de recursos em projetos do Minha Casa, Minha Vida. Há alguns meses, tentou filiar o deputado estadual Dr. Pessoa ao partido. Lhe prometeu independência. Quando Pessoa descobriu a intenção de aproximá-lo da chapa governista, desistiu do partido.

    No Piauí, caiu na Rede, é peixe.

    Pescado pelo PT.

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