Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
PF VAI APURAR EMPENHOS EMITIDOS ATÉ 2018

APESAR DA INVESTIGAÇÃO TER CENTRALIZADO EM FRAUDES NUM PREGÃO PRESENCIAL DE 2014, CONTRATOS VIGENTES ATÉ 2018 SERÃO APURADOS

22/03/2019 15:16 - Atualizado em 22/03/2019 17:49

PF vai investigar pagamentos feitos até 2018 (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

A Operação Boca Livre, que investiga corrupção em um pregão para aquisição de merenda escolar no ano de 2014, também vai apurar empenhos emitidos até dezembro de 2018. Apesar do foco da ação deflagrada na quarta-feira (20) ter sido a licitação fraudulenta realizada em 2014, a Polícia Federal quer saber se os pagamentos realizados nos anos seguintes foram feitos dentro da legalidade e se os contratos foram cumpridos dentro da lei.

De acordo com a PF, as empresas envolvidas têm ampla atuação em vários municípios piauienses e órgãos do Estado, sendo responsáveis pela movimentação de pagamentos na ordem de R$ 140 milhões nesse período de quase cinco anos. Segundo o delegado Reinaldo Camelo, todos os contratos serão apurados. Entre janeiro de 2014 e dezembro de 2018, o Piauí teve três governadores: Wilson Martins, Zé Filho e Wellington Dias.

"Foi feito um acompanhamento dos empenhos emitidos para as empresas relacionadas. Nós fizemos análises de empenhos municipais e estaduais. Ao todo, essas empresas receberam entre 2014 e dezembro de 2018 esse montante bem próximo a R$ 140 milhões. Não se trata exatamente de um valor de desvio, mas de empenhos emitidos, para termos uma noção do volume de contratos que essas empresas tiveram com entes municipais e estaduais. E claro que vão ser analisados esses empenhos e o cumprimento dos contratos", avisou.

A OPERAÇÃO BOCA LIVRE
Deflagrada na manhã da última quarta-feira (20) pela Polícia Federal, a operação Boca Livre investiga um suposto conluio para desviar dinheiro da merenda escolar no Piauí. As investigações revelaram que um grupo de empresas atuou conjuntamente com agentes públicos na fraude em uma licitação realizada pela Seduc em 2014. A irregularidade facilitou o direcionamento do objeto e o sobrepreço na aquisição da merenda.

O Pregão Presencial nº 01/2014 foi realizado pela Seduc na gestão do então governador Wilson Martins (PSB), que deixou o governo em abril daquele ano, e operacionalizado no mandato Zé Filho, que ficou no governo até dezembro de 2014. 

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