Coluna Gustavo Almeida
  • 05 de junho 2020

    quinta, 04 de junho de 2020, às 15:17h

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou nesta quinta-feira (4) a realização de convenções partidárias de forma virtual nas eleições municipais de 2020, em razão da pandemia do novo coronavírus. Segundo a decisão, os partidos têm autonomia para utilizar as ferramentas tecnológicas que entenderem necessárias para as convenções.

    Se assim acontecer, será uma realidade bastante diferente. No interior do Piauí, os políticos vão estranhar muito essa nova realidade. Até alguns anos atrás, as convenções eleitorais no interior eram a primeira grande demonstração de força política dos candidatos.

    Em muitos casos, a multidão nas convenções era a primeira "pesquisa eleitoral" nos municípios. O candidato que botasse mais gente na convenção, largava como grande favorito na disputa pelas prefeituras das pequenas cidades. Em alguns casos, o vitorioso despontava ali.

    Os candidatos mobilizavam todo o município para levar o povo para a convenção. Era uma festa gigante, com foguetório, comida, filas de carros chegando das comunidades rurais e entrando ao mesmo tempo nas cidades. Nas rádios da região, avisos informavam os horários em que os carros passariam nas comunidades pegando o povo.

    De uns anos para cá, a Justiça Eleitoral no Piauí tem restringido a participação de multidões nas convenções. Em alguns casos no interior do estado, promotores firmaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com partidos para apenas filiados participarem. Esses acordos são quase sempre desobedecidos, mas o público, de fato, diminuiu bastante. 

    As convenções de hoje nem de longe se parecem com aqueles mega eventos que aconteciam até alguns anos atrás. Em 2020, sendo as convenções realizadas de forma virtual, muita gente vai sentir saudade das convenções tradicionais. Nas cidades pequenas, não será fácil fazer nessa modalidade, até mesmo por conta a estrutura tecnológica local.

    Mas em tempos de pandemia, tudo muda. Se até o mês das eleições pode mudar, por que não mudar o jeito de fazer convenção? São as marcas da Covid-19.

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  • quinta, 04 de junho de 2020, às 13:40h

    O prefeito Gil Carlos, de São João do Piauí (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Professores contratados por meio de teste seletivo no município de São João do Piauí, a 450 km de Teresina, foram pegos de surpresa com uma redução de 35% em seus vencimentos. A remuneração que era de R$ 1.600 no contracheque passou a ser de R$ 1.045 nos meses de abril e maio. Com o desconto do INSS, os docentes substitutos estão recebendo apenas R$ 966 líquidos nesse período de crise provocada pela Covid-19.

    A redução adotada pelo prefeito Gil Carlos (PT) deixou os contratados indignados. De acordo com uma professora ouvida pelo Política Dinâmica que não quis ter o nome revelado temendo retaliação, a direção da escola que ela trabalha comunicou que haveria redução nos vencimentos para evitar demissões, mas não disseram quanto seria abatido. Quando o pagamento foi depositado, veio a surpresa com 35% a menos.

    “No dia do pagamento, caiu na conta míseros R$ 966. Foi um choque pra todo mundo, pois ninguém esperava um desconto tão grande. Os professores aqui em São João estão trabalhando de forma remota, produzindo vídeos, materiais pedagógicos, tarefinhas para os pais irem buscar na escola e desenvolver com os filhos em casa. E quando há dúvida, o professor está pronto para esclarecer via WhatsApp”, relatou a professora.

    A docente contou ainda que existem professoras que acabaram de ter criança e estão de licença maternidade, mas a redução salarial não perdoou nem mesmo esses casos. 

    Contracheque com redução de salário de professores contratados em São João

    Outra professora ouvida conta que os contratados seguem trabalhando na confecção de atividades, às vezes na própria escola, e no apoio e colaboração com os pais dos alunos durante todo o dia. Para ela, a redução foi um baque, principalmente porque não houve aviso com antecedência suficiente para que os contratados pudessem se programar financeiramente.

    “Já tínhamos compromisso com o valor que temos costume de receber. Foi revoltante, pois apenas o salário dos professores celetistas (regidos pelo regime da CLT) tiveram esse desconto, nenhum outro segmento teve qualquer desconto. E estamos trabalhando na confecção de atividades, vídeos educativos e distribuição de materiais para os pais, sem falar no apoio e colaboração aos pais 24h pelo grupo do WhatsApp. Me senti humilhada e diminuída”, contou.

    A reportagem do Política Dinâmica procurou a Prefeitura de São João do Piauí para saber por qual motivo os vencimentos foram reduzidos. O PD ainda questionou se a redução será temporária ou não, e se a prefeitura, ao reduzir os valores, não levou em conta o fato de que muita gente enfrenta dificuldades financeiras justamente nesse momento de pandemia. 

    A gestão municipal prometeu se manifestar sobre o assunto, mas até a publicação da reportagem, às 13h40 desta quinta-feira (4), nenhuma resposta foi enviada.

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  • quinta, 04 de junho de 2020, às 12:09h

    Ex-presidente critica aquisição de medicamento (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

    O ex-presidente Lula (PT) fez postagem em seu perfil no Twitter nesta quinta-feira (4) sobre um carregamento de cloroquina que os Estados Unidos enviou para o governo brasileiro. O petista criticou a defesa intransigente que o presidente Bolsonaro faz do remédio.

    “Vocês viram essa quantidade de remédio que o Bolsonaro recebeu dos EUA? Ele devia pegar essa cloroquina, fazer uma sopa e tomar. Quem tem que saber de remédio é cientista. Ele deveria ser impichado. A quantidade de sandice que ele fala…”, postou o ex-presidente.

    A carga do remédio chegou ao Brasil no último domingo (31), mas segue retida na alfândega para “desembaraço aduaneiro”, segundo informou o Ministério da Saúde. São 2 milhões de doses de hidroxicloroquina enviadas pelo governo dos EUA ao Brasil.

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  • quarta, 03 de junho de 2020, às 14:12h

    Robert garante parceria com Dr. Pessoa (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O ex-deputado estadual Robert Rios (PSB) rebateu nesta quarta-feira (3) boatos de que estaria havendo um racha na chapa dele e do pré-candidato a prefeito de Teresina, Dr. Pessoa (MDB). Ao lado de Pessoa, ele disse que o fuxico e a fofoca podem separar qualquer coisa no Piauí, menos eles dois. Robert é pré-candidato a vice-prefeito de Pessoa.

    “Estou aqui com o nosso amigo Dr. Pessoa para reafirmar nossa parceria, nossa irmandade, nossa amizade. O fuxico, a fofoca, a intriga podem separar qualquer coisa nesse Piauí e qualquer coisa em Teresina, mas a fofoca, a intriga, o poder dos milionários e os assessores de imprensa jamais vão separar o compromisso que eu e o Pessoa temos com Teresina”, falou.

    Os boatos começaram depois que Robert saiu de um grupo de WhatsApp da pré-campanha de Dr. Pessoa. Uma possível aproximação do MDB com o empresário João Vicente Claudino (PTB) também contribuiu para os burburinhos em torno de um afastamento entre Robert e Pessoa.

    Ele garante que tudo não passa de boato: “Esse compromisso é firme e definitivo”.

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  • quarta, 03 de junho de 2020, às 12:32h

    Estrutura está abandonada e mato tomou conta (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Em meio à pandemia do novo coronavírus e a busca de espaços para atender a demanda de saúde, uma grande estrutura hospitalar poderia ajudar a desafogar o sistema na cidade de Pìcos, a 306 km de Teresina. Por lá, a construção do Novo Hospital Regional de Picos começou ainda em 2010, no fim do segundo mandato do governador Wellington Dias (PT).

    Passados 10 anos, a estrutura está abandonada e o mato tomou de conta. A obra esquecida fica nas margens da BR-316, ao lado de onde funcionou a antiga Policlínica de Picos, que funcionaria integrada ao novo hospital, formando o Centro de Referência Médica de Picos. A Policlínica chegou a funcionar, foi fechada em 2018 e o hospital nunca virou realidade.

    Quando a construção começou em 2010, o prazo de conclusão era de 540 dias. Já são mais de 3.600 dias e o que se vê no local é apenas mato e estruturas abandonadas. Picos recebe pacientes de 50 cidades do entorno e é uma das mais procuradas para atendimento médico no interior do Piauí. Atualmente, apenas o Hospital Regional Justino Luz recebe a demanda.

    O terreno para construção do Novo Hospital Regional de Picos foi doado pelo ex-prefeito Gil Paraibano e o convênio entre Prefeitura e Governo do Estado foi assinado ainda em 2008. Conforme apurou o Política Dinâmica, uma cláusula no termo de doação do terreno prevê que a se a obra não fosse feita em 10 anos, o doador poderia requerer a posse do terreno.

    No local, ficaram apenas as estruturas metálicas (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Uma decisão judicial chegou a suspender o andamento da obra por um período, mas ela foi revertida, não havendo mais nenhum entrave para a construção da unidade de saúde. No final de 2019, o Governo do Piauí anunciou com festa que as obras do novo hospital de Picos seriam retomadas, o que nunca aconteceu. Mais uma vez, foi só propaganda enganosa.

    Picos é a cidade do Piauí que tem mais deputados estaduais. Nerinho (PTB), Severo Eulálio (MDB), Pablo Santos (MDB) e Belê Medeiros (Progressistas) são todos filhos da cidade e pertencem à base aliada do governador Wellington Dias (PT). Belê é a única que ainda cobra publicamente a construção do hospital e afirma que essa é uma de suas lutas políticas.

    O Política Dinâmica procurou a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) para saber se existe uma previsão de retomada das obras e ainda quanto foi gasto na estrutura que está abandonada há uma década. Até a publicação da matéria, não houve resposta.

    No momento em que o mundo sofre com a pandemia do novo coronavírus, o Piauí mostra como a irresponsabilidade e o desleixo administrativo ao longo dos anos podem agravar ainda mais uma crise de saúde que pegou todos de surpresa. Não existe desculpa para uma década de descaso. O Novo Hospital Regional de Picos é um exemplo claro disso.

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  • quarta, 03 de junho de 2020, às 11:05h

    Hospital de São Raimundo Nonato vai ser ampliado (Foto: Reprodução/Internet)

    Por conta da crise do novo coronavírus, o Governo do Piauí agora pretende fazer o que não fazia: ampliar a estrutura dos seus combalidos hospitais regionais. Um dos exemplos é o Hospital Regional Senador Cândido Ferraz, em São Raimundo Nonato, a 530 km da capital.

    As cobranças por instalação de pelo menos um leito de UTI no local são feitas há muitos anos. Agora, com a crise, o Governo pretende instalar. Para isso, assinou dois contratos milionários para ampliar o hospital. São contratos sem licitação por conta da pandemia da Covid-19.

    Serão duas obras realizadas no mesmo hospital, uma de R$ 5.870.393,84 e outra de R$ 3.111.100,61. A empresa contratada sem licitação para as duas obras é a mesma, a Construtora R. Melo. Um dos contratos é de 19 de maio e o outro do dia seguinte, 20 de maio.

    De acordo com o Governo do Estado, a primeira obra, de R$ 5,8 milhões, tem como objetivo ampliar o hospital para criação de espaço de UTI com 10 leitos e outras finalidades. 

    A segunda obra, de R$ 3,1 milhões, tem o objetivo de implantar seis novos leitos de enfermaria e dois de isolamento, reformar o ambulatório e consultório e outros serviços que visam melhorar a estrutura para atender pacientes infectados e/ou suspeitos de Covid-19.

    A obra mais cara tem prazo de seis meses para ser concluída. Já a de R$ 3,1 milhões tem prazo estimado de três meses, embora a vigência contratual seja de seis meses.

    Os prazos começaram a valer na sexta-feira (29/05), quando as ordens de serviço com a construtora R.Melo foram assinadas. Parte dos recursos nos dois contratos é de emenda orçamentária do senador Marcelo Castro (MDB), de quando ele foi ministro da Saúde. Castro é natural de São Raimundo e tem apoio de vários políticos de cidades da região.

    Juntos, os dois contratos somam quase R$ 9 milhões. Dinheiro pouco, não é! A ampliação do hospital é boa e necessária para a região. Por outro lado, é interessante um olhar atento na execução dessas obras com valores tão vultosos em um mesmo local. Vigiar não custa nada.

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  • terça, 02 de junho de 2020, às 15:39h

    Sistema aponta que primeira parcela foi liberada (Foto: Pedro Ladeira/FolhaPress)

    O vazamento de informações pessoais do presidente Jair Bolsonaro e aliados pelo grupo de hackers Anonymous acabou revelando que Luciano Hang – listado como bilionário pela Forbes – teve o auxílio emergencial de R$ 600 aprovado. A informação é da Veja.

    Os hackers tentaram usar nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe do empresário para cadastrá-lo na lista de beneficiários do “coronavoucher”. Mas, na hora de preencher os dados, a Caixa informou que Hang já estava cadastrado – e recebeu a primeira parcela de R$ 600.

    O “coronavoucher” é concedido a microempreendedores individuais, trabalhadores sem carteira assinada, autônomos que contribuem para o INSS e inscritos no programa Bolsa Família. A lei não inclui bilionários carecas entre os beneficiários do auxílio.

    Em nota, o dono das lojas Havan condenou o vazamento de dados e pediu que a Polícia Federal investigue o caso, tanto pela divulgação de informações pessoais dele como também no cadastro do auxílio, segundo ele, indevido. Hang alega ser vítima de uma fraude e diz que se sente lesado.

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  • terça, 02 de junho de 2020, às 13:27h

    Mulher agredida por manifestantes em Porto Alegre (Foto: Jefferson Botega/AgenciaRBS)

    O Brasil já não é mais o mesmo. Aquele país conhecido pela simpatia do seu povo acolhedor está ficando para trás. Vivemos um tempo de ânimos acirrados, de raiva, de ódio, de total beligerância. Um país com fissuras à mostra e cujas perspectivas não são boas. 

    Nessa pandemia do novo coronavírus, considerado o maior desafio do século até aqui, essas fissuras ficaram ainda mais visíveis. O Brasil se mostrou um país que não se une, que politiza uma doença, que não pensa no próximo. Um país dividido como nunca antes.

    O cenário é cada vez mais preocupante. O ódio em uma parcela da população parece não ter limites e o fanatismo por falsos messias da política só aumenta. De repente, vemos pessoas que outrora pareciam sensatas e inteligentes se revelando seres inconsequentes, fúteis, frívolos.

    Para defender um viés ideológico tacanho, muitas pessoas ignoram a ciência, menosprezam a medicina, atacam profissionais, desacreditam a imprensa e se apropriam de símbolos nacionais não para unir, mas para marcar uma divisão odienta entre os brasileiros.

    A cegueira política em defesa de discursos idiotas faz emergir em muitas pessoas a decadência moral, ética e humana. Essa situação não começou com a pandemia da Covid-19, mas a crise de saúde foi o estopim para eclodir no Brasil a derrocada da sensatez.

    De repente, vemos cidadãos serem agredidos, instituições democráticas serem ameaçadas e gestores públicos atacados em suas casas, na privacidade das suas famílias. Viramos uma nação em que a figura do adversário está saindo de cena para dar lugar ao inimigo. 

    Enquanto milhares de brasileiros perdem a vida e suas famílias choram as perdas, existe gente que prefere atrapalhar os que ainda não foram acometidos pela insanidade ética e moral. Justamente no momento em que o país mais precisa de gente solidária, surgem e se multiplicam os que só sabem ofender e macular a imagem de quem quer salvar vidas.

    No meio de tudo, ainda colocam Deus. Enquanto mães choram a perda dos seus filhos e rogam a Ele para aliviar o sofrimento e a dor, hipócritas saem às ruas se dizendo defensores da família e usando o nome de Deus. Quem é contra normas de saúde e ataca os que querem salvar vidas está bem longe dos ensinamentos Divinos.

    O egoísmo é outra face que se revela nessa crise. Algumas pessoas que vivem no luxo, no conforto de mansões, com seus bons planos de saúde e seus carrões são as primeiras a defender que trabalhadores pobres, que andam de ônibus e dependem do sistema público de saúde voltem a trabalhar. Essa falta de compaixão é outra atitude que também vai contra os ensinamentos do único e verdadeiro Messias que passou por essa Terra redonda.

    Diante desse cenário tenebroso de intolerância, ódio e cegueira política e moral, só nos resta torcer para que, em um futuro não muito distante, o nosso povo seja novamente acolhedor e de paz. Que a nossa bandeira e o nosso hino não sejam sinônimos de selvageria e insanidade política e voltem a ser símbolos de união e confraternização da nossa gente.

    Gustavo Almeida, jornalista.

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  • terça, 02 de junho de 2020, às 9:49h

    Fábio Sérvio, Fábio Novo e Assis repudiaram ato (Fotos: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O ato com tom ameaçador em frente à casa do prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), na noite da segunda-feira (1º), causou indignação até em alguns adversários do tucano. Lideranças políticas que fazem oposição ao tucano se manifestaram sobre o ato nas redes sociais. 

    Pré-candidato a prefeito de Teresina pelo PT, o deputado estadual Fábio Novo afirmou que “o fascismo piauiense foi à casa de Firmino”. Novo lembrou que o protesto em que Firmino foi achincalhado na porta de sua casa aconteceu justamente no dia em que o Piauí bateu recorde no número de novos casos confirmados do novo coronavírus.

    “Violência ousada, sem máscara, aglomerada e com direito ao hino do Brasil. O fascismo piauiense foi à casa do Firmino Filho no dia que o Piauí bateu recorde, cerca de 400 infectados pela Covid-19 e 12 mortes. Intimidaram, insultaram, xingaram de veado e outros. Não é por aí. Nenhum prefeito deseja o comércio da sua cidade fechado. A medida é necessária para conter a pandemia”, escreveu o deputado.

    Fábio Novo ainda destacou que o protesto dos ditos empresários deveria ser dirigido ao Governo Federal, que há dois meses segura o auxílio para pequenas e médias empresas. “A energia do protesto deveria ser canalizada para o Governo Federal que segura há dois meses o auxílio emergencial para as pequenas e médias empresas”, pontuou.

    A mensagem de Fábio Novo ganhou apoio de outro petista e foi compartilhada no Twitter pelo deputado federal Assis Carvalho, presidente do PT no Piauí.

    FÁBIO SÉRVIO TAMBÉM REPUDIA

    Outro opositor de Firmino Filho que reagiu aos ataques sofridos pelo tucano foi Fábio Sérvio, pré-candidato a prefeito da capital pelo PROS. No Twitter, Sérvio escreveu que discorda do que aconteceu em frente à casa de Firmino e alertou que existe um perigo muito claro nesse tipo de atitude que, segundo ele, precisa ser rechaçada por todos.

    “Apesar de divergir do prefeito Firmino Filho em inúmeras das suas ações e ser oposição à sua gestão, discordo do que aconteceu em frente à sua residência. Há um perigo iminente na atitude ocorrida no início desta noite e devemos rechaçar. Assim, ao reiterar minha solidariedade ao prefeito Firmino Filho, lembro às lideranças da nossa cidade o quão perigoso é para a sociedade fomentar atos como esse de hoje. Apesar de parecer pacífico, ele abre precedentes tóxicos. Temos nós que ser exemplos de oposição”, falou.

    Governador também se manifestou (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    GOVERNADOR WELLINGTON DIAS

    Ainda na noite da segunda-feira (1º), o governador Wellington Dias (PT) também se solidarizou com Firmino e repudiou o ato. Dias afirmou que entende a angústia dos empresários nesse momento, mas condenou a forma como eles estão agindo.

    "Solidarizo-me com o prefeito Firmino Filho, que sofreu ataques de um grupo de manifestantes em frente a sua residência, atingindo sua privacidade e família. Entendo a aflição dos empresários e os ânimos acirrados, mas não podemos transformar nossas ruas em campo de guerra", escreveu o petista nas redes sociais.

    LEIA TAMBÉM:
    "Atitude vil e covarde", desabafa Firmino Filho

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  • segunda, 01 de junho de 2020, às 21:56h

    Prefeito da capital reage à covardia de manifestantes (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

    O prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), fez um desabafo nesta segunda-feira (1º) após manifestantes terem ido até a frente da casa dele na capital para ameaçá-lo e incomodar sua família e seus vizinhos. Eram manifestantes que são contra as medidas adotadas pela prefeitura para conter o avanço do novo coronavírus e que defendem a reabertura do comércio justamente no momento mais grave da pandemia no Estado e na capital.

    Muitos deles gritavam que Firmino não terá sossego enquanto não ceder à pressão de empresários para reabrir o comércio. No Twitter, o prefeito afirmou que em seus 30 anos de vida pública já enfrentou vários adversários, mas nunca nenhum deles chegou ao ponto de agredir seu lar e sua família como fizeram agora. Para o prefeito, o ato foi vil e covarde.

    "Nesses quase 30 anos de vida pública, já enfrentei muitos adversários. Mas nunca, nunca, nenhum deles chegou ao ponto de agredir meu lar e minha família como acabou de acontecer em frente a minha casa. Um desrespeito não apenas à minha mulher e aos meus filhos, mas também aos meus vizinhos, que há décadas me conhecem e são testemunhas do respeito que sempre tive pelo espaço privado das famílias. Protestos, críticas e divergências fazem parte da vida pública das pessoas, mas nada justifica esse tipo de atitude vil e covarde, especialmente em momentos como esse, em que quase 100 teresinenses e 30 mil brasileiros perderam suas vidas para a Covid-19", desabafou o prefeito.

    Na postagem, Firmino diz que os responsáveis pelo protesto que ele classifica como criminoso serão acionados na Justiça. "Os responsáveis por essa ação criminosa já foram identificados e terão que responder na Justiça. Aos teresinenses, fortaleço ainda mais minha missão de lutar por cada vida nessa cidade. Vamos vencer juntos. E com honra", finalizou.

    A manifestação com tom de ameaça ao prefeito de Teresina foi repudiada por diversas lideranças políticas. Até mesmo o governador Wellington Dias (PT) se solidarizou com Firmino. 

    "Solidarizo-me com o prefeito Firmino Filho, que sofreu ataques de um grupo de manifestantes em frente a sua residência, atingindo sua privacidade e família. Entendo a aflição dos empresários e os ânimos acirrados, mas não podemos transformar nossas ruas em campo de guerra", escreveu o petista ao apoio ao gestor tucano.

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  • segunda, 01 de junho de 2020, às 12:15h

    Bolsonaro distribui cargos para políticos do Centrão (Foto: Reprodução/Tá na Área)

    O Centrão, grupo de partidos sem ideologia definida e ator principal do “toma lá, dá cá” na política brasileira, está cada vez mais dentro do governo de Jair Bolsonaro. Cargos importantes do segundo escalão federal estão sendo distribuídos pelo presidente para políticos com os mais variados históricos, alguns com a ficha bastante extensa.

    O fato do Centrão entrar no governo e abocanhar cargos exatamente nesse momento mostra que o grupo só quer poder e nada mais, sem importar a forma. O governo Bolsonaro vive seu momento mais frágil e complicado. Alvo de denúncias e atolado em confusões, o governo ainda apoia manifestações que defendem o fechamento do Congresso Nacional.

    Qualquer sujeito que tenha um pouco de sensatez, talvez esperasse mais um pouco para decidir se entra ou não em um governo que passa por grande turbulência e afunda em impopularidade. Essa não é uma questão aplicável apenas ao governo Bolsonaro, mas para qualquer gestão. Ninguém sobe na canoa e começa a remar antes da tempestade passar.

    Mas o Centrão não liga para nada disso. Não importa se o governo é bom ou ruim, se é corrupto ou honesto ou se o momento é turbulento ou não. No horizonte desse grupo de partidos está apenas o poder, o controle de algum gordo orçamento. Não importa crise, não importa nada. Só importa o poder. Escrúpulos neste grupo é coisa de poucos.

    Nesta segunda-feira (1º), o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) demonstrou ser um desses poucos. Ele lembrou que o Centrão ignora, por exemplo, o fato do governo endossar discursos que pedem o fechamento do próprio Congresso. Ramos avalia que era necessário mais cautela antes de embarcar num governo que pode ter como objetivo o fim da democracia.

    “Só acho que não é hora de flertar com o autoritarismo. O Parlamento pode ser a vítima desse flerte.”, alertou o deputado do Amazonas.

    Ramos lembra que o Centrão está indo com tudo para o governo e ignorando o fato de que o projeto final dessa gestão pode ser nociva ao próprio grupo. Em outras palavras, o deputado quer dizer que o Centrão pode estar entrando na própria cova, tudo pela ânsia de poder, ignorando a crise e as atitudes contestáveis do governo.

    Essa característica do Centrão, no entanto, já é conhecida. É uma marca do grupo. Em meio a essa ânsia indiscriminada pelo poder, alguns dos seus membros dizem que ter o comando de órgãos no governo é uma forma de ajudar seus Estados. Os bobos acreditam.

    LEIA TAMBÉM:
    Assessor de Ciro Nogueira é nomeado presidente do FNDE

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  • segunda, 01 de junho de 2020, às 8:18h

    Casos de Covid-19 seguem aumentando no Piauí (Foto: Reprodução/Internet)

    O Piauí inicia o mês de junho com 5.119 casos do novo coronavírus (Covid-19) confirmados pelo Governo do Estado. O número é quase oito vezes maior do que o registrado em 1º de maio, quando a quantidade de casos confirmados da doença no Estado era de 665.

    Considerando o salto na quantidade em apenas um mês, o aumento foi de quase 700%. 

    Já o número de mortes provocadas pela doença no Piauí nesse 1º de junho é de 168, conforme os dados do boletim divulgado na noite do domingo (31). Em 1º de maio eram 26 mortos. O aumento nos óbitos nesses últimos 30 dias foi superior a 500%.

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  • segunda, 01 de junho de 2020, às 7:27h

    Ciro emplaca assessor no comando do FNDE (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O governo do presidente Jair Bolsonaro nomeou o chefe de gabinete do senador Ciro Nogueira (Progressistas), Marcelo Lopes da Ponte, para a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A mudança foi publicada no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (1º).

    A portaria com a nomeação foi assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e publicada junto com a exoneração da antiga presidente do FNDE, Karine Silva dos Santos.

    No último dia 19, constou na agenda do ministro da Educação, Abraham Weintraub, uma reunião com Marcelo Lopes da Ponte sobre o calendário do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Também estava prevista a participação do deputado Arthur Lira (PP/AL), liderança do chamado Centrão.

    Nas últimas semanas, ]Bolsonaro passou a negociar cargos do governo com partidos da Câmara, em especial com os que fazem parte do Centrão. Órgãos como o FNDE e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) estão entre os cobiçados pelo grupo.

    O Centrão reúne partidos de orientação de centro-direita, como o Progressistas de Ciro Nogueira. Pela quantidade de deputados que possui, pode ser decisivo em votações no Congresso. Bolsonaro quer construir uma sustentação política que evite, por exemplo, a abertura de um processo de impeachment contra ele.

    Programas que o FNDE executa

    O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação é uma das autarquias do Ministério da Educação e teve orçamento de cerca de R$ 55 bilhões previstos ano passado. O fundo responde pela execução de uma série de programas de alcance nacional, como:

    - Programa Nacional do Livro e Material Didático (PNLD)
    - Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância)
    - Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

    No último dia 18, o governo já havia nomeado Garigham Amarante, indicado pelo PL, para o cargo de diretor de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

    Fonte: G1

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  • sexta, 29 de maio de 2020, às 18:02h

    Andrade Gutierrez decide suspender obra no Piauí (Foto: Reprodução/Equatorial)

    Após a repercussão negativa sobre a atuação da empresa Andrade Gutierrez em plena pandemia do novo coronavírus em cidades do Sul do Piauí e da Bahia, a empreiteira decidiu paralisar temporariamente a obra de construção de uma linha de transmissão. A empresa vinha sendo duramente criticada por moradores dos municípios depois que os casos de Covid-19 aumentaram exponencialmente, principalmente entre trabalhadores da obra.

    Na última quarta-feira (27), reportagem do Política Dinâmica abordou a situação preocupante nos municípios piauienses de Dirceu Arcoverde, Dom Inocêncio e Lagoa do Barro do Piauí. Os três abrigam canteiros de obra da Andrade Gutierrez e passaram a registrar casos da doença após a empresa ter retomado os trabalhos na região em abril.

    A linha de transmissão pertence ao Grupo Equatorial Energia e a construção é executada pela Andrade Gutierrez. O trecho Linhão BA-PI vai de Buritirama (BA) a Queimada Nova (PI) e atravessa 17 municípios ao longo de 859 quilômetros de extensão nos estados da Bahia e Piauí. Conforme cronograma inicial de execução, o projeto deveria ser concluído em junho.

    Linha de Transmissão passa por cidades do Piauí (Foto: Reprodução/Equatorial)

    Na nota divulgada nesta sexta-feira (29), a Andrade Gutierrez diz que a paralisação da obra será, inicialmente, por 15 dias. A paralisação das atividades ocorrerá nos canteiros das cidades de Buritirama (BA), Campo Alegre de Lourdes (BA), Pilão Arcado (BA), Dirceu Arcoverde (PI), Dom Inocêncio (PI) e Lagoa do Barro (PI).

    A empresa ainda justifica a paralisação como medida de segurança contra atos violentos que ocorreram em um dos seus alojamentos. O caso aconteceu em Campo Alegre de Lourdes, cidade do Norte da Bahia que fica na divisa com o Piauí. No local, moradores atearam fogo em alojamento da empresa revoltados com o aumento dos casos do novo coronavírus provocado pelo andamento da obra no período de pandemia.

    Confira a nota na íntegra.

    “Diante da preocupação popular demonstrada em regiões contempladas pelas obras de linhas de transmissão do consórcio Linhão BA-PI, a Andrade Gutierrez e o consórcio responsável receberam autorização do Grupo Equatorial (cliente do projeto) para paralisar as atividades temporariamente a partir de hoje (29). Apesar de o empreendimento ter aprovação das autoridades de saúde para funcionamento e também respaldo legal, a construtora e o consórcio vêm conversando com as respectivas prefeituras e com o cliente ao longo da semana. A paralisação das atividades ocorrerá nos canteiros das cidades de Buritirama (BA), Campo Alegre de Lourdes (BA), Pilão Arcado (BA), Dirceu Arcoverde (PI), Dom Inocêncio (PI) e Lagoa do Barro (PI).

    Inicialmente, a paralisação será de 15 dias, a contar da data de hoje, com desmobilização dos funcionários por 30 dias. Todos os que testaram negativo para a doença serão acompanhados pelo consórcio para suas cidades de origem e estão sendo orientados a cumprirem isolamento em suas residências, de forma preventiva. Já os funcionários que apresentaram diagnóstico positivo para a Covid-19 vão seguir cumprindo quarentena com atenção médica nos alojamentos do consórcio. A construtora e o consórcio ressaltam que o isolamento não coloca em risco a população local, uma vez que as instalações têm amplo espaço e todos os cuidados estão sendo adotados.

    Cabe destacar que as prefeituras se mostraram abertas a dialogar sobre a questão e explicaram seus anseios à construtora e ao consórcio. Além disso, a medida também foi tomada visando a integridade física dos colaboradores, uma vez que populares usaram de violência nos últimos protestos, inclusive com uso de armas. A Andrade Gutierrez e o consórcio lamentam a postura violenta de populares que em nada contribui para a resolução de um problema de saúde pública e lembram que seus funcionários são um extrato da sociedade, estão exercendo suas profissões e trabalhando pelo país, portanto merecem respeito e acolhimento de todos. Por fim, a empresa e o consórcio reforçam que suas obras seguem todos os padrões de higiene e segurança, com realização de triagem diária de saúde das equipes, adequação dos ambientes de trabalho e ampla comunicação preventiva”.

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  • quinta, 28 de maio de 2020, às 19:20h

    Maninho Atacadista, empresário e prefeito (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O prefeito do município de Coronel José Dias, a 548 km de Teresina, Manoel Oliveira Galvão (PSB), o Maninho Atacadista, assinou um comunicado polêmico esta semana. No documento, ele e a secretária de Educação do município avisavam a todos os professores da rede municipal que a prefeitura só iria pagar aos docentes um turno de trabalho em maio e junho.

    O motivo, conforme o comunicado, era a crise provocada pelo novo coronavírus. O prefeito usou decretos estadual e municipal para justificar a medida. Em um trecho, Maninho pedia “a colaboração e a compreensão de todos os professores” para que eles aceitassem receber apenas o pagamento de um turno de trabalho nos meses de maio e junho.

    "Considerando a queda de arrecadação das receitas do município devido à pandemia da Covid-19, queremos pedir a colaboração e a compreensão de todos os professores para comunicar, ao mesmo tempo informar, que iremos efetuar o pagamento somente referente a um turno a todos os professores da rede de ensino nesse mês de maio e no próximo mês de junho, ou seja, por dois meses", dizia o comunicado.

    Ainda como justificativa, o prefeito Maninho alegava que no mês de abril não houve aula e mesmo assim a Prefeitura pagou os valores integrais dos professores “como se tivesse tido aula”. Ele também diz que as aulas foram interrompidas em 17 de março, mas sua gestão pagou aquele mês completo, como se tivesse tido aula normalmente o mês inteiro.

    O comunicado deixou os professores de Coronel José Dias indignados. Diante da reação, Maninho recuou da medida e publicou outro comunicado, revogando o anterior. Procurado pelo Política Dinâmica, Maninho disse que não seria abatido algo como a metade do salário dos professores, mas sim o pagamento das horas extras, dos períodos excedentes de um turno.

    “Esse comunicado já foi revogado, não tem mais isso não. Era uma medida, mas eles [professores] acharam que não, então tudo bem. Então a gente não vai querer desavença e revogamos”, explicou. Em seguida, Maninho encaminhou uma cópia do novo comunicado que revogou a medida anterior, dizendo que não ia mais reduzir a remuneração dos professores. 

    É, prefeito, não foi dessa vez. Não colou.

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