Coluna Gustavo Almeida
  • domingo, 18 de outubro de 2020, às 8:20h

    A cidade de Wall Ferraz, no semiárido piauiense (Foto: Reprodução/Instagram)

    O pacato município de Wall Ferraz, distante 330 km de Teresina, foi o que menos renovou a composição da Câmara Municipal nas últimas duas décadas no Brasil. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo na noite do sábado (17).

    Em Wall Ferraz, mais de 50% dos atuais vereadores são os mesmos de 24 anos atrás. Dos nove parlamentares com assento na Câmara do município, cinco se elegeram pela primeira vez em 1996, na primeira legislatura após a emancipação do município, e estão no poder há 24 anos, exercendo o sexto mandato. Desde então eles vêm se reelegendo seguidamente.

    Dos cinco parlamentares que estão no poder há mais de duas décadas em Wall Ferraz, quatro tentam a reeleição este ano. São eles os vereadores Chichico, Sebastião Pimenta, Pedro Reis e Zé Levi, todos do PSB, aliados do atual prefeito Danilo Martins (PSB). Apenas a vereadora Mariinha de Zé João (PTB), da oposição, não vai buscar o sétimo mandato nesta eleição.

    ETERNOS VEREADORES

    A reportagem publicada pela Folha de S. Paulo mostra exemplos dos vereadores mais longevos do país. Os campeões são Nirdo Artur Luz, o Pitanta (PSD), vereador de Palhoça (SC), e Orvino Coelho de Ávila (PSD), vereador de São José (SC). 

    Eles ganharam a primeira eleição para vereador em 1976 e desde então se reelegeram seguidamente para o cargo. São 44 anos como vereador. Este ano, Pitanta tenta mais uma reeleição, a 12ª. Já Orvino é candidato a prefeito de São José.

    Segundo o TSE, de 2000 para cá o país elegeu 178.085 vereadores, dos quais 2.129, ou 1,2% do total, venceram as últimas cinco eleições para as Câmaras Municipais. 

    Nas capitais, 32 vereadores estão no mandato há pelo menos 20 anos. Em Teresina, o vereador Edson Melo (PSDB) ganhou a primeira eleição para o cargo em 1988. Desde então, só ficou sem mandato na legislatura de 2005 e 2008 após não disputar a eleição municipal de 2004. Ele está no sétimo mandato na Câmara Municipal e tenta mais uma reeleição em 2020.

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  • sábado, 17 de outubro de 2020, às 22:08h

    Flávio durante reunião política de Valdiná Pires (Foto: Divulgação/Assessoria)

    O deputado federal Flávio Nogueira (PDT) participou na manhã deste sábado (17) de uma reunião de apoio à candidatura de Valdiná Pires (PDT) para vereador de Teresina. No encontro também estava o deputado estadual Flávio Nogueira Júnior (PDT).

    Valdiná Pires tem 55 anos, é servidor público estadual e concorre pela primeira vez ao cargo de vereador na capital. O apoio dos Flávios dá peso à campanha do pedetista.

    Os Flávios, pai e filho, na campanha de Valdiná (Foto: Divulgação/Assessoria)

    Nas redes sociais, o deputado federal Flávio Nogueira defendeu o nome do aliado e disse que Pires tem vontade de trabalhar e lutar pelos interesses dos teresinenses.

    “Registro de minha participação com grupo de amigos em reunião de apoio à candidatura do amigo Valdiná Pires à Câmara Municipal de Teresina. Valdiná é homem sério e tem muita vontade de trabalhar e lutar pelos interesses do povo teresinense. Reafirmo meu apoio”, postou.

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  • sexta, 16 de outubro de 2020, às 12:21h

    Gestão de Wellington Dias reage à ação da PF (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O Governo do Piauí divulgou, pouco depois do meio-dia desta sexta-feira (16), uma nota sobre a operação "Fake SMS", deflagrada pela Polícia Federal nesta manhã. A ação da PF investiga a contratação de serviços de disparo automático de mensagens via WhatsApp, supostamente para fins eleitorais, pelo Governo do Estado do Piauí.

    Na nota, a gestão estadual afirma que não foi notificada sobre a operação e diz que não tem contrato com nenhuma empresa para envio de mensagens em massa. 

    A gestão de Wellington Dias (PT) afirma ainda que estranha o fato da Polícia Federal citar o Governo do Piauí em uma operação em que o material apreendido ainda será periciado, apontando o Governo como possível culpado de algo que ainda vai ser apurado.

    O Governo avisou que, uma vez provado que não há nenhuma responsabilidade por parte da gestão estadual, irá acionar a Justiça por abuso de autoridade da PF pela acusação.

    LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA

    O Governo do Estado do Piauí informa que não foi notificado e de nenhuma forma acionado a respeito da operação “Fake SMS”. Esclarece que não tem contrato com nenhuma empresa para o envio de mensagens em massa e nem tem responsabilidade sobre contratos feitos por quaisquer candidatos para fins eleitorais. Estranha ainda que o Governo do Estado seja citado em uma operação em que o material apreendido ainda será periciado, apontando o Governo como possível culpado em uma investigação que ainda será iniciada.

    Destaca que, caso haja responsabilidade de algum agente público por qualquer ato, todas as providências serão adotadas imediatamente a fim de punir os responsáveis. Uma vez comprovada que não há nenhuma responsabilidade por parte do Governo, também irá acionar judicialmente, por abuso de autoridade, os responsáveis pela acusação prévia e precipitada da operação.

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  • sexta, 16 de outubro de 2020, às 11:29h

    Marcelo e Wellington Dias na eleição de 2018 (Foto: Marcos Melo/PoliticaDinamica.com)

    O senador Marcelo Castro (MDB) não esconde de ninguém sua simpatia pelo PT. Ex-ministro da Saúde de Dilma Rousseff e aliado fiel do governador Wellington Dias (PT), o senador afirma que MDB e PT é a aliança que ele gosta e trabalha para que aconteça no Piauí.

    A declaração foi dada em um vídeo gravado para a campanha do candidato do MDB a prefeito do município de Dom Inocêncio, a 610 km de Teresina. Lá, a oposição tem como candidato Luzivalter Santos, o Nenê (MDB) e o vice Marcos Damasceno (PT).

    “Hoje é a inauguração do nosso comitê aí em Dom Inocêncio. MDB e PT: essa é a aliança que eu torço, que eu gosto e que eu trabalho para que aconteça no Piauí. Por que? Entendo que essa aliança, desde 2002, e até antes disso, é a aliança que tem dado bons frutos ao Piauí”, disse.

    No município, a aliança MDB/PT enfrenta a atual prefeita Virgínia, que é o Progressistas, partido presidido nacionalmente pelo senador Ciro Nogueira, ex-aliado de Wellington e agora adversário do governo petista. Ciro tem garantido que o Progressistas terá candidato a governador em 2022 contra o esquema político de Wellington Dias e seus aliados.

    Se depender de Marcelo Castro, o objetivo de Ciro de chegar ao governo do Piauí não vai ser alcançado. Para ele, o grupo composto por MDB e PT deve continuar no Palácio de Karnak. “Essa é que é a união boa para o Piauí”, completou o senador.

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  • sexta, 16 de outubro de 2020, às 10:15h

    Agentes cumpriram mandados de busca em Teresina (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

    A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (16) a Operação "Fake SMS". O objetivo é investigar a contratação de serviços de disparo automático de mensagens via WhatsApp, supostamente para fins eleitorais, pelo Governo do Estado do Piauí.

    Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca, expedidos pelo juízo da 98ª Zona Eleitoral, em Teresina. Nas buscas, os agentes federais apreenderam vários documentos, celulares e mídias de armazenamento. O material apreendido será analisado pela Polícia Federal. 

    A investigação tenta comprovar se o serviço contratado era utilizado com a finalidade específica de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou macular a imagem de candidato, partido ou coligação adversária, o que constitui crime eleitoral.

    Policiais apreenderam documentos e mídias (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

    O nome da operação faz referência ao uso de serviço de mensagens (WhatsApp) para suposta propagação de notícias falsas, as chamadas Fake News.

    O QUE DIZ O GOVERNO DO PIAUÍ

    Procurado pela reportagem do Política Dinâmica, o Governo do Piauí enviou nota em que nega contratos com empresas de disparo de mensagens em massa e diz estranhar que a Polícia Federal tenha citado a gestão estadual em algo que ainda vai ser apurado. Veja a nota:

    "O Governo do Estado do Piauí informa que não foi notificado e de nenhuma forma acionado a respeito da operação “Fake SMS”. Esclarece que não tem contrato com nenhuma empresa para o envio de mensagens em massa e nem tem responsabilidade sobre contratos feitos por quaisquer candidatos para fins eleitorais. Estranha ainda que o Governo do Estado seja citado em uma operação em que o material apreendido ainda será periciado, apontando o Governo como possível culpado em uma investigação que ainda será iniciada.

    Destaca que, caso haja responsabilidade de algum agente público por qualquer ato, todas as providencias serão adotadas imediatamente a fim de punir os responsáveis. Uma vez comprovada que não há nenhuma responsabilidade por parte do Governo, também irá acionar judicialmente, por abuso de autoridade, os responsáveis pela acusação prévia e precipitada da operação".

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  • sexta, 16 de outubro de 2020, às 9:29h

    Wellington resolveu decretar ponto facultativo (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O governador Wellington Dias (PT) decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (19). Na data é comemorado o Dia do Piauí, mas o feriado estadual foi antecipado para o dia 15 de maio em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). No entanto, também sob alegação da pandemia, o governador resolveu dar ponto facultativo na data.

    Em decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da quinta-feira (15), a gestão estadual justifica a decretação alegando "a necessidade de continuar mantendo os índices de isolamento social, que tem como objetivo combater o avanço do novo coronavírus (covid-19)".

    O ponto facultativo atinge todos os órgãos da administração estadual direta, indireta, autarquias e fundações do Poder Executivo, exceto serviços considerados essenciais. Neste 19 de outubro de 2020, o estado do Piauí completa 198 anos de adesão à Independência do Brasil.

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  • quinta, 15 de outubro de 2020, às 13:10h

    Pessoa e Kleber acirram disputa em Teresina (Fotos: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    A disputa eleitoral entre os candidatos Kleber Montezuma (PSDB) e Dr. Pessoa (MDB) pela prefeitura de Teresina não se restringe às ruas, mas também começa virar batalha jurídica. 

    A coligação de Montezuma denunciou a coligação de Pessoa por supostamente usar perfis falsos no Facebook para disseminar informações inverídicas e caluniosas contra ele. Na ação, a coligação de Kleber pede a cassação do registro de candidatura de Dr. Pessoa e seu vice.

    Por outro lado, a coligação de Pessoa contra-atacou e diz ter buscado a Polícia Federal para denunciar a existência de uma “milícia digital” que supostamente atua em favor de Kleber.

    TROCA DE ACUSAÇÕES

    O PSDB alega que Dr. Pessoa mantém perfis fakes ou não oficiais que são usados por sua campanha para atacar os adversários do lado tucano. A ação ainda pede que a rede social Facebook retire os perfis do ar e identifique os criadores e alimentadores das páginas.

    Já a coligação de Dr. Pessoa diz ter acionado a Polícia Federal alegando que Kleber é quem usa perfis falsos. Pessoa afirma que “vem sendo vítima de pesada e injusta campanha de difamação e fakenews, que atentam contra a sua honra e dignidade, o que já foi informado à Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Justiça Eleitoral”.

    Os advogados de ambas as coligações se defendem. A assessoria jurídica da coligação de Kleber nega as acusações feitas por Pessoa e diz que não foi notificada de nenhuma investigação da Polícia Federal. Já a equipe de Dr. Pessoa sustenta que não há nenhum fundamento jurídico para a ação do PSDB prosperar e diz que "irá se manifestar oportunamente à Justiça". 

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  • quinta, 15 de outubro de 2020, às 11:38h

    Chico Rodrigues, vice-líder do Governo no Senado (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

    O assunto desta quinta-feira (15) na política brasileira é o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que foi flagrado pela Polícia Federal com R$ 30 mil escondidos entre as nádegas. Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa dele em Roraima na quarta-feira (14) e perceberam que o senador colocou a grana na cueca, no meio das nádegas.

    Chico Rodrigues é um dos vice-líderes do Governo Bolsonaro no Senado Federal.

    Há 15 anos, em julho de 2005, o Brasil conheceu um episódio semelhante. Um assessor do deputado federal José Guimarães (PT-CE) foi flagrado no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com uma mala de R$ 209 mil e 100 mil dólares escondidos na cueca.

    Ao longo dos anos, José Guimarães foi tratado pelos críticos como o 'deputado do dinheiro na cueca', embora não tenha sido ele a pessoa que levava o dinheiro. O parlamentar petista foi inocentado pela Justiça, que reconheceu que ele não tinha responsabilidade no caso.

    Nesta quinta-feira (15), José Guimarães preferiu não comentar o bizarro episódio envolvendo o senador Chico Rodrigues. "Eu não quero comentar, não vou comentar. Fui vítima de algo absurdo. Fui inocentado pela Justiça. Mas, mesmo assim, paguei um preço muito alto durante anos.", falou ao site O Antagonista.

    CHICO RODRIGUES DEIXA VICE-LIDERANÇA

    Segundo a imprensa nacional, o presidente Jair Bolsonaro ficou irritado com o episódio. Chico Rodrigues é próximo politicamente do presidente e ganhou a função de vice-líder do governo no Senado. Porém, após o meio-dia desta quinta o governo publicou no Diário Oficial a dispensa de Rodrigues da função. Na portaria, consta que a saída se deu "a pedido".

    O flagra do dinheiro na cueca de Rodrigues ocorre uma semana após Bolsonaro dizer que não tem mais Operação Lava Jato porque não existe mais corrupção em seu governo.

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  • quinta, 15 de outubro de 2020, às 9:46h

    Sacerdote concorre ao cargo de prefeito no Piauí (Foto: Reprodução/Portal Duscocais)

    O padre Luís Gomes de Oliveira está na disputa pela prefeitura do município de Matias Olímpio, a 237 km de Teresina, no Norte do Piauí. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), o sacerdote católico decidiu ingressar na política e quer ser o próximo prefeito da cidade.

    Luís Gomes é natural de Pedro II e mora em Matias Olímpio há pouco mais de seis anos. Ele anunciou a pré-candidatura no começo do ano e após isso a Diocese de Parnaíba chegou a anunciar a transferência dele da Paróquia de Matias Olímpio para o município de Ilha Grande.

    No entanto, o religioso decidiu não sair e ficou para entrar na disputa eleitoral. Ele se afastou da igreja em virtude da eleição, costurou alianças e lançou a candidatura. "Essa situação com a Diocese está bem resolvida. Resolvemos em harmonia", disse o padre ao Política Dinâmica.

    Padre Luís costurou alianças e lançou candidatura (Foto: Juan Pablo/Blog do William)

    O sacerdote contou ainda porque decidiu entrar na política e fez críticas ao modelo de gestão praticado no município. "Me tornei candidato por uma necessidade local. Uma política atrasada e ultrapassada para os nossos tempos. Desejo fazer um trabalho diferente aqui caso a população queira", justifica o religioso.

    Luís Gomes tem 38 anos e concorre com outros quatro candidatos a prefeito. Ele é da oposição ao grupo político do atual prefeito. Na declaração de bens à Justiça Eleitoral, o padre declarou ter como patrimônio apenas uma moto Honda Bros 160, ano 2018, no valor de R$ 10 mil. 

    BISPO CRITICA DECISÃO DO PADRE

    Apesar de Luís Gomes afirmar que tudo foi resolvido em harmonia com a Diocese de Parnaíba, não é o que deixa transparecer o bispo Dom Juarez Sousa da Silva. 

    Em entrevista ao Política Dinâmica, o bispo lembrou que padres são proibidos de se candidatarem e afirmou que a Igreja forma e ordena padres para serem pastores e não prefeitos. Dom Juarez se refere ao padre Luís Gomes como "ex-vigário".

    Bispo da Diocese de Parnaíba critica postura do padre (Foto: Divulgação/Diocese de Parnaíba)

    "Os padres são proibidos de se candidatarem a cargos políticos e de participarem da política partidária. Se por decisão própria se candidatam, são afastados do exercício do ministério sacerdotal. Foi o que aconteceu com o ex-vigário de Matias Olímpio. A Igreja forma e ordena padres para serem pastores, não para serem prefeitos. O povo de Deus quer e precisa de padres missionários e profetas a serviço da Salvação, da vida em plenitude com todos. O padre sempre fará muito melhor para o povo a ele confiado do que como político. Esse ofício é próprio dos leigos e leigas, não de padres", falou.

    O bispo ainda criticou o abuso do poder religioso e uso de bom nome de padre e de pastor na obtenção de votos. Ele lembrou que a maioria das experiências de padres prefeitos não foi exitosa e disse que a Justiça Eleitoral deve ficar de olho nesse tipo de situação. 

    "O abuso do poder religioso na obtenção de votos, do uso do bom nome de padre e de pastor não só não é critério de bons gestores, como a maioria das experiências tem mostrado, como é inconveniente. A Justiça Eleitoral tem critérios claros e deveria estar de olho", alertou. 

    Questionado se o afastamento do padre Luís Gomes é apenas temporário apenas por conta do período eleitoral, o bispo não deu garantias de que ele ainda volte a usar a batina. "Quanto ao afastamento, depende da situação em que ocorreu a candidatura e, se possível, de discernimentos futuros", informou Dom Juarez.

    Vaticano quer padres fora da política partidária (Foto: Piero Cruciatti/AFP)

    IGREJA CATÓLICA PROÍBE

    A Igreja Católica tem se posicionado de forma contrária ao envolvimento de padres em atividades políticas e partidárias, conforme a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de acordo com decretos de várias dioceses espalhadas pelo país. Apesar disso, alguns padres entram em disputas eleitorais.

    No Piauí, vários padres foram prefeitos ao longo das últimas décadas. Um dos mais destacados foi o Padre Lira (1919-2015), que foi prefeito das cidades de São Raimundo Nonato (um mandato) e Dom Inocêncio (três mandatos). Em sua última eleição em 2004, Lira, então filiado ao PFL, foi eleito prefeito de Dom Inocêncio aos 85 anos de idade.

    Além de Lira, outros padres entraram na política no Piauí. Em Picos, o Padre Walmir Lima (PT) está concluindo o segundo mandato de prefeito com um alto índice de rejeição. Walmir chegou a ter o mandato cassado em primeira instância acusado de abuso do poder político e econômico na reeleição em 2016. Ele recorreu e se livrou da cassação na 2ª instância. Walmir também é réu em processo de improbidade administrativa na Justiça Federal depois de ter sido denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF).

    Em São Raimundo Nonato, o padre José Herculano Negreiros foi prefeito por duas vezes, de 1997 a 2000 e de 2009 a 2012. Herculano já teve condenações por improbidade administrativa em 1ª instância e também é réu em processos na Justiça Federal. De temperamento forte, o padre costuma trocar farpas públicas com adversários políticos.

    Em Domingos Mourão, o padre Domingos Cavaleiro foi prefeito e chegou a ser preso em 2010, no exercício do mandato, acusado de pedofilia pela Procuradoria de Justiça do Piauí. Cavaleiro também foi denunciado à Justiça Federal por não prestar conta de recursos públicos no tempo certo e carrega processos da época em que governou o município.

    Sacerdote bastante conhecido na região de Esperantina, o Padre Ladislau da Silva disputou duas eleições de deputado estadual no Piauí pelo PT. Teve uma boa votação na primeira campanha, sobretudo na região de Esperantina, mas não se elegeu. Ele ainda foi superintendente do Incra no Piauí nos governos de Lula (PT) e chegou a ser condenado em 1ª instância pela Justiça Federal por liberar verba pública federal sem observância de normais legais.

    Outro que experimentou a carreira política foi o padre Solon Correia de Aragão (1921-2000). Influente na região de São João do Piauí e São Raimundo Nonato, ele foi eleito deputado estadual em 1962 e exerceu mandato na Assembleia Legislativa do Piauí. Em 1966, foi candidato a senador pelo MDB, mas perdeu a eleição para Petrônio Portella.

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  • quarta, 14 de outubro de 2020, às 12:46h

    Elmano celebra investimentos federais no Piauí (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O senador Elmano Férrer (Progressistas) não esconde o entusiasmo com os investimentos do governo federal no Piauí. Segundo ele, a gestão de Bolsonaro está investindo mais de R$ 1 bilhão somente em obras de infraestrutura no Piauí. São investimentos que contemplam 14 grandes obras, sendo que a maioria está em fase avançada de execução. 

    Elmano, um dos vice-líderes do governo no Senado e aliado de primeira hora do presidente da República, lembrou nesta terça-feira (13) que, há exatos dois anos, o então candidato a presidente Jair Bolsonaro assumiu o compromisso de tirar do papel as obras estruturantes que são essenciais para o estado. Na avaliação do senador, a promessa está sendo cumprida.

    “Com as ações que vêm sendo realizadas, o presidente Bolsonaro confirma o seu compromisso com o Piauí e revela que o Estado é uma das prioridades do governo federal”, avalia. 

    Segundo o senador, a partir do governo Bolsonaro e das ações do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o Piauí se transformou num grande canteiro de obras. Para ele, os investimentos federais seguem um planejamento que tem o objetivo de desenvolver o Piauí, aproveitar as potencialidades e beneficiar todas as regiões do estado.

    Quem mora no Norte do Piauí, na região com maior fluxo de turistas no Estado, será beneficiado com uma dessas grandes obras. Trata-se da construção de outra ponte sobre o Rio Igaraçu, ligando Parnaíba a Ilha Grande. Nesta obra, segundo Elmano, são investidos R$ 17 milhões. 

    “Com esta ponte, vamos abrir um novo horizonte para o turismo do estado ao facilitar o acesso a Praia da Pedra do Sal, que é um dos mais belos trechos do litoral piauiense. Além disso, vamos dar continuidade às ações com a construção da orla do outro lado da ilha”, diz o senador.

    Aliado de Bolsonaro, Elmano comemora investimentos no Piauí (Foto: Divulgação/PR)

    OBRAS FEDERAIS NA CAPITAL
    Outras ações do governo federal ganham corpo em Teresina, que concentra o maior volume de obras federais estruturantes. Um dos destaques é o Contorno Rodoviário, que vem saindo do papel a partir do empenho do senador Elmano Férrer. As ações para efetivar o projeto incluem a construção de viadutos, o alargamento de avenidas e a abertura de novos acessos para os corredores viários mais importantes da capital.

    Um dos lotes do Contorno Rodoviário está em estado avançado de execução e inclui a construção do viaduto do Mercado do Peixe e dos viadutos rodoferroviários, localizados na altura da Avenida dos Ipês. Obras que contam com um investimento de R$ 95 milhões, sendo que R$ 30 milhões foram repassados por meio de emendas individuais do senador Elmano.

    O rebaixamento da Avenida João XXIII, com investimentos de R$ 21 milhões, é outra ação importante do governo federal que está inserida dentro do Contorno Rodoviário de Teresina. “A obra prevê uma trincheira de 780 metros de comprimento e com até nove metros de profundidade, passando por baixo da Avenida Zequinha Freire e eliminando a rotatória da Ladeira do Uruguai, que é um ponto de engarrafamento e de muitos acidentes”, explica.

    Além do Contorno Rodoviário, o governo federal investe na duplicação da BR-316, no trecho que liga a capital a Demerval Lobão. A efetivação da obra prevê investimento de R$ 73 milhões, sendo que a maior parte destes recursos (R$ 47 milhões) vem de emendas de Elmano. 

    “Umas das prioridades do meu trabalho é viabilizar as obras de infraestrutura que são essenciais para o desenvolvimento do estado, como esta duplicação da BR-316”, justifica.

    OUTRAS REGIÕES DO ESTADO
    A cidade de Picos, a 306 km de capital, também está se beneficiando de obras de infraestrutura. O principal investimento federal na cidade, que soma R$ 25 milhões, envolve obras de drenagem já concluídas, na BR-316/PI, na travessia urbana do município, além da pavimentação asfáltica no mesmo trecho. “A ordem de serviço para esta pavimentação será assinada ainda esta semana. Quando concluída, a obra vai facilitar o acesso de veículos à cidade, especialmente ao corredor comercial”, informa Elmano.

    Entre os investimentos do governo federal no Piauí, ainda se destacam várias obras no sul do estado, como a recuperação e o alargamento da BR-135, com investimentos de R$ 256 milhões. Outras obras incluem a implantação e pavimentação da BR-235 (R$ 122 milhões); a ampliação e modernização do Aeroporto Regional de Bom Jesus (R$ 28 milhões); além da construção de uma ponte sobre o rio Parnaíba (R$ 30 milhões) em Santa Filomena, no Piauí. 

    “São obras que vão melhorar a logística de transporte e garantir o escoamento eficaz da produção dos cerrados”, prevê o senador.

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  • terça, 13 de outubro de 2020, às 20:15h

    Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Piauí (Foto: Divulgação/Governo do Estado)

    O efetivo da Polícia Militar do Piauí já é reduzido e quando chega período de eleição diminui ainda mais. Isso porque muitos militares se afastam da função para disputar o pleito eleitoral. Nas eleições deste ano, são muitos os militares na disputa, uns da ativa e outros da reserva.

    Conforme dados da Justiça Eleitoral, somente em Teresina pelo menos 30 candidatos declararam a atividade de policial militar como ocupação. São capitães, coronéis, majores, cabos, sargentos, subtenentes e tenentes na disputa por algum cargo eletivo.

    Nesses 30 estão apenas os que declararam a atividade de “policial militar” como ocupação, mas a quantidade real de militares na eleição é um pouco maior. Isso porque alguns candidatos, apesar de serem da polícia ou oriundos dela, declararam ao TSE suas atuais ocupações. 

    O capitão Fábio Abreu (PL), por exemplo, que disputa a prefeitura, declarou como ocupação o cargo de deputado e por isso não consta oficialmente como um "candidato militar"

    Grande parte dos militares candidatos está na coligação de Fábio Abreu, militar e ex-secretário de Segurança Pública do Piauí (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Dos 30 que declararam atividade de policial militar como ocupação, a maioria usa a patente na campanha eleitoral e com ela vão aparecer na urna eletrônica quando forem votados. A coligação de Fábio Abreu — composta por PL, PTB, PMN e Republicanos — é a que possui a maior quantidade de militares na eleição em Teresina, com quase metade do total.

    Ao todo, 28 candidatos usam a patente policial para serem reconhecidos na eleição. Desses, são 8 capitães, 6 sargentos, 5 majores, 4 coronéis, 3 cabos, 1 tenente e 1 subtenente.

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  • terça, 13 de outubro de 2020, às 10:17h

    Profissionais de imprensa tentam mandatos na política (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

    Quatro candidatos a prefeito no Piauí informaram à Justiça Eleitoral que são jornalistas. Na capital, os profissionais da imprensa são Fábio Novo (PT) e Mário Rogério (Cidadania). 

    Mário Rogério tem passagem por veículos importantes da imprensa do Piauí e é dono da rádio Difusora AM. Já o petista Fábio Novo se formou em jornalismo numa faculdade particular da capital e também atuou como jornalista antes de se tornar deputado estadual.

    Em Nazária, a 30 km de Teresina, o jornalista Walcy Vieira (Psol) disputa a prefeitura. Walcy também tem passagens por veículos de comunicação em Teresina.

    Em Geminiano, a 321 km de Teresina, o jornalista Tony Borges (MDB) tenta voltar a ser prefeito. Ele já governou o município por duas vezes. Tony Borges fez sucesso nos anos 80 na rádio Difusora de Picos e atuou em outros veículos na mesma cidade.

    JORNALISTAS CANDIDATOS A VEREADOR

    Para o cargo de vereador, 18 candidatos declararam à Justiça Eleitoral ter como profissão a atividade de jornalista no estado do Piauí. São eles:

    Pádua Araújo - candidato pelo PSDB em Teresina
    Juvenal Ribeiro - candidato pelo MDB em Curralinhos
    Genival Oliveira - candidato pelo PSC em Teresina
    Elizeu Aguiar - candidato pelo PP em Teresina
    Domingos Bezerra - candidato pelo PMN em Teresina
    Fernanda Lobo - candidata pelo PSD em Teresina
    Nilson Santos - candidato pelo SDD em Teresina
    Sérgio Bandeira - candidato pelo PSL em Teresina
    Erisnaldo Kaenga - candidato pelo PL em Demerval Lobão
    Miro Silva - candidato pelo PSD em Monsenhor Gil
    Dalton Paranaguá - candidato pelo MDB em Corrente
    Kyldary Gonçalves - candidato pelo MDB em Dom Expedito Lopes
    Murilo Muriloso - candidato pelo PTB em Parnaíba
    Osvaldo Maranhão - candidato pelo PSL em Luis Correia
    Zé Filho - candidato pelo PSD em Floriano
    Felipe Pedro - candidato pelo PV em Teresina
    Thiago Maciel - candidato pelo MDB em Valença
    Tomaz Teixeira - candidato pelo Podemos em Teresina

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  • segunda, 12 de outubro de 2020, às 12:12h

    Ulysses Guimarães com a Constituição Federal de 1988 (Foto: Célio Azevedo)

    Neste feriado de 12 de outubro completa 28 anos da morte do político brasileiro Ulysses Guimarães. Na tarde deste dia no ano de 1992, o Brasil foi surpreendido com a notícia do acidente aéreo que tirou a vida do então deputado federal do MDB de São Paulo.

    O corpo de Ulysses nunca foi encontrado. Em meio a uma tempestade, o helicóptero em que ele viajava de Angra dos Reis (RJ) para a cidade de São Paulo caiu no mar poucos minutos após a decolagem. Estavam a bordo, além de Ulysses, a mulher dele Dona Mora, o ex-senador Severo Gomes, também acompanhado da mulher, Maria Henriqueta, e o piloto Jorge Comemorato.

    Na época, o Congresso Nacional e a política brasileira pararam para acompanhar as buscas pelos corpos. Apenas o de Ulysses não foi encontrado e o mistério sobre sua localização permanece até hoje. O então deputado tinha completado 76 anos seis dias antes do acidente. 

    Foi Ulysses que, em 5 de outubro de 1988, como presidente da Assembleia Nacional Constituinte, promulgou a Constituição Federal, que ele chamou de Constituição Cidadã. 

    Na tarde daquele 5 de outubro, quatro anos antes de sua morte, às 15h54, o deputado disse: “Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil”. Na mesma sessão, ele ainda pronunciou outra frase histórica: “Temos ódio e nojo à Ditadura”.

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  • sexta, 09 de outubro de 2020, às 13:11h

    Gaeco investiga prefeitos suspeitos de liderar esquema criminoso (Foto: Divulgação/Gaeco)

    A operação IBI CLAUSUS deflagrada na quinta-feira (8) pelo Gaeco em cidades do médio Parnaíba mira principalmente os prefeitos de Passagem Franca do Piauí, Raislan Farias (Progressistas), e de Agricolândia, Walter Alencar (Progressistas). 

    A investigação aponta que os dois gestores são suspeitos de liderar uma organização criminosa que age, além das duas cidades que eles governam, em outros municípios da região, dentre eles Barro Duro e Lagoinha do Piauí. E é justamente aí onde mora uma coincidência. 

    Passagem Franca, Agricolândia, Lagoinha e Barro Duro protagonizam um estranho cruzamento político familiar. O prefeito de Agricolândia, Walter Alencar, não pode mais disputar a reeleição e lançou a mulher Kelly Alencar (PTB) candidata a prefeita de Lagoinha, já que em Agricolândia ela não poderia se candidatar por ser sua esposa.

    Mas, para manter o poder em Agricolândia, ele lançou o sobrinho Italo Alencar (MDB) para o cargo de prefeito. Com mulher e sobrinho disputando as duas prefeituras, ele tenta exercer influência política nos dois municípios, tanto em Lagoinha quanto em Agricolândia.

    Gaeco fez buscas na prefeitura de Passagem Franca (Foto: Divulgação/Gaeco/MP-PI)

    Já o irmão do prefeito Raislan Farias, de Passagem Franca, é candidato a vice-prefeito em Barro Duro. Frede Farias ainda ensaiou uma candidatura a prefeito, mas decidiu compor chapa e vai disputar a vice-prefeitura pelo PSL. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelo Gaeco tanto em Barro Duro quanto em Passagem Franca.

    Enquanto o irmão disputa a vice-prefeitura de Barro Duro, Raislan Farias lançou um sobrinho para tentar manter o poder em Passagem Franca. Lá, o candidato é Ramires Farias (Progressistas), mesmo partido do prefeito. O jovem foi secretário de Finanças da gestão do tio e tem exatamente o mesmo sobrenome de Raislan, Farias dos Santos.

    O cruzamento familiar com candidaturas nas quatro cidades chama atenção quando se observa que, segundo o Gaeco, a organização criminosa agia em alguns municípios da região, inclusive nas quatro cidades onde as famílias dos alvos principais exercem influência política. A lei permite essa situação, mas, nesse caso, a coincidência se torna bastante curiosa.

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  • sexta, 09 de outubro de 2020, às 8:49h

    O prefeito Walter Alencar e a esposa Kelly (Foto: Reprodução/Facebook)

    O prefeito de Agricolândia, Walter Alencar (Progressistas), gravou vídeo ao lado da esposa Kelly Alencar se manifestando sobre a operação do Gaeco que cumpriu, na quinta-feira (8), mandados de busca e apreensão na casa dele e na prefeitura. Durante as buscas, o casal chegou a ser preso em flagrante após a polícia encontrar material e dinheiro que supostamente seria usado para compra de votos em Lagoinha do Piauí, onde Kelly é candidata a prefeita.

    Após de assinar Termo Circunstanciado de Ocorrência por crime eleitoral, eles foram liberados.

    No vídeo, o prefeito se diz vítima de perseguição política e negou que o material encontrado na casa dele e da esposa tivesse objetivo de comprar de votos. Walter culpou o atual prefeito de Lagoinha, onde sua esposa é candidata de oposição, pela operação do Gaeco. A investigação que envolve outros municípios aponta que Walter Alencar e o prefeito de Passagem Franca, Raislan Farias (Progressistas), lideram uma organização criminosa em prefeituras da região.

    “Eles encontraram um dinheiro que a gente tinha vendido uns garrotes e tal. Dinheiro da gente, que temos como comprovar que é fruto do trabalho. Também encontraram algumas coisas, uns brinquedos, uns enxovais e eles estão querendo relacionar como se fosse um crime eleitoral e sabemos que não é. E também sabemos de onde é que está vindo essa perseguição, sabemos que é da nossa querida Lagoinha. O poder dominante está percebendo que a população quer mudança e ele, a qualquer custo, quer barrar isso. Vê que não está conseguindo barrar na vontade popular, no voto e está levando agora para o tapetão”, reagiu.

    Walter Alencar não é o primeiro que, ao ser encurralado por investigação policial, alega que sofre perseguição política orquestrada por adversários. A desculpa já era esperada.

    LEIA TAMBÉM:
    Prefeito preso pelo Gaeco quer mandar em duas cidades

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