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BOCA LIVRE: PF PEDIU PRISÕES, MAS JUSTIÇA NEGOU

PEDIDOS DE PRISÃO FORAM INDEFERIDOS PELO PODER JUDICIÁRIO, MAS DELEGADO MINIMIZA PREJUÍZOS AO ANDAMENTO DAS INVESTIGAÇÕES

20/03/2019 16:48 - Atualizado em 20/03/2019 17:11

Agentes cumpriram mandados na Seduc (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O delegado Reinaldo Camelo revelou, durante entrevista na Superintendência da Polícia Federal no Piauí, que foram solicitados mandados de prisão no âmbito da Operação Boca Livre, mas que os pedidos foram indeferidos pelo Poder Judiciário. 

Segundo ele, as prisões facilitariam o trabalho da PF nas oitivas dos envolvidos. Apesar disso, avalia que a negativa da Justiça não vai prejudicar as investigações.

"Eu acredito que a gente já tenha um lastro probatório bem robusto na investigação. Claro que a circunstância das oitivas seria facilitada com uma estrutura operacional aqui na superintendência, se tivéssemos o cumprimento dos mandados de prisão. Mas isso não vai atrapalhar nosso trabalho. Com certeza já há elementos que instruem a investigação", falou.

A OPERAÇÃO
De acordo com a Polícia Federal, a operação Boca Livre foi deflagrada para aprofundar investigações que identificaram fraudes em processos licitatórios realizados pela Seduc e ainda a contratação com sobrepreço na aquisição de merenda para distribuição em escolas da Redes Estadual, com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Policiais buscaram documentos na Seduc (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Conforme a PF, as investigações revelaram que um grupo de empresas atuou conjuntamente com gentes públicos na fraude em uma licitação realizada pela Seduc em 2014. A irregularidade facilitou o direcionamento do objeto e o sobrepreço na aquisição da merenda. Nesse episódio, a investigação apontou um prejuízo efetivo de R$ 1,7 milhão decorrente de superfaturamento nos pagamentos realizados pela Seduc às empresas do esquema.

Ainda segundo a investigação, foram identificadas transferências de valores para servidores públicos, o que aponta para um suposto pagamento de propina. As empresas envolvidas têm ampla atuação em vários municípios piauienses e órgãos do Estado, sendo elas responsáveis pela movimentação de pagamentos na ordem de R$ 140 milhões entre os anos de 2014 e 2018. A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, todos eles em Teresina.

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