Coluna Gustavo Almeida
  • sexta, 13 de dezembro de 2019, às 21:48h

    Sindicância vai apurar dívida com empresa (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    A empresa RM Estrutura e Pavimentação Ltda até hoje não recebeu o pagamento de uma das medições das obras de acesso à terceira Ponte JK, conhecida como Ponte do Meio, que liga as avenidas Frei Serafim e João XXIII, em Teresina. Os serviços foram feitos em 2017. Passados mais de dois anos, até agora o Governo do Estado não pagou a construtora.

    O calote é tão emblemático que o próprio Governo do Estado resolveu abrir uma sindicância para saber porque a empresa nunca foi paga. De acordo com a portaria nº 56/2019, da Secretaria de Transportes do Piauí (Setrans), em 19 de dezembro de 2017 a empresa solicitou pedido de pagamento dos serviços por ocasião do reajuste da 19ª medição. A notas fiscal e de empenho foram emitidas três meses depois, mas o pagamento nunca aconteceu.

    O contrato com a empresa se encerrou em 31 de dezembro de 2018, sem o pagamento da dívida. Diante da situação, a Setrans determinou abertura de sindicância para saber o que aconteceu. "Considerando que mesmo diante da protocolização do pedido de pagamento dentro do prazo de vigência contratual, o pagamento não fora realizado até a presente data", diz um trecho da portaria que determinou a abertura da apuração.

    Parte da portaria publicada no Diário Oficial do Estado (Foto: Reprodução/DOE)

    Mais de dois anos depois e com a vigência do contrato vencida, o Governo agora se vê diante de um impedimento burocrático, já que não pode fazer o pagamento tanto tempo após o fim do contrato. Desse modo, a quitação da dívida deverá ser feita via pagamento indenizatório. 

    A Setrans quer saber como aconteceu o calote e quem foram os responsáveis por ele. Em 2017 e 2018 o governo do Piauí era o mesmo de hoje, comandado por Wellington Dias (PT).

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  • sexta, 13 de dezembro de 2019, às 12:07h

    Operações do Gaeco colocaram políticos na cadeia (Foto: Divulgação/Gaeco)

    Em menos de 10 dias, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Piauí (Gaeco) colocou atrás das grades um prefeito e um ex-prefeito. No dia 3 deste mês, o gestor do município de Bertolínia, Luciano Fonseca (PT), foi preso na operação Bacuri. Junto com ele, também foram colocados atrás das grades a mãe, o pai, a primeira-dama da cidade, um primo do prefeito e outros membros da administração municipal. Todos são acusados de organização criminosa, desvio e lavagem de dinheiro.

    Na última quarta-feira (11) foi a vez do ex-prefeito do munícipio de Sebastião Leal, José Jeconias, ser colocado na prisão após investigação do Gaeco. Jeconias é um dos investigados da mesma operação que prendeu Luciano Fonseca. Ele resolveu se apresentar à polícia. O ex-gestor teve a prisão preventiva decretada pela Justiça por suspeita de organização criminosa, corrupção ativa, desvio de recursos públicos, crimes licitatórios e lavagem de dinheiro.

    Não é de hoje que a equipe do Gaeco se esforça para amenizar a farra da corrupção em prefeituras do interior do Piauí. Em 2016, ainda sob o comando do destacado promotor Rômulo Cordão, o grupo prendeu o então prefeito de Redenção de Gurguéia, Delano Parente. Também são exemplos da atuação firme do Gaeco operações contra gestores públicos em Cocal, Manoel Emídio, São Miguel da Baixa Grande e Buriti dos Lopes. Vale destacar que o grupo age em várias outras frentes no intuito de desmantelar esquemas criminosos.

    A atuação do Gaeco deve ser aplaudida. A corrupção nas prefeituras é a que mais afeta a vida das pessoas. É claro que, em qualquer esfera, a corrupção é nociva para a população, mas aquela enraizada nos municípios tem efeito ainda mais voraz. No Piauí, a farra da corrupção praticada por gestores públicos em pequenas cidades ainda é um mar a ser desbravado. Os órgãos de controle estão cada vez mais presentes, mas precisam avançar.

    Rômulo Cordão, um dos promotores do Gaeco (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    É inadmissível que a população das pequenas cidades padeça de serviços básicos enquanto gestores fazem da prefeitura o que bem querem. Embora a fiscalização tenha sido mais intensa nos últimos anos, muitos políticos ainda se aproveitam da distância e do isolamento para praticar crimes longe dos olhos dos órgãos de controle. É inadmissível que falte ambulâncias, transporte escolar e que carros oficiais fiquem "no cepo" por meses e anos.

    Vale lembrar que a corrupção nas pequenas cidades quase sempre é semelhante àquela que nos acostumamos a ver a nível nacional. O que muda é apenas a proporção do que é roubado. Contratação de construtoras fajutas, superfaturamento, emissão de notas frias, fraudes em licitações, conluio no fornecimento de combustível, de remédios, de peças para manutenção de veículos, etc. Sem falar no nepotismo que sempre reinou absoluto no interior.

    Diante dessa realidade, é preciso celebrar a atuação firme de grupos como o Gaeco. Cabe ressaltar que o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) também têm tido atuação digna de reconhecimento nessa frente contra a corrupção. O fato é que é preciso focar ainda mais em investigações nas prefeituras do interior, pois é justamente lá onde corruptos agem confiantes que nunca serão descobertos.

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  • quinta, 12 de dezembro de 2019, às 16:32h

    Flávio Nogueira, deputado federal pelo Piauí (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Tramita na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei de autoria do deputado federal Flávio Nogueira (PDT-PI) que prevê a criação de um inventário nacional de substâncias químicas. Basicamente, a proposta pretende criar uma base de informações sobre as substâncias químicas produzidas ou importadas no território brasileiro. O PL 6.120/2019 tem chamado atenção de representantes do setor da indústria química do país.

    Na semana passada, o jornal O Estado de São Paulo publicou artigo de Flávio Nogueira onde ele discorre sobre o tema e explica a proposta. O projeto também encarrega o Poder Público de criar um Comitê de Avaliação de Substâncias Químicas, com função de avaliá-las ou examiná-las quanto aos riscos que oferecem. Assim, o mesmo comitê deve recomendar medidas de gerenciamento, a fim de fortalecer a gestão integral dos riscos que as substâncias trazem para a saúde e para o meio ambiente.

    Na quarta-feira (11), Flávio Nogueira recebeu em seu gabinete em Brasília membros da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e representantes da multinacional Dow Química. A empresa produz mais de 6 mil famílias de produtos em 179 unidades fabris espalhadas em 35 países. Em 2016, empregou cerca de 49.500 funcionários em todo mundo.

    Os representantes da empresa e da Abiquim demonstraram interesse direto na discussão do projeto de Flávio. Conforme o deputado, mais de 100 mil substâncias químicas diferentes são utilizadas em uma ampla variedade de bens imprescindíveis para a economia mundial. Justamente por conta dessa grande quantidade, se não forem adequadamente geridas, elas podem impactar negativamente o meio ambiente e a saúde das pessoas.

    Deputado recebeu representador do setor químico (Foto: Divulgação/Assessoria)

    "Um inventário nacional aliado a um comitê avaliador das substâncias químicas, como mecanismos respectivos de cadastro e gestão, permitirá ao Estado e aos cidadãos contar com a informação necessária para a tomada de decisões sustentáveis em termos de produção, uso e comércio. Será uma ferramenta que preencherá a falta de informação sobre substâncias que ingressam no País, especialmente as de uso industrial", explica Nogueira.

    O Brasil possui a maior quantidade de indústrias químicas da América Latina e depende economicamente de setores que envolvem intenso consumo dessas substâncias, como a agricultura e as indústrias petrolífera, têxtil e metalúrgica. O projeto de Flávio Nogueira será analisado por quatro comissões técnicas da Câmara, sendo a primeira delas a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, onde aguarda designação de um relator.

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  • quinta, 12 de dezembro de 2019, às 14:53h

    Themístocles rebate críticas de servidores (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado Themístocles Filho (MDB), avalia que a discussão da reforma da Previdência estadual seguiu o rito normal e que todo mundo teve a oportunidade de participar. Ele nega até mesmo que reuniões tenham ocorrido a portas fechadas, algo que todos viram e que foi amplamente divulgado pela imprensa.

    "Primeiro não é verdade [que alguns momentos foram a portas fechadas]. Teve audiência pública no Cine Teatro da Assembleia, participaram lá. O rito aconteceu normal", disse.

    Embora Themístocles afirme isso, a audiência pública foi restrita a poucos representantes de cada categoria e a polícia impediu que os servidores estaduais entrassem para assistir. Além disso, a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi realizada a portas fechadas, sem acesso da imprensa e muito menos de representantes de categorias de servidores.

    Sobre o forte esquema de segurança no local, o presidente citou um caso de agressão a um soldado para destacar como a medida foi importante. "Se deram até uma pancada num soldado aqui da Assembleia que teve 10 pontos e foi parar no HUT. O cidadão que deu essa pancada ainda foi pego com uma pedra na mão para dar uma pedrada nele", encerrou.

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  • quinta, 12 de dezembro de 2019, às 14:11h

    Ele falou sobre acusações de incoerência no PT (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Um dia após a polêmica aprovação da reforma da Previdência do Estado do Piauí, o deputado estadual Cícero Magalhães falou sobre as críticas de que o PT foi incoerente ao condenar a reforma a nível nacional e ser a favor no Piauí. Diferente de outros petistas, ele avaliou que o PT poderia ter repensado sua postura e ter sido a favor da reforma no Congresso Nacional.

    "O Estado do Piauí não tinha outra alternativa a não ser fazer a reforma da Previdência. Aí dizem: 'Ah mais o PT a nível nacional votou contra, fez o debate'. Bom, eu questiono: o PT, junto com os movimentos, conseguiu tirar o BPC, o PT conseguiu retirar os trabalhadores rurais, conseguiu uma série de coisas. Poderia ter repensado sua decisão", avaliou o petista.

    A avaliação é de que alguns pleitos do partido na discussão da reforma enviada pelo governo Bolsonaro foram atendidos e por isso a sigla poderia ter optado por votar a favor. No entanto, o partido fechou questão contra. No entendimento de Cicero, não é justo os deputados federais do PT ficarem isentos e os estaduais serem taxados de incoerentes.

    Em outras palavras, Magalhães deixa transparecer que, se houve incoerência, não foi aqui. No Congresso Nacional, os petistas piauienses Rejane Dias e Assis Carvalho votaram contra a reforma da Previdência, mas no Piauí nenhum deles apareceu para falar da reforma proposta pelo governador Wellington Dias (PT). A matéria foi aprovada na quarta (11) com 24 votos.

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  • quarta, 11 de dezembro de 2019, às 18:51h

    Base aliada de Wellington aprova reforma (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Após um dia bastante tumultuado, a Assembleia Legislativa do Piauí aprovou nesta quarta-feira (11) a proposta de reforma da Previdência estadual encaminhada pelo governador Wellington Dias (PT). Ao todo, 24 deputados votaram a favor. A oposição votou contra.

    Os deputados Fernando Monteiro (PRTB) e Pablo Santos (MDB) não estavam na sessão.

    O presidente Themístocles Filho (PMDB) abriu a sessão perto das 15h. Antes, os deputados discutiram a constitucionalidade da proposta a portas fechadas e com grande proteção policial. Mais cedo, houve tumulto e muita confusão na parte externa da Assembleia.

    Wellington tem base obediente na Assembleia (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Com pressa, os governistas decidiram realizar duas sessões seguidas na mesma tarde. Assim, a reforma acabou aprovada em dois turnos nesta quarta. Com a aprovação, a tramitação da proposta encerra exatamente uma semana após ter chegado à Alepi.

    A aprovação era esperada, visto que o governador Wellington Dias detém poder sobre 26 dos 30 deputados estaduais. A oposição, composta pelos deputados Gustavo Neiva (PSB), Teresa Britto (PV), Marden Menezes (PSDB) e Lucy Soares (Progressistas) promete ir à Justiça.

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  • quarta, 11 de dezembro de 2019, às 16:30h

    Carros da polícia na frente da Assembleia (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica.com)

    A Assembleia Legislativa do Piauí está cercada de policiais por todos os lados nesta quarta-feira (11). Até mesmo uma das ruas de acesso ao prédio do Parlamento estadual teve o tráfego restringindo. Tudo por conta da discussão da reforma da Previdência do Estado.

    Jornalistas tiveram que apresentar identificação funcional para poderem entrar. Desde a segunda-feira (9), grades de contenção também foram colocadas para reforçar a segurança. A presidência da Assembleia teme que servidores públicos atrapalhem os trabalhos.

    Esquema de segurança foi reforçado (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Impedidos de participar de uma audiência pública, servidores de diversas áreas gritavam do lado de fora dizendo que estavam sendo barrados na casa que muitos chamam de "casa do povo". Em todos os cantos tinha policiais de olhos atentos na movimentação.

    Servidores foram barrados pela polícia (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    No momento mais tenso, por volta de 11h, houve confronto quando manifestantes romperam grades contenção e tentaram entrar na Assembleia. A polícia usou bombas e gás de pimenta para afastá-los, o que gerou grande tumulto. Teve policial ferido e manifestante preso.

    Batalhão especial da polícia militar foi chamado (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    A proposta de reforma da Previdência enviada à Assembleia Legislativa pelo governador Wellington Dias (PT) tramitou de forma relâmpago em apenas uma semana. Não houve discussão e a matéria andou em regime de urgência. Ainda nesta quarta-feira (11), ela deve ser aprovada com ampla maioria na Assembleia, a casa do povo.

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  • quarta, 11 de dezembro de 2019, às 15:27h

    Repressão policial na Assembleia do Piauí (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O governador Wellington Dias (PT) pode até ser bom no diálogo para fechar alianças políticas e engabelar eleitores para conseguir votos, mas quando quer aprovar algo na Assembleia Legislativa do Piauí, não tem muita conversa. Sabendo que pode contar com 26 deputados estaduais obedientes às suas ordens, ele faz o que bem quer no Parlamento estadual. A proposta de reforma da Previdência do Estado é mais um exemplo disso.

    Nesta quarta-feira (11), a matéria deve ser aprovada com apenas uma semana de tramitação. Mesmo com protestos de servidores públicos e representantes de várias entidades, além do confronto com policiais na Assembleia, a reforma do petista vai adiante. Com regime de urgência, praticamente não existiu discussão. Às vésperas de um recesso, discutir um tema com profundidade é tudo que os deputados governistas também não querem.

    Categorias foram impedidas de entrar (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Sobre a tentativa de resistência das categorias de servidores públicos e da diminuta bancada da oposição, ficará apenas o registro de que houve quem levantasse a voz contra vários pontos da reforma de Wellington Dias. Ficam também os registros do confronto ocorrido nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa. De resto, Wellington "tratorou" mais uma.

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  • quarta, 11 de dezembro de 2019, às 14:35h

    Polícia impediu a entrada de servidores (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O clima esquentou na manhã desta quarta-feira (11) na Assembleia Legislativa do Piauí. Servidores públicos estaduais impedidos de participar de uma audiência pública que discutiu a proposta de reforma da Previdência estadual tentaram entrar e uma confusão se iniciou. A polícia usou a força, soltou bombas e jogou gás de pimenta nos servidores.

    Várias categorias protestam contra a reforma proposta pelo governador Wellington Dias (PT), que deve ir à votação no plenário ainda nesta quarta-feira. Desde cedo o policiamento foi reforçado nos arredores da Assembleia Legislativa. Até mesmo uma rua que dá acesso ao prédio foi interditada pela polícia e a passagem de veículos foi restringida.

    Policiais entraram em confronto com servidores (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Por volta das 11h30, servidores entraram em confronto com a polícia e algumas grades de contenção colocadas nos entornos da Assembleia foram rompidas. No confronto, pelo menos um policial militar ficou ferido e um manifestante foi preso. Após o episódio, a segurança que já estava intensa desde a manhã foi reforçada com a chegada de mais policiais.

    Policial ficou ferido durante confronto na Alepi (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Mesmo diante da confusão, deputados da base governista garantem que a matéria será votada ainda nesta quarta-feira. A proposta tramita na Assembleia em regime de urgência.

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  • terça, 10 de dezembro de 2019, às 16:14h

    Aparato de segurança é forte na Assembleia (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Bem diferente de quando saem às ruas para pedir voto, os deputados estaduais do Piauí vão trabalhar na quarta-feira (11) cercados de polícia por todos os lados. O medo é da reação de categorias de servidores públicos estaduais durante a votação da reforma da Previdência do Estado na Assembleia Legislativa do Piauí. A matéria será votada amanhã.

    Na votação de interesse do povo, a polícia vai restringir a entrada de quase todo mundo na Assembleia. A assessoria da presidência da casa já emitiu comunicado e até mesmo jornalistas que cobrem o dia-a-dia da Assembleia serão verificados. Só terão a entrada permitida se apresentarem crachá do órgão de imprensa ao qual foram vinculados.

    A votação da reforma da Previdência será concluída exatamente uma semana após a proposta ter chegado à Assembleia. Não se tem notícia de outra reforma dessa envergadura aprovada em tão pouco tempo em nenhum lugar no Brasil. Com 26 deputados e muita polícia, Wellington Dias, do PT, aprovará a reforma sem se importar com gritos de servidores.

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  • terça, 10 de dezembro de 2019, às 15:43h

    Deputados vão votar proposta da Reforma (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou a liminar do Tribunal de Justiça do Piauí que impedia a tramitação da reforma da Previdência em regime de urgência na Assembleia Legislativa, a proposta vai à votação nesta quarta-feira (11). Antes, uma audiência pública será realizada e logo depois a matéria seguirá para ser votada em plenário.

    "Não sei se vai acontecer duas ou três horas da tarde, mas vai acontecer amanhã a votação em plenário, com certeza", disse o presidente da Assembleia Themístocles Filho (MDB).

    Com medo da reação de categorias de servidores públicos estaduais, a presidência da Assembleia Legislativa vai reforçar ainda mais a segurança. Grades de contenção e policiais militares estão espalhados pelo prédio do Parlamento estadual desde segunda-feira (9). Na quarta, o policiamento será ainda mais forte e até a entrada de jornalistas será verificada.

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  • terça, 10 de dezembro de 2019, às 7:28h

    Proposta de reforma voltará a ser discutida (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a decisão liminar do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) que havia barrado a tramitação em regime de urgência da reforma da Previdência do Estado do Piauí. A decisão cassando a liminar foi deferida pelo ministro Dias Toffoli na noite da segunda-feira (9). Ele acatou recurso da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

    No domingo (8), o desembargador Raimundo Nonato Alencar, do Tribunal de Justiça do Piauí, havia atendido pedido de deputados estaduais da oposição e concedido liminar proibindo que a matéria fosse votada em regime de urgência. Na decisão do STF, o ministro Dias Toffoli entendeu que não cabe ao Judiciário decidir sobre a tramitação de matérias no Legislativo.

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  • segunda, 09 de dezembro de 2019, às 15:52h

    Faixam comparam Wellington e Bolsonaro (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    A Assembleia Legislativa do Piauí amanheceu com segurança reforçada nesta segunda-feira (9). Grades foram colocadas nos arredores e policiais controlavam a entrada de pessoas. 

    O medo era por conta do protesto de categorias de servidores públicos estaduais que foram até a casa reagir contra a proposta de reforma da Previdência estadual apresentada pelo governador Wellington Dias (PT). A matéria chegou à Assembleia na semana passada.

    Centenas de manifestantes protestaram em frente a uma das entradas do Parlamento estadual. Eles discordam de vários pontos da reforma que começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Piauí. Havia a possibilidade da proposta ser votada já nesta segunda-feira (9), mas uma decisão do Tribunal de Justiça do Piauí no domingo (8) vetou essa possibilidade.

    Protesto reuniu centenas de pessoas na Alepi (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    No protesto desta segunda, alguns servidores levaram faixas contra a reforma. Muitos deles comparavam Wellington Dias ao presidente Jair Bolsonaro. O PT de Wellington foi contra a reforma da Previdência no Congresso Nacional, mas no Piauí adota postura diferente.

    CUT também condena proposta de W.Dias (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O governo insiste em dizer que está apenas se adequando à reforma aprovada no Congresso, versão que é contestada por entidades e deputados da oposição. Na avaliação deles, a reforma Wellington Dias é mais danosa para os servidores do que a aprovada em Brasília.

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  • segunda, 09 de dezembro de 2019, às 15:11h

    Deputado condena pressa de Wellington (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O líder da oposição na Assembleia Legislativa do Piauí, deputado estadual Gustavo Neiva (PSB), afirmou nesta segunda-feira (9) que é imprescindível ampla discussão sobre a proposta de reforma da Previdência estadual. Para ele, a forma como o governo de Wellington dias (PT) quer tocar o assunto é coisa de regime de exceção, onde o diálogo é cerceado.

    "A grande maioria dos estados não vai fazer a reforma esse ano. Cito dois governados por petistas: o Ceará e a Bahia. Eles sequer encaminharam as mensagens para a Assembleia. Eles estão debatendo com as classes dos servidores e escutando sugestões para que em fevereiro, aí sim, essa proposta esteja melhorada e possa ser discutida na Assembleia. A toque de caixa como aqui no Piauí nem os servidores e nem nós da oposição podemos aceitar, até porque não estamos numa ditadura. Nós estamos numa democracia", desabafou.

    Gustavo Neiva e os deputados Marden Menezes (PSDB), Lucy Soares (Progressistas) e Teresa Britto (PV) foram até o Tribunal de Justiça do Piauí na manhã desta segunda. Eles querem que uma liminar do desembargador Raimundo Nonato Alencar concedida no domingo (8) seja mantida. A liminar proibiu a Assembleia Legislativa de votar a proposta encaminhada pelo Governo do Estado em regime de urgência. Assembleia e governo já recorreram da decisão.

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  • segunda, 09 de dezembro de 2019, às 14:24h

    Wellington Dias quer levar proposta adiante (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O governador Wellington Dias (PT) comentou nesta segunda-feira (9) sobre a decisão do desembargador Raimundo Nonato Alencar, do TJ-PI, que proibiu a votação da reforma da Previdência estadual em regime de urgência da Assembleia. O petista adiantou que o Estado recorreu e disse que está tendo a coragem de propor uma reforma pensando no futuro.

    "Estamos recorrendo e esclarecendo para que se tenha as informações corretas. O que eu posso afirmar é que buscamos fazer tudo dentro da legalidade. O fato é que nós temos aí uma situação de déficit da Previdência e estamos tendo a coragem de pensar não no hoje, mas também no futuro. Todo mundo gosta quando se tem uma tabela salarial que é cumprida. Eu quero seguir assim e para isso precisamos dar conta de problemas como esse do déficit da Previdência", falou Wellington após solenidade no TJ-PI.

    Representantes de diversas categorias dos servidores públicos estaduais afirmam que a proposta de reforma da Previdência estadual apresentada por Wellington Dias é bem mais danosa para os servidores do que a aprovada no Congresso Nacional. Na discussão da reforma no Congresso, o PT do governador era contra a aprovação e alguns deputados petistas chegaram a taxar a proposta como "reforma assassina".

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