Coluna Gustavo Almeida
  • quarta, 06 de novembro de 2019, às 12:18h

    Para Ciro, municípios precisam ter arrecadação (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O senador Ciro Nogueira (Progressistas) falou nesta quarta-feira (6) com a reportagem do Política Dinâmica sobre a proposta do Governo Federal que prevê a fusão de municípios com menos de 5 mil habitantes e com baixa arrecadação. Ciro afirmou que é radicalmente contra a extinção dos municípios, mas defende que eles precisam agir para ter arrecadação própria e não ficarem a vida inteira dependendo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

    "Eu sou radicalmente contra essa fusão, pois são municípios cuja criação foi importante e deu uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Agora, de qualquer forma, tem que haver uma obrigatoriedade de que eles possam gerar receitas próprias também. Não podem ficar eternamente apenas dependendo do Fundo de Participação [dos Municípios]", falou.

    Embora defenda a obrigatoriedade dos municípios obterem receitas próprias, o senador lembra que essa é uma tarefa que também depende da União. Segundo ele, é preciso dar condições para que essa capacidade de obtenção de receitas aconteça no interior.

    "A União tem que dar condições para que isso ocorra. Então não é uma coisa de apenas chegar e dizer que quem não tiver receita está extinto. Acho que tem que ser um processo a médio e longo prazo para que esses municípios também possam produzir riquezas e isso é uma coisa complexa. Passa por capacitação das pessoas, atração de negócios e incentivo à produção. De antemão, apenas extinguir esses municípios eu acho que vai criar um problema maior do que nós temos hoje e nós não vamos aceitar isso de forma nenhuma", finalizou.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • quarta, 06 de novembro de 2019, às 11:36h

    Político emedebista condena proposta (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O senador piauiense Marcelo Castro (MDB) reagiu com dureza à proposta enviada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional que prevê a fusão de municípios com menos de 5 mil habitantes e com arrecadação irrisória. Para o senador, que afirma ter sido o maior criador de municípios enquanto era deputado estadual, a proposta é estapafúrdia, feita por quem não conhece a realidade do país e que a elaborou de dentro de uma sala refrigerada.

    "Entendo que é uma proposta completamente descabida, inoportuna, própria de quem não conhece a realidade brasileira e que faz uma proposta dessas dentro de um apartamento de quatro paredes com ar-condicionado, sem nenhuma vivência da realidade nacional. A chance disso passar no Congresso Nacional é abaixo de zero. Não há a menor possibilidade de uma proposta estapafúrdia, descabida, ilógica e irreal como essa passar no Congresso", afirmou.

    Marcelo foi deputado estadual no Piauí entre 1983 e 1994. Nesse período, foi exímio defensor da emancipação de vários povoados do Estado, tendo apresentado leis no Legislativo Estadual para criação de dezenas de municípios. "Fui o parlamentar estadual que mais criou municípios no Piauí. As leis que tem na Assembleia Legislativa são da minha lavra", finalizou.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • quarta, 06 de novembro de 2019, às 7:52h

    Marina Santos está no primeiro mandato (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    A deputada federal Marina Santos (Solidariedade) fez o seu primeiro discurso na Câmara Federal. No dia 28 de outubro, o Política Dinâmica publicou matéria sobre a quantidade de falas em plenário que cada parlamentar do Piauí havia feito em 2019. Na ocasião, Marina e Marcos Aurélio Sampaio (MDB) eram os únicos que ainda não tinham nenhum discurso.

    Marina, no entanto, tinha feito o primeiro discurso quatro dias antes, mas a informação ainda não constava no site da Câmara no dia em que o Política Dinâmica publicou a matéria.

    A deputada piauiense, que está no primeiro mandato, ocupou a tribuna às 15h36 do dia 24 de outubro, no grande expediente, para falar sobre a campanha Outubro Rosa, destinada à conscientização das mulheres sobre a importância de prevenção do câncer de mama. 

    "Escolhi esse tema porque o assunto me toca de maneira particular, não apenas como mulher e mãe, mas também como médica que sou. Durante muitos anos, fez parte da minha rotina, enquanto médica e secretária municipal de saúde, o atendimento à população carente. Refiro-me a uma carência de serviços públicos e, sobretudo, de informação", falou.

    Deputada em seu primeiro discurso no plenário (Foto: Reprodução/TV Câmara)

    No discurso, Marina disse que o Piauí apresentou, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), entre o ano passado e este ano, 600 novos casos de câncer de mama e 430 casos de câncer de colo de útero, doença também referenciada na campanha do Outubro Rosa. Para ela, é louvável o esforço de diversas entidades em torno do assunto.

    "É muito louvável o esforço e a intenção de diversas instituições em sensibilizar a sociedade, em especial as mulheres, para a importância desse assunto. No entanto, é fundamental estarmos atentos que o autoexame, bastante difundido nos meios de comunicação, é uma ferramenta importante, porém insuficiente para o diagnóstico. Coloco o meu mandato à disposição desta causa tão importante para a saúde de todas as brasileiras", encerrou.

    Com o discurso de Marina, agora somente Marcos Aurélio Sampaio ainda não discursou na Câmara, conforme mostra o site da instituição nesta quarta-feira (6). O emedebista, também no primeiro mandato, assume a lanterna isolada com nenhum discurso em 10 meses.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • terça, 05 de novembro de 2019, às 15:34h

    Bolsonaro deixa o Congresso após entregar proposta (Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil)

    Às vésperas de um ano eleitoral, o governo Jair Bolsonaro (PSL) propõe fundir municípios pequenos e que têm baixa arrecadação e restringir a criação de novas prefeituras. A proposta consta na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, entregue nesta terça-feira (5) pelo presidente da República ao Congresso Nacional.

    O projeto, elaborado pelo Ministério da Economia, sugere que municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria menor do que 10% da receita total sejam incorporados por municípios vizinhos. A justificativa é de que essa medida promoverá o fortalecimento da federação e maior autonomia para gestão de recursos públicos.

    Atualmente, o Brasil tem 5.570 municípios espalhados nos 26 Estados e no Distrito Federal. No Piauí, dos 224 municípios, mais de 70 possuem menos de 5 mil habitantes e se não tiverem arrecadação própria de até 10% do total das receitas podem ser fundidos com municípios vizinhos caso a PEC enviada pelo Governo seja aprovada no Congresso.

    O município de Guaribas, no Piauí, seria um das afetados com a medida, já que possui menos de 5 mil habitantes (Foto: Reprodução/G1)

    A proposta prevê ainda que todos os entes da federação façam congelamento de despesas para todos os poderes, como já ocorre com a União. Prevê que a Lei de Responsabilidade Fiscal, o teto de gastos e a regra de ouro valerão para os demais entes da federação.

    A PEC encaminhada pelo Governo Federal também acaba com a Lei Kandir. Com o repasse de royalties e partição especial do petróleo, União e estados vão encerrar a disputa judicial, espera o governo. Também fica proibido o uso de fundos de pensão e depósitos judiciais de ações entre particulares para despesas de estados e municípios.

    Com informações do UOL

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • terça, 05 de novembro de 2019, às 15:00h

    O petista Warton Lacerda na Assembleia (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O suplente de deputado estadual Warton Lacerda (PT) reassumiu nesta terça-feira (5) o mandato na Assembleia Legislativa do Piauí. É o segundo suplente a voltar à casa desde que os seis que ocupavam os mandatos tiveram que deixar os cargos no começo de setembro. Na segunda (4), Bessah Filho (Progressistas) também voltou ao posto de deputado.

    Ao reassumir, Warton criticou o disse-me-disse sobre o retorno dos suplentes e afirmou que só pisou na Assembleia uma vez desde que saiu em setembro. Relatou que trabalha desde os 11 anos e que nesses dois meses não vivia em torno da expectativa de voltar. A fala pareceu um recado de que ele não precisa mendigar mandato de suplente.

    "O fato dos titulares terem retornado não significa, pelo menos no meu caso, que a gente fica ocioso e que vai ficar pensando se [a volta] vai ser hoje ou vai ser amanhã. Eu fui tocar a minha vida, como sempre toquei. Eu comecei trabalhar com 11 anos de idade e tudo o que faço na minha vida é trabalhar. Não existe esse negócio de ficar 'ah é hoje, ah é amanhã'. Eu sempre disse: 'se me chamarem eu vou'. Fui chamado ontem, aceitei e vou continuar trabalhando muito forte. Foi por isso que quase 24 mil pessoas votaram em mim.", falou.

    Warton assume no lugar de Zé Santana (MDB), que decidiu se licenciar novamente do mandato para retornar ao comando da Secretaria da Assistência Social e Cidadania (Sasc).

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • terça, 05 de novembro de 2019, às 14:18h

    Bessah está de volta ao mandato na Alepi (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O suplente Bessah Filho (Progressistas) reassumiu o mandato na Assembleia Legislativa do Piauí na segunda-feira (4). Desde que seis suplentes tiveram que deixar os mandatos de forma repentina no começo de setembro, ele era o que mais perambulava pela Assembleia.

    Agora, não esconde a alegria de voltar ao Parlamento. Bessah é o primeiro suplente da coligação governista. Em 2018, após o resultado das eleições, ele disse para amigos em um grupo de WhatsApp que, na condição de primeiro suplente, iria "botar boneco" para assumir.

    O jovem assume o posto após o retorno de Fábio Novo (PT) para a Secretaria de Cultura (Secult). Quem também voltou à Alepi foi Warton Lacerda (PT). Ele reassumiu nesta terça-feira (5) após Zé Santana (MDB) voltar para a Secretaria de Assistência Social do Estado (Sasc).

    Aos poucos, os outros suplentes devem retornar à Assembleia. Janaínna Marques (PTB) já disse que na próxima semana volta para a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e abrirá espaço para o petista Ziza Carvalho reassumir o mandato como suplente no Legislativo.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • segunda, 04 de novembro de 2019, às 21:07h

    Conselheiro é o relator do caso no TCE-PI (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), Olavo Rebelo, aguarda parecer do Ministério Público de Contas sobre o pedido de afastamento do conselheiro Luciano Nunes e de alguns técnicos do tribunal. O pedido foi feito pelo governador Wellington Dias (PT).

    Olavo é o relator do pedido e vai se posicionar assim que o MPC se manifestar. Nesta segunda-feira (4), ele falou rapidamente ao Política Dinâmica sobre o tema.

    "O processo se encontra no Ministério Público e de lá irá para o relator fazer o seu relato", afirmou o conselheiro durante visita à Câmara Municipal de Teresina.

    Segundo Olavo, o Ministério Público de Contas não deve demorar mais que 15 dias para devolver a matéria com um parecer. Logo após a manifestação ministerial, Olavo vai concluir seu relatório que será submetido à apreciação dos demais membros do tribunal.

    Wellington Dias pediu o afastamento do conselheiro Luciano Nunes por não concordar com votos proferidos por ele em matérias relacionadas ao governo do Estado. Na representação, o petista cita o fato de Luciano Nunes ser pai de Luciano Nunes Filho (PSDB), um dos adversários dele na eleição para o governo estadual em 2018.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • segunda, 04 de novembro de 2019, às 16:35h

    O prefeito Gil Carlos e Pauliana Ribeiro (Fotos: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O prefeito de São João do Piauí, Gil Carlos (PT), foi questionado nesta segunda-feira (4) sobre a pré-candidatura de Pauliana Ribeiro de Amorim a prefeita do município. Investigada na Operação Topique da Polícia Federal, Pauliana é prima da deputada federal Rejane Dias (PT), vai se filiar ao PL para disputar a prefeitura e promete ter o apoio do PT.

    No entanto, quem conversa com Gil Carlos percebe que não é bem assim, pelo menos se depender da vontade dele. Os dois aliados de Rejane não se cheiram.

    Gil até evitou falar de Pauliana e só respondeu sobre ela após o Política Dinâmica insistir. Nos bastidores da política sanjoanense, todos sabem que os dois não se cheiram e Gil não quer a prima de Rejane como candidata do seu grupo. O prefeito disse sua base de sustentação vai apontar um nome que tenha confiança dos líderes e da população.

    Sobre Pauliana, ele afirmou que se ela estiver regular com a Justiça Eleitoral, poderá ser candidata. A fala veio acompanhada de um leve sorriso. Também foi com um sorriso que Pauliana disse ao Política Dinâmica que não espera o apoio de Gil. CONFIRA O VÍDEO.


    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • segunda, 04 de novembro de 2019, às 14:46h

    Prima de Rejane vai disputar prefeitura no PI (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Pauliana Ribeiro de Amorim, a prima da primeira-dama e deputada federal Rejane Dias (PT) investigada na Operação Topique, da Polícia Federal, falou pela primeira vez sobre o assunto a um veículo de imprensa. Falou pouco, mas tentou demonstrar que não está com medo.

    Durante solenidade de lançamento do 7º Festival da Uva de São João do Piauí no Palácio de Karnak nesta segunda-feira (4), o Política Dinâmica abordou Pauliana e a questionou sobre a operação. Alvo de buscas da PF em setembro, ela disse que está tranquila.

    "Meu amigo, isso aí, graças a Deus nós estamos à disposição da Justiça e não tenho nada a falar aqui. Mas estamos à disposição da Justiça. Estou muito tranquila, graças a Deus. Muito tranquila", respondeu sorrindo.

    Na mais recente fase da Operação Topique deflagrada em setembro, denominada operação Satélites, tanto a casa de Pauliana quanto o atual local de trabalho dela, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), foram alvos de buscas dos policiais federais. 

    Pauliana já trabalhou na Secretaria de Estado da Educação (Seduc) durante a gestão da prima como secretária e justamente por esse motivo está enrolada na Operação Topique.

    Sorridente, ela se diz tranquila sobre a PF (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    PRÉ-CANDIDATA A PREFEITA

    Tentando demonstrar tranquilidade diante das investigações, Pauliana disse que está "na luta" com a intenção de ser candidata a prefeita de São João do Piauí, terra natal dela e da prima Rejane. Esta semana, ela vai se filiar ao PL para ser candidata.

    "Nós estamos aí na luta com essa ideia de lançar nossa candidatura, mas com muita humildade, com trabalho, conversando com as lideranças e conversando com o povo. Graças a Deus o resultado está sendo positivo e estamos nessa caminhada e vai dar certo", falou.

    APOIO DO GOVERNADOR E DA PRIMA

    Embora vá se filiar ao PL, Pauliana disse que sua campanha terá apoio do governador Wellington Dias e do PT, partido que ela diz ser "do coração" e onde aprendeu fazer política.

    "Eu vou me filiar ao PL. Inclusive nós vamos fazer essa semana um movimento com o partido para a minha filiação e também de vários amigos. Mas assim, sempre com parceria com o Partido dos Trabalhadores, que é um partido do meu coração, que eu tenho todo respeito e aprendi a fazer campanha com o PT. Mas [a candidatura] é na base do governador", falou.

    Pauliana está na disputa pela prefeitura de São João (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

    SEM GIL CARLOS POR PERTO

    Questionada se espera ter o apoio do atual prefeito Gil Carlos, que é do PT, Pauliana disse um não sutil, olhou pro lado e sorriu. "Não. Aí é outra...", disse sorrindo e sem concluir a frase.

    Embora sejam muito próximos ao casal Dias, Pauliana e Gil Carlos não se cheiram. A relação de animosidade entre eles é conhecida nos bastidores da política sanjoanense.

    VEJA O VÍDEO DA ENTREVISTA


    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • segunda, 04 de novembro de 2019, às 0:04h

    Provas do Enem 2019 aplicadas no fim de semana (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

    Em 2010, eu e meu irmão percorremos 104 km da isolada cidade de Dom Inocêncio, no sertão do Piauí, até São Raimundo Nonato, cidade polo da região. Fomos de moto por uma estrada de chão fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Eu estava concluindo o ensino médio na Unidade Escolar Estadual Maria de Oliveira Rodrigues, em Dom Inocêncio.

    Naquele ano, garanti meu acesso à Universidade Federal do Piauí (UFPI) para o curso de jornalismo. Meu melhor desempenho foi justamente na redação, onde atingi 1000 pontos, a nota máxima. O tema naquela edição foi "O trabalho na construção da dignidade humana".

    Em 2010 eu nunca havia pisado numa sala de cinema, coisa que só fiz depois que vim morar na capital. Assim como eu em 2010, a maioria dos jovens das pacatas cidades do país nunca foi ao cinema. Neste domingo (3), o tema da redação do Enem 2019 foi "Democratização do acesso ao cinema no Brasil". Para mim, um tema que desfavorece muitos candidatos.

    Alunos levados em paus de arara no Piauí (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Num país onde muitas escolas são precárias [principalmente nos rincões mais isolados], onde falta transporte escolar, onde falta ensino de qualidade e onde até a internet ainda não chegou em algumas partes, é um tanto desarrazoado cobrar esse tema. Segundo o IBGE, no ano de 2015 apenas 10% das cidades brasileiras possuíam cinema, sendo que um 1/3 delas estavam localizadas no Estado de São Paulo, o mais rico do país.

    O dado, de fato, reforça a necessidade de garantir o acesso ao cinema no Brasil, uma necessidade inegável. No entanto, a cobrança desse tema numa prova feita por estudantes de diferentes realidades e de regiões distintas penaliza muitos daqueles que, mesmo que quisessem, não poderiam ir no cinema num domingo, num feriado ou em um dia qualquer.

    Deve-se ressaltar que é possível alguém discorrer sobre uma realidade da qual não tenha familiaridade e muitos até podem obter nota satisfatória, mas é inegável que o tema do Enem 2019 é desigual com uma boa parcela. No Brasil, a disparidade no ensino é gritante e as regiões mais isoladas, quase sempre, são as que mais sofrem com esse abismo do sistema.

    Nos rincões do país, não existe cinema (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica.com)

    Dados do IBGE do ano passado mostraram que quase 4 em cada 10 jovens de 19 anos não concluíram o ensino médio. Desse total, a maioria não frequentou mais a escola e 55% desistiram de estudar ainda no ensino fundamental. Segundo o MEC, 19 anos é a idade ideal para a conclusão do ensino médio. A taxa de não conclusão é ainda maior nas zonas rurais.

    Os motivos para essa realidade cruel são os mais variados e a questão socioeconômica é uma das mais destacadas, além, claro, da pouca atenção do Poder Público na educação em regiões isoladas e pobres do país. Em muitos lugares, as condições das escolas públicas ainda são precárias e a tecnologia chega em ritmo bem mais lento do que nos centros urbanos maiores.

    Diante dessa realidade, não é difícil imaginar que o tema "acesso ao cinema" seja bem mais complicado para jovens que estão concluindo o ensino médio em cidades pequenas e comunidades rurais distantes. Não é difícil pensar que alunos que sofrem com poeira e sol em cima de paus de arara [sim, eles ainda existem], tenham sido surpreendidos com o tema.

    Antes de colocar em voga a democratização do acesso ao cinema, é preciso democratizar o acesso à educação digna e de qualidade em todas as partes do país, garantindo uma sociedade mais justa e reduzindo o abismo que impera no nosso sistema educacional.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • domingo, 03 de novembro de 2019, às 22:13h

    Ministro Barroso comentou fala de Eduardo Bolsonaro (Foto: Carlos Moura/STF)

    A polêmica declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre uma possível reedição do AI-5 segue tendo repercussão no meio político e no judiciário. Cinco dias depois, a fala do filho do presidente Jair Bolsonaro ainda rende pano pra manga.

    Neste domingo (3), ao participar de evento no Clube Hebraica de São Paulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse que ficou surpreso com a reação da sociedade em relação fala de Eduardo. Ele citou que o deputado teve que recuar.

    "Me chamou a atenção a reação da sociedade. Foi muito contundente, a ponto de o parlamentar voltar atrás", disse o ministro.

    A declaração de Eduardo Bolsonaro sobre um possível novo AI-5 foi dada em entrevista à jornalista Leda Nagle, publicada na última quinta-feira (31) no canal dela na internet.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • sexta, 01 de novembro de 2019, às 13:20h

    Ele criticou, mas seguiu com a mesma prática (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    A imprensa brasileira nunca foi tão contestada como agora. Em virtude do acirramento político que desencadeou no impeachment de Dilma Rousseff (PT) e devido ao avanço das redes sociais, o trabalho dos profissionais de imprensa virou alvo de críticas e ataques.

    A ascensão de Jair Bolsonaro (PSL) ao poder piorou ainda mais esse cenário, já que o próprio presidente tem sido responsável por atirar pedras no trabalho de jornalistas. Com razão ou sem razão, ele tem feito isso de forma incessante desde que chegou ao Palácio do Planalto.

    Mas as críticas, sobretudo ao modelo de comunicação dominante no Brasil, sempre existiram. Em 2001, quando ainda era deputado federal, o governador do Piauí Wellington Dias (PT) disse que o modelo de comunicação existente no Brasil era incompatível com a democracia.

    Em artigo publicado no jornal O Dia, o petista defendeu a regulamentação dos meios de comunicação, algo que o PT não fez nos 13 anos que ficou no poder. E o mais curioso: ele criticou o fato dos governantes ditarem o que as pessoas devem saber pela imprensa.

    No texto, Wellington disse que "é um direito da sociedade estabelecer controle sobre os meios de comunicação que vão lhe servir". Ora, no Piauí governado por ele, isso é realidade distante, dada a forte interferência política e governamental na maioria dos veículos.

    Artigo publicado pelo petista Wellington Dias em 2001 no jornal O Dia, de Teresina.

    Porém, deve-se ressaltar que muita coisa mudou desde aquele 2001 em que Wellington escreveu o artigo. A imprensa de hoje já não é somente aquela dos veículos tradicionais e dos grandes conglomerados que, de fato, ditavam o que as pessoas podiam saber.

    No entanto, também vale destacar que essa nova realidade não surgiu devido aos governos que se passaram desde 2001. Aliás, se ainda pudesse, a maioria dos governantes queria ter um modelo onde conseguissem dominar. Em muitos casos, infelizmente ainda conseguem.

    O modelo criticado por Wellington em 2001 sofreu alterações graças à expansão da internet e as redes sociais. Já quanto aos meios tradicionais, o domínio que ele criticava segue existindo sem grandes mudanças e, no caso do Piauí, contando com a colaboração da gestão dele.

    Nesse aspecto, o modelo segue bastante incompatível com a democracia.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • quinta, 31 de outubro de 2019, às 16:35h

    Fábio Novo (PT) retorna para a Secult (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Os deputados estaduais Fábio Novo (PT) e Zé Santana (MDB) vão voltar para as secretarias estaduais que vinham ocupando até o início de setembro deste ano. Com isso, eles reabrem espaço para dois suplentes retornarem à Assembleia Legislativa do Piauí. Pela ordem, devem assumir Bessah Filho (Progressistas) e Warton Lacerda (PT).

    A volta de Novo e Zé Santana foi resultado de um acordo costurado pelo governador Wellington Dias (PT) para amenizar o impasse na base governista. Segundo o deputado Santana, inicialmente a intenção era ficar na Assembleia até a votação do orçamento para 2020, em dezembro, mas Wellington Dias convidou para que eles voltassem antes.

    "Com a apreciação dos empréstimos, que consideramos da maior importância, a gente acabou voltando para a Assembleia [em setembro]. Inicialmente, se tinha a intenção de ficar até a votação do orçamento, mas o governador nos convidou para que a gente pudesse estar retornando, já que o orçamento só deve ser votado no final de dezembro", falou.

    Zé Santana negou dificuldades com suplentes (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Santana retorna para a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Sasc) e Fábio Novo volta à Secretaria de Cultura (Secult), pastas que comandavam antes.

    Por enquanto, Zé Santana e Fábio Novo são os únicos deputados que estavam em secretarias que decidiram voltar para as pastas. O impasse na base governista segue com relação aos outros quatro parlamentares que no começo de setembro resolveram deixar as secretarias e voltar à Assembleia Legislativa, forçando seis suplentes a saírem da casa.

    ELE NEGA DIFICULDADES

    Santana nega que tenha tido dificuldades na relação com os suplentes, nem antes e nem agora. "Meu retorno para a Assembleia se baseou exclusivamente nessa votação dos empréstimos e graças a Deus sempre tive bom relacionamento com todos, tanto titulares quanto suplentes. Da nossa parte, a convivência é harmoniosa com todos eles", falou.

    Os outros secretários que retornaram para a Assembleia em setembro são Flávio Nogueira Júnior (PDT), Janaínna Marques (PTB), Wilson Brandão (Progressistas) e Pablo Santos (MDB). Nos bastidores, alguns deles afirmam que não irão mais voltar para as secretarias.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • quinta, 31 de outubro de 2019, às 15:17h

    Padre Walmir e Paes Landim são aliados em Picos (Fotos: PoliticaDinamica.com)

    O deputado federal Paes Landim (Sem partido) afirmou nesta quinta-feira (31) que o prefeito de Picos, padre Walmir Lima (PT), é um homem acima do bem e do mal. Amigo do gestor picoense, Landim lembrou que o prefeito é petista, mas mesmo assim é um homem bom.

    "O padre é uma pessoa ligada ao PT, mas é um homem acima do bem e do mal. É uma grande figura humana, discreto, um homem religioso. É um homem sério", disse.

    Atualmente sem partido, Paes Landim esteve próximo de se filiar ao MDB, mas revelou que questões políticas em alguns municípios dificultaram a filiação. Em Picos, Landim é ligado a padre Walmir, mas o MDB, embora aliado do petista, tenta lançar uma candidatura própria.

    Já o padre "acima do bem e do mal" quer lançar a petista Maria Santana como candidata.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • quinta, 31 de outubro de 2019, às 13:56h

    Secretário entregou PL orçamentário na Alepi (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica)

    O secretário de Planejamento do Piauí, Antônio Neto, foi até a Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (31) entregar o Plano Plurianual (PPA) e o projeto lei orçamentária anual para 2020. Segundo ele, a receita bruta estimada do orçamento do próximo ano é de R$ 16 bilhões.

    No entanto, ressalta que após as deduções, transferências obrigatórias para os municípios e a complementação do Fundeb, o orçamento deve ficar com valor líquido de R$ 13 bilhões. Segundo ele, o percentual de crescimento é em torno de 19,5% com relação a 2019.

    "A receita total, a receita bruta estimada do orçamento para 2020 será de R$ 16 milhões. Quando você retira a parte das deduções obrigatórias, transferências para os municípios e transferências para complementação do Fundeb, você fica com R$ 13 bilhões, que é o valor líquido da receita que será gasta com os poderes, com o Executivo e todas as áreas", disse.

    O crescimento é considerável e o próprio governo entende dessa forma. Antônio Neto explica que o motivo do aumento são receitas extraordinárias que a administração estima para 2020. Entre elas o precatório do Fundef que o Estado vai receber [R$ 1,8 bilhão] e os empréstimos tomados pelo governador Wellington Dias (PT) que passam de R$ 1 bilhão.

    Além disso, ele ainda mencionou outros ativos que o Estado deve alienar, como por exemplo na área da regularização fundiária. Todos essas receitas serão incorporadas no orçamento e por isso o crescimento de quase 20% em relação ao valor da LOA do ano passado.

    Antônio Neto explicou aumento de receitas (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica)

    RECEITAS VINCULADAS

    Apesar de incluir as receitas extraordinárias na LOA de 2020, o secretário lembra que elas não são receitas gerais, mas sim vinculadas, ou seja, com aplicação específica.

    "O precatório do Fundef só pode ser gasto com educação e não é gasto com pessoal. As receitas das operações de crédito [empréstimos] são vinculadas à obras de infraestrutura e outras ações. Mas elas precisam constar no orçamento", explicou.

    DEBATES NA ASSEMBLEIA

    A partir de agora, a matéria começa a ser discutida na Assembleia. Segundo o presidente da casa, deputado Themístocles Filho (MDB), os parlamentares têm até o dia 20 de dezembro para encerrarem as discussões em torno do tema e votarem a matéria em plenário.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados


voltar para 'Política Dinâmica'