Coluna Gustavo Almeida
  • sexta, 11 de outubro de 2019, às 12:40h

    Henrique Pires presidiu primeira reunião (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    A Assembleia Legislativa do Piauí conseguiu na quinta-feira (10) um feito em relação ao engajamento dos deputados na defesa do setor agropecuário no Estado. O setor que vem se desenvolvendo à revelia do Poder Público desde o início da década de 1990 agora tem uma Frente Parlamentar que congrega 12 deputados estaduais. 

    Pode parecer pouco, mas a formação dessa frente voltada para um setor crucial na economia do Piauí é algo importante e que devia ter acontecido muitos antes. Ontem foi realizada na sala da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia a primeira reunião da Frente, sob o comando do deputado de primeiro mandato Henrique Pires (MDB).

    O presidente da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja), Alzir Neto, considerou que, para um setor que até então não tinha uma interlocução efetiva dentro do Legislativo, o início do trabalho foi positivo. Em âmbito nacional, a Frente Parlamentar da Agropecuária reúne quase 300 deputados federais, sendo a maior do Congresso.

    O presidente da Aprosoja, Alzir Neto, aprovou iniciativa (Foto: Divulgação/Assembleia)

    No Piauí, o grupo já nasceu com 1/3 da Assembleia Legislativa, tendo entre seus membros, inclusive, o presidente da Casa, deputado Themístocles Filho (MDB). É um primeiro, mas importante passo para uma maior [e necessária] valorização da agropecuária piauiense.

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  • sexta, 11 de outubro de 2019, às 12:24h

    Objetivo do partido é aumentar quadros femininos (Foto: Divulgação/Assessoria Evaldo)

    O Solidariedade decidiu intensificar filiações ao partido visando 2020 e tem o segmento feminino como prioridades. Em reunião com pré-candidatos e pré-candidatas, a direção da legenda definiu que é preciso fortalecer os quadros do partido com figuras femininas.

    Na foto acima, o presidente do Solidariedade no Piauí, deputado estadual Evaldo Gomes, aparece com quatro pré-candidatas ao cargo de vereadora em Teresina para as eleições do próximo ano. São elas: Célia, Raquel, Kênnia e Silmara Castro. 

    Na reunião, também estava a secretária estadual de mulheres do partido, Joseane.

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  • sexta, 11 de outubro de 2019, às 10:14h

    Ciro durante festa de filiação em Piripiri (Foto: Divulgação/Assessoria Ciro)

    O senador Ciro Nogueira participou na tarde da quinta-feira (10) do evento de filiação do prefeito de Piripiri, Luiz Menezes, ao Progressistas. Ao discursar no evento e destacar o crescimento do partido, Ciro revelou que tem o sonho de ser governador do Piauí.

    Ele afirmou que ainda não sabe se será candidato ao governo em 2022, mas disse que já tem algumas certezas e uma delas é entrar no Palácio de Karnak ao lado de Firmino Filho (PSDB). O prefeito da capital, aliado de Ciro, também estava no evento de filiação.

    "Antes de 2022, nós temos que estar fortes em 2020. Eu não sei se vou ser candidato a governador. Eu tenho o sonho de governar o meu Estado, não posso negar a vocês que tenho o sonho. Mas eu tenho algumas certezas já para a próxima eleição. A primeira certeza é que eu vou entrar no Karnak ao lado desse moço que está aqui que é o nosso prefeito Firmino Filho", disse apontando para o gestor da capital e arrancando muitos aplausos.

    Senador indica que seu caminho é a oposição (Foto: Divulgação/Assessoria Ciro)

    Ciro afirmou que ele e Firmino precisam mostrar para o Piauí que são a melhor opção para o Estado. "Nós temos que provar para o povo do Piauí que nós somos a melhor alternativa para esse estado. Isso que nós temos que fazer e isso se faz com muito trabalho", completou.

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  • quinta, 10 de outubro de 2019, às 16:25h

    Senadores do Piauí estão na comitiva oficial (Fotos: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    A lista enviada para o Ministério das Relações Exteriores com a comitiva oficial que irá à canonização de Irmã Dulce, no Vaticano, conta com 54 nomes da Câmara dos Deputados e 22 do Senado Federal. A informação é do jornal Valor Econômico.

    Entre os políticos que vão à Roma custeados pelo Poder Público estão os senadores piauienses Ciro Nogueira (Progressistas) e Elmano Férrer (Podemos).

    Além dele, senadores como José Serra (PSDB-SP), Jaques Wagner (PT-BA), Weverton (PDT-MA), Roberto Rocha (PSDB-MA) e Ângelo Coronel (PSD-BA) também vão para a cerimônia de canonização. O senador Ângelo Coronel informou que vai viajar por conta própria.

    Ainda conforme o jornal Valor Econômico, o grande número de autoridades fez com que as embaixadas brasileiras em Roma e na Santa Sé pedissem reforço financeiro ao Itamaraty para custear alguns dos gastos, como o translado entre o aeroporto e o hotel.

    Diferente do Senado, até agora a Câmara não divulgou a lista da comitiva de deputados federais que vai ao Vaticano, embora tenha sido pressionada para apresentar os nomes.

    A cerimônia de canonização de Irmã Dulce vai acontecer no próximo domingo (13).

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  • quinta, 10 de outubro de 2019, às 14:40h

    W.Dias e duas opções de desculpa: seca e chuva (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

    Ao visitar as obras de duplicação da BR-343 na manhã desta quinta-feira (10), o governador Wellington Dias (PT) anunciou a retomada das obras de um trecho da BR-235, entre Caracol, na região de São Raimundo Nonato, e Bom Jesus, no Cerrado. Embora seja uma BR, o serviço será executado pelo Governo do Piauí em convênio com o Dnit. Wellington lembrou que a obra está parada há muito tempo e apontou, entre os motivos da paralisação, a seca.

    "Esta semana nós vamos ter as condições de retomar a obra da BR-235, que é um trecho simbólico, que liga a região do turismo ali na área de São Raimundo e Caracol, em direção aos Cerrados, na região de Bom Jesus e Cristino Castro. Isso vai ser uma integração importante, passando pela simbólica cidade de Guaribas. A obra de tinha começado, depois foi paralisada. Até teve problemas com a seca e algumas situações técnicas", falou.

    A fala do governador chama atenção quando ele usa a seca para justificar. Isso porque em muitas ocasiões o mesmo Wellington usou o período chuvoso como justificativa para a paralisação de obras em estradas no interior. Na via que liga São Lourenço a Dom Inocêncio, na mesma região, muitas vezes ele disse que as chuvas motivaram as paralisações. A obra, que enfim está sendo concluída, é prometida há duas décadas e sofreu várias paralisações.

    Está na hora de Wellington definir qual justificativa deve dar para obras que não andam. Se seca e chuva impedem andamento de obra, não vai existir um dia sequer de serviços no Piauí, afinal, naquela região do semiárido, quando não está na seca, está no período chuvoso.

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  • quarta, 09 de outubro de 2019, às 16:55h

    Firmino Filho em 1984, quando era simpatizante do PMDB (Foto: Arquivo Pessoal)

    O PMDB, hoje MDB, tem tudo para ser o principal ou um dos principais adversários do grupo político do prefeito Firmino Filho (PSDB) nas eleições de 2020. Mas, antes mesmo de virar tucano e de iniciar sua vida pública no Piauí, o prefeito foi simpatizante do MDB. Quando ainda era universitário em Pernambuco, ele participou ativamente da eleição de 1982.

    Na época, o pleito foi disputado por Roberto Magalhães (PDS) e Marcos Freire (MDB). Na disputa pela vaga no Senado, os candidatos eram Marco Maciel (PDS) e Cid Sampaio (MDB). Com 20 anos de idade e estudante de economia da Universidade Federal de Pernambuco, Firmino vestia a camisa e participava de atos de campanha de Marcos Freire e Cid Sampaio.

    Apesar do esforço como simpatizante, ele viu seus dois candidatos perderem a eleição. O emedebista Marcos Freire foi derrotado por Roberto Magalhães na corrida pelo governo pernambucano e Cid Sampaio perdeu para Marco Maciel na disputa pelo Senado.

    Apenas 14 anos depois de participar daquele pleito em Pernambuco na condição de simpatizante, Firmino seria eleito prefeito de Teresina em 1996, já pelo PSDB. E como o destino prega algumas peças, o derrotado foi justamente o MDB. O ex-simpatizante emedebista derrotou ninguém menos que o experiente Alberto Silva na disputa.

    Com Firmino, o MDB parece não ter sorte. Nem como aliado e pior ainda como adversário.

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  • quarta, 09 de outubro de 2019, às 15:27h

    Kleber Montezuma não aliviou para adversários (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O secretário de Educação do município de Teresina, Kleber Montezuma, endureceu o tom nesta quarta-feira (9) durante uma audiência pública na Câmara Municipal. Num discurso claramente direcionado a políticos do PT com assento na Câmara, Montezuma afirmou que a Secretaria de Educação da capital nunca foi revirada pela Polícia Federal e que diferente do Palácio de Karnak, o Palácio da Cidade, sede do governo municipal, nunca foi visitado pela PF.

    "Se tem uma secretaria que trabalha com lisura, respeito ao dinheiro público, transparência e praticando os preços mais baixos do mercado, se chama Secretaria Municipal de Educação. Lá na secretaria de Educação de Teresina a Polícia Federal nunca foi como foi na secretaria de certos vereadores que falam aqui dentro. Lá no Palácio da Cidade, a Polícia Federal nunca foi como já foi no Palácio de Karnak de certos vereadores que falam aqui dentro", desabafou.

    Com seu estilo sério, o secretário avisou que é preciso saber a diferença entre as pessoas na hora de direcionar críticas. Montezuma ainda destacou que na Prefeitura de Teresina não se trabalha defendendo interesse privado e nem querendo tirar proveito do que é público.

    "Meu nome é Kleber Montezuma. É importante saber a diferença de com quem a gente está falando. Eu trabalho na Secretaria Municipal de Educação. Eu sirvo a um prefeito que fica no Palácio da Cidade e lá nós nunca tivemos visita da Polícia Federal atrás de secretário, de ex-secretários, de funcionários, de documentos, de computador, de nada. Porque nós fazemos as coisas com respeito ao dinheiro público. Nós não vamos nos juntar e nem nos aliar com quem tá defendendo interesses privados e querendo tirar proveito do que é público", falou.

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  • quarta, 09 de outubro de 2019, às 7:31h

    Henrique segue com pré-candidatura mantida (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O deputado estadual Henrique Pires (MDB) frustrou as expectativas do presidente da Assembleia Legislativa Themístocles Filho e não desistiu da pré-candidatura a prefeito de Teresina. Henrique afirmou que o colega de partido quer a desistência dele, mas disse vai manter a intenção de ser o candidato do partido a prefeito da capital.

    Ao comentar sobre a pré-candidatura de Dr. Pessoa, nome fervorosamente defendido por Themístocles, Henrique afirmou que Pessoa nem estava filiado ao MDB quando ele resolveu se colocar como pré-candidato no partido. O deputado estadual ainda foi mais longe e disse que ninguém no MDB tinha coragem de disputar a prefeitura da capital.

    "Dentro do meu partido eu tenho posições claras. Quando decidi colocar meu nome, eu perguntei a todos os deputados estaduais do partido, ao senador e ao deputado federal para tomar a decisão. Naquela época, nem se falava em Dr. Pessoa vim para o partido. No MDB ninguém tinha coragem e eu, com minha história, coloquei meu nome à disposição", falou.

    Ele disse que ninguém no MDB tinha coragem (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    COSTAS GROSSAS PARA AGUENTAR

    Henrique também destacou que não surgiu fato novo que motivasse a retirada da sua pré-candidatura. Após ser perguntado sobre uma declaração do presidente da Câmara Jeová Alencar (PSDB) de que a pré-candidatura dele não tem apoio popular, o emedebista disse que o vereador primeiro precisa se filiar ao MDB, pediu respeito e ainda mandou um recado.

    "Primeiro o Jeová precisa vim para o MDB. Minha pré-candidatura está mantida porque é um direito meu, de emedebista de raiz, e sempre com respeito a todos. A melhor coisa do mundo é o respeito às pessoas, porque quando você respeita, você merece ser respeitado. Quando você não respeita, é bom que tenha costas bem grossas para poder aguentar", respondeu.

    Jeová Alencar é do PSDB, mas, aliado à Themístocles Filho, tem sido um dos articuladores da pré-candidatura de Dr. Pessoa pelo MDB, partido ao qual ele também vai se filiar em 2020.

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  • terça, 08 de outubro de 2019, às 19:54h

    Matéria no jornal O Dia em 7 de julho de 1994 (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica)

    Era madrugada do dia 15 de junho de 1994 quando os transmissores da Rádio Serra da Capivara, de São Raimundo Nonato, foram alvos de um atentado a bomba. O fato foi manchete nos jornais de Teresina. Na época, conforme noticiou o jornal O Dia, os principais suspeitos de mandar destruir a emissora foram o então prefeito da cidade Gaspar Ferreira (PFL) e o então capitão da Polícia Militar José Araújo de Sousa.

    Em 7 de julho de 1994, o jornal O Dia noticiava o andamento das investigações sobre o atentado à emissora. A rádio Serra da Capivara até hoje é um dos mais tradicionais veículos de comunicação do Sul do Piauí, alcançando dezenas de municípios da região. O inquérito do atentado foi aberto pelo 3º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Floriano.

    Na época, o coronel José Clodomar de Saboia foi designado pelo então secretário de Segurança Pública José Regino Pires de Melo para comandar as investigações. Ele ouviu o prefeito Gaspar, o capitão José Araújo e mais cinco pessoas, conforme matéria do jornal O Dia. Gaspar e o capitão negaram terem sido responsáveis pelo atentado a bomba na rádio.

    Ainda conforme a publicação do O Dia, o diretor da emissora, Regis Nogueira, afirmou em seu depoimento que os principais suspeitos eram, de fato, Gaspar Ferreira e o capitão da polícia. A acusação alegou que os dois vinham sendo alvos de críticas na programação da emissora e por isso teriam mandado explodir as bombas nos transmissores.

    Tudo aconteceu por volta das 3h da madrugada. Duas bombas de fabricação caseira foram usadas no atentado, mas apenas uma explodiu. A outra foi levada para Teresina, onde foi periciada no Departamento de Polícia Técnica e Científica da Secretaria de Segurança.

    CASO NUNCA TEVE DESFECHO

    Passados 25 anos, o episódio nunca foi desvendado. Enquanto viveu, Gaspar Ferreira sempre negou as suspeitas levantadas. Além disso, fez amizade com o próprio diretor da rádio.

    Avelar Ferreira, filho de Gaspar e ex-prefeito de São Raimundo Nonato por três mandatos, afirmou ao Política Dinâmica que seu pai sempre pregou a paz e respeitou a livre atuação da imprensa. Ele, inclusive, nega a existência do inquérito noticiado por O Dia em junho de 1994.

    "Meu pai foi um homem que sempre pregou a paz, sempre foi do diálogo e sempre respeitou uma imprensa livre. Ele nunca foi suspeito disso e muito menos teve inquérito com seu nome. Nós temos nossa consciência tranquila. Hoje, Dr. Regis Nogueira e a família Ferreira tem amizade e muito respeito", conta, 25 anos depois, o filho de Gaspar.

    GRANDE LÍDER REGIONAL

    Gaspar Ferreira foi um dos mais importantes líderes políticos da região Sul do Piauí, tendo sido vereador e depois prefeito de São Raimundo Nonato três vezes. Falecido em 2015, ele também é pai dos ex-deputados estaduais Ferreira Neto e Edson Ferreira. 

    Com rara habilidade política e grande poder de persuasão, Gaspar também foi secretário de Agricultura do Estado no segundo governo de Hugo Napoleão, de quem era grande amigo. Para muitos, ele é considerado o maior líder político que São Raimundo Nonato já teve.

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  • terça, 08 de outubro de 2019, às 18:47h

    Primeira-dama do Piauí é alvo de denúncia do MP (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

    Como se não bastasse a dor de cabeça por conta da Operação Topique, a deputada federal e primeira-dama do Piauí, Rejane Dias (PT), se vê diante de mais um problema. O Ministério Público do Piauí, através da 44ª Promotoria de Justiça, denunciou a petista por improbidade administrativa e pediu o bloqueio de bens dela, de uma empresa e de mais duas pessoas. O motivo foi uma contratação, sem licitação, quando ela era secretária de Educação.

    Na Ação Civil Pública assinada pelo promotor Fernando Santos, Rejane é acusada de contratar a empresa Mobile Web Tecnologia e Sistemas Ltda com dispensa licitação. Baseado num relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), o MP sustenta que não havia motivo para a dispensa do processo licitatório e que a justificativa, na verdade, teria sido uma farsa. O valor do contrato foi de quase R$ 5,5 milhões.

    A contratação tinha como objetivo obter um sistema especializado em combate à evasão escolar, para monitoramento eletrônico de alunos, com uso de tecnologia mobile. O contrato incluía os serviços de implantação, manutenção, treinamento e fornecimento de cartões identificados de controle de acesso eletrônico. Uma inspeção feita pela equipe técnica do TCE-PI constatou diversas irregularidades na contratação da empresa.

    A Secretaria de Educação alegou que o software "MobiEduca.Me" foi contratado sem licitação porque era o único no mercado voltado exclusivamente à redução da evasão escolar com as plataformas de combate ao bullying e à violência na escola, além de ter interação com o Conselho Tutelar. Mas, conforme a inspeção do TCE, essa justificativa é mentirosa.

    A FARSA DO SOFTWARE

    Segundo a fiscalização do TCE, embora as justificativas técnicas para a contratação retratem "tratar-se de serviço da área de informática extremamente inovador no que se refere à interação com pais e responsáveis", nada mais era que o envio de SMS, ou seja, o envio de mensagens de texto curtos através de telefones celulares e smartphones.

    A fiscalização ainda apontou que "o Módulo de Combate ao Bullying é apenas um formulário para o envio de SMS para uma ou mais pessoas previamente cadastradas, não tendo, portanto, nenhuma funcionalidade diferenciada dos outros módulos de combate à evasão escolar, módulos estes baseados no envio de SMS". A descoberta aponta para uma farsa.

    Denúncia aponta que software não era exclusivo no mercado (Foto: Reprodução/MP-PI)

    A Divisão de Tecnologia e Informática do TCE demonstrou que há, e havia, no mercado, diversos softwares voltados à gestão escolar e com funcionalidades semelhantes ao MobiEduca.ME, sobretudo quanto à funcionalidade de envio de SMS para casos de ocorrências de aluno e, portanto facilmente utilizados para o controle da evasão escolar.

    DIRECIONAMENTO DO OBJETO

    Além dessas, o TCE apontou outras irregularidades. Segundo o órgão, não houve pesquisa de mercado na fase de planejamento da contratação e verificou-se também o direcionamento do objeto. Para o TCE, a Secretaria de Educação, sob o comando de Rejane Dias, dificultou a concorrência ao basear todo o Termo de Referência em apenas uma solução.

    Para o MP, Rejane e o presidente da Comissão Permanente de Licitação da Seduc à época, Devaldo Rocha, ainda ignoraram um alerta da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) sobre a necessidade de embasada justificativa para o valor contratado. O ex-presidente da Agência de Tecnologia da Informação do Piauí (ATI), David Amaral Avelino, também foi denunciado.

    Promotor Fernando Santos pediu bloqueio de bens (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

    AS PENAS

    Diante dos fatos, o MP-PI pede que seja concedida liminar decretando a indisponibilidade dos bens de Rejane Dias, Devaldo Rocha, David Amaral Avelino e da empresa MobileWeb Tecnologias e Sistemas. O valor de bloqueio pedido é de R$ 8.573.313,94 (oito milhões, quinhentos e setenta e três reais, trezentos e treze reais e noventa e quatro centavos).

    O promotor ainda pede a condenação dos réus a perda da função pública que ocupar ao tempo do julgamento da ação, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos. Além disso, requer pagamento de multa civil de até 100 vezes o valor da remuneração percebida e proibição de contratar com o Poder Público direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

    Confira a denúncia na íntegra Aqui.

    O QUE DIZ O GOVERNO?

    Como a denúncia do Ministério Público envolve a contratação de empresa por uma secretaria do Estado e tem como alvo três ex-integrantes da gestão de Wellington Dias (PT), o Política Dinâmica procurou a Coordenadoria de Comunicação Social do Governo do Piauí para buscar um posicionamento. No entanto, nenhuma resposta foi enviada.

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  • segunda, 07 de outubro de 2019, às 20:43h

    Pompilim tenta seguir os passos do pai (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O líder político Pompílio Filho, o Pompilim, da cidade de São Miguel do Tapuio, se filiou nesta segunda-feira (7) ao PSD e confirmou que alimenta o sonho de chegar à Assembleia Legislativa, a exemplo do pai Pompílio Evaristo, que exerceu dois mandatos no Legislativo Estadual. Embora almeje isso para o futuro, ele diz estar focado na eleição para prefeito de São Miguel no próximo ano e destacou que é preciso dar um passo de cada vez.

    "Sem dúvida [vislumbro chegar à Assembleia], mas é um passo de cada vez. A gente está nessa luta aí para ser prefeito de São Miguel do Tapuio. Já batemos na trave em duas oportunidades, mas dessa vez vamos fazer o gol no PSD. Quem sabe um dia, se eu for agraciado, assim como meu pai foi com dois mandatos de deputado estadual, sem dúvida representaremos a população à altura e faremos um bom trabalho naquela Casa", falou.

    Nas eleições de 2016, Pimpilim disputou a prefeitura de São Miguel do Tapuio e teve 5.824 votos, perdendo a disputa para Lincoln Matos (PTB) por apenas 43 votos de diferença.

    Político garante que manterá apoio ao petista Ziza (Foto: Divulgação/Ziza)

    APOIO A ZIZA CARVALHO

    Embora tenha se filiado ao PSD, Pompilim afirmou que vai manter o apoio político ao suplente de deputado estadual Ziza Carvalho (PT). Nas eleições de 2018, Pompilim foi a principal liderança política de Ziza no interior. O líder político afirma que os dirigentes do PSD sabem do compromisso dele com o suplente petista e garante que vai manter o apoio.

    "O deputado Georgiano e o deputado Júlio César são cientes desse nosso compromisso. Continuamos com o deputado Ziza e a nível de deputado federal seguimos com o PSD", disse.

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  • segunda, 07 de outubro de 2019, às 15:14h

    O ex-senador Petrônio Portella Nunes durante discurso (Foto: Reprodução/Internet)

    O ex-governador do Piauí Petrônio Portella pode ter o nome incluído no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. O projeto de lei 5342/2019 de autoria do deputado federal Flávio Nogueira (PDT) prevê a inclusão do nome do político piauiense no livro. Portella foi deputado estadual, prefeito de Teresina, governador do Piauí, presidente do Senado Federal e ministro da Justiça.

    Para Flávio Nogueira, Petrônio teve inegável mérito no desenvolvimento do país, principalmente por suas realizações como senador, revelando-se um combatente pela causa da liberdade. O deputado ainda destaca que o piauiense teve participações decisivas na história da Pátria, com destaque na condução do processo de redemocratização do país.

    Projeto é de autoria de Flávio Nogueira (Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

    Ser incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é receber um reconhecimento formal do Estado brasileiro por grandes feitos para o país. A obra inclui entre heróis e heroínas nomes como Getúlio Vargas, Dom Pedro I, Tiradentes, Santos Dumont, Zumbi dos Palmares, Anita Garibaldi e está depositada no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.

    Natural de Valença do Piauí, Petrônio Portella Nunes foi um dos maiores nomes piauienses no cenário político nacional, sendo peça importante nos governos de Ernesto Geisel e João Figueiredo. Ele é considerado um dos principiantes no processo de abertura democrática do país, tendo sido articulador da redemocratização. No entanto, morreu em 1980, antes do fim do Regime, quando era apontado como possível candidato à Presidência.

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  • segunda, 07 de outubro de 2019, às 13:31h

    Em evento com Kassab, PSD filia sete prefeitos (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O Partido Social Democrático (PSD) filiou na manhã desta segunda-feira (7) sete prefeitos municipais. Com as novas adesões, a legenda chega a 43 gestores, se tornando o segundo maior partido em número de prefeitos no Piauí, atrás apenas do Progressistas.

    Nas eleições de 2016, o PSD elegeu 26 prefeitos, sendo, naquela ocasião, a quarta força na quantidade de gestores. Progressistas, PT e PSB ficaram à frente. 

    Para o deputado estadual Georgiano Neto, a chegada dos novos prefeitos faz do PSD uma legenda consolidada no estado do Piauí. O parlamentar ainda destacou que a objetivo é chegar a 50 ou 55 prefeitos até o fim do prazo de filiações para as eleições de 2020.

    Georgiano enaltece crescimento do partido (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    "Estamos recebendo mais lideranças que chegam para somar com o partido. São sete novos prefeitos que vêm se somar ao 36 que já temos atualmente. Temos feito um esforço para tentar lançar no mínimo 100 candidaturas próprias em 100 municípios piauienses. Espero que a gente possa eleger ao menos a metade disso", falou Georgiano.

    Além dos prefeitos, o partido filiou três vice-prefeitos [de Anísio de Abreu, Angical do Piauí e Bela Vista do Piauí], e outras lideranças municipais. O evento desta segunda-feira contou com a presença do presidente nacional do partido, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

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  • segunda, 07 de outubro de 2019, às 12:57h

    No Piauí, Kassab garante apoio a Georgiano (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O presidente nacional do PSD, ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, esteve em Teresina nesta segunda-feira (7) e afirmou que o partido vai até o fim com o nome do deputado estadual Georgiano Neto para disputar a Prefeitura de Teresina. Questionado se dará apoio financeiro e estrutural a Georgiano, o mandatário do partido confirmou que sim.

    "Total apoio. Não haverá coligação. Nós vamos até o fim. A candidatura do deputado Georgiano vai até o fim e tem grandes chances de ser bem sucedida, até porque a nova legislação, com a proibição das coligações para vereador, praticamente impõe uma candidatura a prefeito. O partido que, numa grande cidade como Teresina não tenha candidatura própria, não está levando a sério o novo cenário na política brasileira", falou.

    Kassab durante evento do PSD no Piauí (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    De acordo com Kassab, todo partido precisa ter cara e para isso são necessárias candidaturas nas grandes cidades. Segundo ele, em todas as capitais, cidades com mais de 100 mil eleitores e onde haja emissora de TV, o partido vai lançar nomes. "Tenho certeza absoluta que o Georgiano se consagrará como candidato e será um excelente candidato, porque é jovem, é preparado, o partido lhe dará retaguarda e ele será um grande prefeito", falou.

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  • segunda, 07 de outubro de 2019, às 7:33h

    O governador do Piauí, Wellington Dias (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica.com)

    Neste 7 de outubro de 2019 completa exatamente um ano que o governador Wellington Dias (PT) foi reeleito para o quarto mandato no Piauí. Assim como em 2002, 2006 e 2014, o petista terminou o pleito de 2018 vitorioso ainda no primeiro turno, com ampla vantagem sobre seus concorrentes. Dos últimos 17 anos, o Piauí foi governado, até aqui, quase 13 anos pelo petista.

    Do ponto de vista eleitoral, os números de Wellington Dias dificilmente serão alcançados. Ele já havia entrado para a história ao ser o primeiro político a governar o Estado três vezes e em 2018 ampliou a marca. A eleição para o quarto mandato foi a primeira sem o apoio do Governo Federal e mesmo assim o índio conseguiu superar os adversários e sair novamente vitorioso.

    A atual gestão do petista está longe de se igualar às duas primeiras, quando teve desempenho administrativo melhor e pegou carona em programas do Governo Federal que ajudaram a população mais pobre, a exemplo do Luz para Todos e do Minha Casa Minha Vida. Na sombra dessas ações federais que mudaram a realidade do nordestino, Wellington se deu bem.

    Hoje, o gestor enfrenta momentos que certamente o fazem sentir saudades dos seus primeiros mandatos. Desde a terceira gestão, o Estado passa por graves problemas, não consegue honrar compromissos, obras não avançam, pedidos de empréstimos se multiplicam, hospitais do interior vivem situação caótica, repasses da saúde atrasados e, para piorar, uma operação da Polícia Federal apura desvios milionários numa das principais pastas do Governo: a Educação.

    Wellington é o maior vencedor no Piauí (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Desde a ascensão de Wellington ao poder em 2003, houve avanços no Piauí que precisam ser reconhecidos. No entanto, o Estado ainda não deixou de ser um dos últimos vagões da locomotiva Brasil. É verdade que Wellington Dias não pode ser responsabilizado sozinho por muitos dos problemas históricos do Piauí, mas é evidente que a cobrança maior recai sobre ele, o recordista de mandatos na história do Executivo Estadual.

    Para tudo existe o ônus e o bônus. Se de um lado é motivo de orgulho para muita gente dizer que Wellington foi o único a ser eleito quatro vezes governador, por outro é preciso aceitar que, dentre todos os outros que governaram o Piauí até aqui, ele é o que teve mais tempo e oportunidades de resolver problemas históricos e tirar o Estado das últimas posições. Passados 13 anos, infelizmente não é possível afirmar que ele conseguiu. Esse recorde também conta.

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