Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
BOCA LIVRE: SERVIDORES RECEBERAM R$ 300 MIL

DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL EXPLICA COMO SE DEU A ATUAÇÃO DE SERVIDORES DA SEDUC NO ESQUEMA DE FRAUDE EM PREGÃO DA MERENDA ESCOLAR

20/03/2019 16:15 - Atualizado em 20/03/2019 17:27

Delegado deu detalhes do esquema (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

As investigações da Operação Boca Livre, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (20) em Teresina, apontam para um suposto recebimento de propina por parte de servidores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). De acordo com o delegado Reinaldo Camelo, foram identificados repasses que somam R$ 300 mil para alguns servidores em 2014, ano em que foi feito o pregão presencial 01/2014, alvo principal das investigações.

"Ao longo da investigações foram identificadas algumas transações bancárias suspeitas relacionadas a servidores públicos. Essas transações vão ser analisadas melhor a partir desse momento com a análise de documentos que esperamos obter, como também a partir das oitivas das pessoas envolvidas. [O valor das transações] gira em torno de R$ 300 mil", falou.

Veja abaixo o trecho da coletiva!


Ainda conforme o delegado, os servidores públicos supostamente contribuíram com o esquema através de atos de ofício comuns à atividade. Alguns deles, conforme o delegado, ainda possuem vínculo com a Secretaria de Educação. Reinaldo Camelo explicou que os atos praticados por eles são ordinários do processo de pregão eletrônico, mas justamente elas receberam transferências de dinheiro suspeitas em suas contas bancárias.

Reinaldo Camelo durante coletiva na PF (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

"São servidores públicos, então eles, de certa forma, tiveram uma atuação ao longo do processo de pregão. Em algum momento eles tiveram uma participação como servidores. A atuação deles se deu com atos de ofício praticados no pregão. São pessoas que despacham nos autos. O que chama atenção é que essas pessoas que estavam relacionadas com atos ordinários do pregão receberam transferências em contas", contou o delegado.

Ele não revelou quanto cada servidor recebeu nas transações e revelou apenas o montante, que é de R$ 300 mil. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão nesta sexta-feira (20), inclusive nas dependências da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

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