Coluna Gustavo Almeida
  • quinta, 30 de julho de 2020, às 16:44h

    Ciro e Bolsonaro na Serra da Capivara, no Piauí (Foto: Reprodução/Facebook/Ciro)

    O presidente da República Jair Bolsonaro e o senador Ciro Nogueira (Progressistas) foram fotografados juntos em frente à famosa "cena do beijo", pintura rupestre gravada há milhares de anos no Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, no Piauí. Bolsonaro visitou o parque nesta quinta-feira (30) e Ciro esteve o tempo todo junto dele.

    A Serra da Capivara possui um dos maiores e mais ricos acervos de pinturas rupestres do mundo. Uma das mais conhecidas é justamente a que mostra dois seres pré-históricos aparentemente se beijando. Por isso, o desenho é chamado de "cena do beijo".

    Cena do Beijo no Parque Nacional da Serra da Capivara (Foto: Marcel Vicentini/Uol)

    A foto em que Ciro aparece com Bolsonaro na cena do beijo foi postada nas redes sociais do próprio senador. Ciro, que é presidente nacional do Progressistas, se tornou aliado de Bolsonaro este ano, quando o Centrão passou a fazer parte da base aliada do presidente no Congresso. 

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  • quinta, 30 de julho de 2020, às 13:07h

    Faixas colocadas no aeroporto de São Raimundo Nonato (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Antes do presidente Jair Bolsonaro desembarcar em São Raimundo Nonato na manhã desta quinta-feira (30), alguns moradores colocaram faixas com críticas a ele no aeroporto da cidade. 

    Algumas faixas faziam alusão à negligência do presidente da República com a pandemia do novo coronavírus (covid-19). Uma delas classificava Jair Bolsonaro de “estúpido”.

    Críticas foram colocas, mas presidente não viu (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    No entanto, o protesto não chegou a ser visto pela comitiva presidencial. As faixas foram retiradas pela equipe que organizava a chegada de Bolsonaro. Quando ele desembarcou no aeroporto, o cenário já estava favorável, sem as faixas e sem as críticas.

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  • quinta, 30 de julho de 2020, às 11:54h

    Jair Bolsonaro após desembarque em São Raimundo (Foto: Jailson Soares/O Dia)

    O presidente da República Jair Bolsonaro visita nesta quinta-feira (30) o Parque Nacional da Serra da Capivara e o Museu da Natureza, no município de Coronel José Dias, no Piauí. Primeiro, ele desembarcou em São Raimundo Nonato, principal cidade da região.

    Em Coronel José Dias, pacato município onde fica o museu e a Pedra Furada, Bolsonaro só teve 5,94% dos votos no segundo turno das eleições de 2018. Já o petista Fernando Haddad teve 94,6%. Foram 3.312 votos para Haddad e apenas 209 para Bolsonaro.

    Alguns sertanejos foram ver chegada de Bolsonaro (Foto: Jailson Soares/O Dia)

    Já em São Raimundo Nonato, onde Bolsonaro montou em um cavalo, usou chapéu e incorporou a figura de um vaqueiro nordestino que lida com gado, o presidente teve desempenho um pouco melhor: atingiu 13,82% dos votos, contra 86,18% de Haddad.

    LEIA TAMBÉM:
    Bolsonaro monta em cavalo no Piauí

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  • quinta, 30 de julho de 2020, às 11:03h

    Bolsonaro montou cavalo para agitar apoiadores (Foto: Reprodução/Vídeo/Redes Sociais)

    Ao chegar nesta quinta-feira (30) em São Raimundo Nonato, no sertão do Piauí, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) deu uma de vaqueiro, profissional que lida com o gado. 

    Ele pegou um chapéu de couro e montou em um cavalo da cor branca. O presidente ouviu gritos de "mito" e acenou montado no animal ainda no aeroporto da cidade.

    Esta é a segunda visita de Bolsonaro ao Piauí na condição de presidente da República. Em agosto do ano passado, ele esteve em Parnaíba, no litoral do Estado.

    Presidente da República usa chapéu para acenar (Foto: Reprodução/Vídeo/Redes Sociais)

    Ainda nesta quinta, Bolsonaro visita o Parque Nacional da Serra da Capivara e o Museu da Natureza, no município de Coronel José Dias, próximo a São Raimundo. 

    Essa não é a primeira vez que a região recebe um presidente da República. Em 1999, o então presidente Fernando Henrique (PSDB) cumpriu extensa agenda em São Raimundo Nonato.

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  • quinta, 30 de julho de 2020, às 10:19h

    Antes um fascista, agora um parceiro (Fotos: Jailson Soares/PD | Antônio Cruz/AgBrasil)

    O senador Ciro Nogueira (Progressistas) está feliz da vida nesta quinta-feira (30). Em São Raimundo Nonato e em Coronel José Dias, no Piauí, ele vai andar colado no presidente Jair Bolsonaro (Sem partido). O presidente cumpre agenda nos dois municípios piauienses.

    Novo aliado do Planalto, Ciro disse esta semana que Bolsonaro tem sido um parceiro dele e do Piauí. A parceria acontece depois de Ciro ter apoiado a campanha de Fernando Haddad (PT) e dito, antes das eleições de 2018, que Bolsonaro era um fascista que não lhe atraía.

    Bastou o tal “fascista” chegar ao poder para Ciro sentir uma atração danada por ele. 

    Na agenda desta quinta-feira, Ciro será o único senador do Piauí a estar junto. Elmano Férrer (Podemos), aliado de Bolsonaro, não vai por ser do grupo de risco da Covid-19. Marcelo Castro (MDB) foi convidado, agradeceu o convite, mas também não vai temendo a pandemia. O governador Wellington Dias (PT) não recebeu convite e também não vai. 

    Por lá só vai estar Ciro e aliados, a maioria do seu partido. O chefe do Centrão está radiante com a atração que agora sente pelo presidente, afinal, Bolsonaro agora é parceiro e lhe atrai.

    Veja entrevista em que Ciro chamou Bolsonaro de fascista.

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  • quinta, 30 de julho de 2020, às 9:35h

    Presidência não convidou Wellington Dias (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O governador do Piauí Wellington Dias (PT) não foi convidado para acompanhar a visita do presidente da República Jair Bolsonaro (Sem partido) aos municípios de São Raimundo Nonato e Coronel José Dias, no Sul do Piauí, nesta quinta-feira (30).

    A informação de que não houve convite ao governador do Piauí foi dada ao Política Dinâmica pelo coordenador de comunicação social do governo do Estado, Allisson Bacelar.

    Bolsonaro desembarca no aeroporto de São Raimundo Nonato e segue para a cidade baiana de Campo Alegre de Lourdes, que fica na divisa do Piauí com a Bahia. Após o meio-dia, ele volta para o Piauí e vai visitar a Serra da Capivara e o Museu da Natureza.

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  • quinta, 30 de julho de 2020, às 7:58h

    Recuperação da PI-392 executada pelos produtores com caminhões e recursos próprios (Foto: Divulgação/Aprosoja)

    Assim como esperam a confirmação das previsões de chuva e de produtividade, ano após ano, os produtores de grão do cerrado piauiense, mais especificamente da região da Baixa Grande do Ribeiro, a quase 600 km de Teresina, sabem que também terão que trabalhar e investir do próprio dinheiro para a recuperação de um trecho de estrada por onde passa a super safra de soja, milho e algodão do Piauí. Cabe a eles fazer o que o governo estadual não faz.

    Seria apenas mais um dos inúmeros trechos de estrada não concluídas no interior do Piauí se este movimento não existisse há quase 20 anos e se por este trecho não passasse mais de 20% do PIB do Estado. O trecho de 16 km que todo se ano se transforma num gargalo para o produtor é uma obra licitada há pelo menos sete anos e agrava a situação da PI-392, que liga as cidades de Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus e Uruçuí.

    Em 2020, o trabalho de recuperação do trecho já foi feito. “Todo ano a gente vai se ajudando, às vezes tem ajuda de alguma prefeitura, às vezes não, vai se cotizando e resolvendo os piores problemas. Mas a gente sabe que é dinheiro jogado fora porque é um paliativo. Quando a chuva chega acaba levando embora”, explica Karl Milla produtor que está na região há quase 20 anos.

    Fazenda Milla, de Karl Milla, em Baixa Grande do Ribeiro (Foto: Divulgação/Assessoria)

    Pelo trecho da PI-392, que sempre tem de ser recuperado por eles entre uma safra e outra, são transportados os insumos e também por onde passa um fluxo de 250 caminhões por dia, segundo dados do próprio Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI). “É uma dificuldade tremenda para os caminhoneiros, eles não sabem quando chega, quando vão conseguir sair, ficam presos na estrada e acontecem acidentes”, afirma Karl Milla.

    Segundo ele, um terço da produção de grãos do cerrado, que em 2020 ultrapassou as 5 milhões de toneladas, passa por esta estrada. Milla lembra que esteve no evento, há 10 anos, no qual o Governo do Estado anunciou a realização da obra. Nunca saiu do papel.

    Mesmo com dificuldades, investimentos na região continuam

    A recuperação do trecho contou este ano com a participação de novos investidores da região. Atuando na área de Uruçuí há muitos anos, Gregory Sanders, do projeto Fazenda Progresso, conta que quando o grupo decidiu realizar o plantio na região da Baixa Grande já sabia do problema. O grupo adquiriu nova área em Baixa Grande e decidiu pelo plantio mesmo diante do gargalo. Gregory, que mora desde 2004 em Sebastião Leal, foi um dos produtores que colocou maquinário a disposição da iniciativa para a recuperação do trecho.

    “Um doa patrol, outro coloca o carro-pipa, outro se dispõe com a comida, o óleo diesel. Cada um paga e contribui com o que pode”, explica. Ele lembra que a situação faz com que o produtor pague a conta da infraestrutura. “Todos os insumos e toda a produção do agro do Piauí passa por esta estrada e se ficar do jeito que está a gente termina pagando uma conta muito maior”.

    Gregory conta que apesar de algumas estruturas da construtora já estarem no local da obra há algum tempo, os trabalhos nunca começaram. Com medo de ver chegar o próximo período chuvoso com a estrada em péssimas condições, os produtores decidiram por mais um ano realizar por conta própria a recuperação do trecho como medida paliativa. 

    Empresa responsável pela obra na PI-392 instalou maquinário, mas obra não foi iniciada (Foto: Divulgação/Aprosoja)

    Segundo o produtor, a empresa que venceu a licitação, a Terracom, chegou a mobilizar o maquinário para realizar a obra, mas a ordem de serviço não foi dada. A possibilidade de que os produtores deixem a região, apesar das dificuldades, também é rechaçada por Karl Milla.

    Segundo a Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja), o trecho é de grande importância para o avanço do setor e a informação que se tem é que a obra já está licitada.

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  • quarta, 29 de julho de 2020, às 12:30h

    Agentes da PF chegando na Seduc no dia 27 (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    A Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc) foi alvo de quatro ações da Polícia Federal em dois anos. É uma média de uma operação a cada seis meses. 

    No dia 2 de agosto de 2018, a PF juntamente com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagraram a Operação Topique, que investiga um robusto esquema criminoso no serviço de transporte escolar do Piauí. A sede da Secretaria de Educação foi um dos principais alvos de buscas naquela ocasião.

    Em 20 de março de 2019, a Seduc voltou a ser alvo de buscas pela Polícia Federal na Operação Boca Livre, que apura fraude em processo licitatório realizado pela pasta e a contratação com sobrepreço na compra de merenda escolar. Segundo a PF, os recursos desviados são do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Dinheiro da merenda.

    No dia 25 de setembro de 2019, a PF deflagrou a segunda fase da Operação Topique, esta denominada de Operação Satélites. Nesse desdobramento da Topique, os agentes não chegaram a ir até a Seduc, mas sim na Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Embora a investigação fosse sobre o esquema na educação, o alvo do mandado estava na Seinfra. Era Pauliana Ribeiro de Amorim, ex-Seduc que estava lotada na Seinfra naquele momento. Na mesma ação, a Polícia Federal também cumpriu mandado no Palácio de Karnak.

    Em 30 de outubro de 2019, uma viatura da Polícia Federal foi até a Seduc. A ação foi isolada e não chegou a ser uma operação. Os agentes foram apenas cumprir um mandado de busca e apreensão no setor de informática da secretaria. Na ocasião, a PF buscou informações sobre e-mails funcionais e dados dos investigados na Operação Topique.

    A mais recente visita da PF à Seduc aconteceu na última segunda-feira (27). A terceira fase da Operação Topique foi deflagrada e os agentes federais voltaram a causar alvoroço no Centro Administrativo do Estado. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos e vários documentos apreendidos na sede da Secretaria de Educação.

    Portanto, foram quatro idas à Seduc e uma na Seinfra, que fica ali pertinho. Segundo a PF, o grupo criminoso na Educação continua a agir mesmo após a deflagração das duas primeiras fases da Operação Topique. Pelo que se observa da grandiosidade do esquema de corrupção e da Operação, a Seduc deverá receber novas visitas da PF. 

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  • quarta, 29 de julho de 2020, às 10:43h

    Para Firmino, não deve haver corso em 2021 (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB) sugeriu nesta quarta-feira (29) que o próximo prefeito da capital cancele a realização do Corso 2021, previsto para fevereiro. Segundo o tucano, se até lá não houver uma vacina contra a covid-19, será uma "irresponsabilidade brutal" fazer a folia que normalmente reúne mais de 200 mil pessoas.

    “Os preparativos do corso começam em novembro. É difícil imaginar o corso sem algum tipo de vacina. Colocar 200 mil pessoas juntas seria irresponsabilidade brutal. Ano que vem não sou mais prefeito e a competência será do próximo prefeito. Acho que a realização do corso sem uma vacina seria uma irresponsabilidade”, disse o tucano. 

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  • quarta, 29 de julho de 2020, às 10:19h

    Genival (à direita) quer mandato na Câmara Municipal (Foto: Reprodução/Facebook)

    O jornalista Genival Oliveira vai disputar uma vaga na Câmara Municipal de Teresina pelo Partido Social Cristão (PSC) nas eleições deste ano. Essa não é a primeira vez que ele concorre em uma eleição. Em 2018, foi candidato a senador e teve 11.574 votos em Teresina.

    Animado com a votação que recebeu na capital, o jornalista anunciou esta semana sua pré-candidatura a vereador. Genival trabalhou por vários anos como chefe de reportagem da TV Clube, afiliada da Globo no Piauí, e deixou a emissora em 2016.

    Ao anunciar a pré-candidatura, ele disse que terá como bandeiras a busca por mais oportunidades para os teresinense e principalmente para os jovens.

    “Agradeço de coração os 11.574 votos que recebi em Teresina na eleição para o Senado, em 2018, e comunico aos teresinenses que vou disputar uma vaga na Câmara Municipal este ano. Quero contribuir firmemente para tornar nossa bela cidade ainda melhor para se viver e convido a todos para fazer parte dessa caminhada rumo a um futuro com mais oportunidades para os teresinenses e principalmente para a nossa juventude”, escreveu em uma social.

    Genival Oliveira integra o grupo político do advogado Valter Alencar, pré-candidato a prefeito de Teresina pelo PSC. Em 2018, Valter disputou o governo do Piauí.

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  • terça, 28 de julho de 2020, às 11:45h

    Alunos em paus de arara no Norte do Piauí (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Não é de agora que o Política Dinâmica mostra descasos no serviço de transporte escolar do Piauí. Antes mesmo da deflagração da operação Topique, em agosto de 2018, nossa reportagem já havia percorrido municípios piauienses mostrando graves problemas no serviço.

    O que agora está despertando interesse da imprensa nacional após a Polícia Federal bater as portas da deputada federal e ex-secretária Rejane Dias (PT), o PD denuncia desde 2017. Segundo a PF, o esquema de corrupção na Secretaria de Estado da Educação do Piauí desviou pelo menos R$ 50 milhões do transporte escolar entre 2015 e 2018.

    NO SUL DO PIAUÍ

    Em agosto de 2017, um ano antes da deflagração da Topique, o Política Dinâmica foi até o município de Dom Inocêncio, a 610 km de Teresina, no Sul do Piauí. A reportagem intitulada “Sem transporte escolar, alunos deixam de ir à escola no Piauí” mostrou alunos e pais indignados com a falta de transporte. Uma mãe contou que a filha deixou de ir à aula.

    Reportagem mostrou drama de alunos e pais de alunos em 2018 na região Sul do Piauí (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica.com)

    Em maio de 2018, três meses antes da primeira fase da Operação Topique, a reportagem voltou a Dom Inocêncio para verificar a situação vista em 2017. Na ocasião, constatou-se novamente falta de transporte escolar tanto na rede estadual quanto na municipal. 

    O ano letivo já tinha começado, mas muitos alunos de comunidades rurais ainda não tinham ido à escola por falta de transporte da prefeitura e do Estado.

    NO NORTE DO PIAUÍ

    Em setembro de 2019, dias antes da deflagração da segunda fase da Operação, o Política Dinâmica foi até Castelo do Piauí, na região Norte do Estado. Na porta de uma escola, no horário da saída das alunos, a reportagem flagrou vários paus de arara fazendo transporte escolar dos estudantes da Escola Francisco Sales Martins, do Governo do Piauí.

    Pau de arara lotado de alunos em Castelo do PI (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Uma funcionária da escola, pedindo para não ter a identidade revelada por medo de retaliação, contou ao PD que a situação do transporte escolar só piorou ao longo dos últimos três anos. Segundo ela, em alguns períodos nem mesmo pau de arara para transportar os alunos teve e por isso alguns alunos desistiram de frequentar as aulas.

    Na ocasião, ao ser procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc-PI) informou que a empresa responsável pelo transporte escolar da Unidade Francisco Sales Martins seria notificada por não estar cumprindo as obrigações contratuais. 

    A empresa vencedora da licitação, na verdade, subcontrata donos de veículos nos municípios para fazer o serviço de transporte escolar, prática que foi condenada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal no âmbito da Operação Topique.

    REVEJA NOS LINKS ABAIXO AS REPORTAGENS

    2017: Sem transporte escolar, alunos deixam de ir à escola no Piauí

    2018: Cadê o transporte escolar?

    2019: Educação no pau de arara

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  • terça, 28 de julho de 2020, às 10:18h

    O deputado João Mádison e o governador (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Chamou atenção na noite da segunda-feira (27) uma nota assinada pelo deputado estadual João Mádison, em nome da bancada do MDB na Assembleia Legislativa do Piauí.

    Na nota, o parlamentar prestou solidariedade à família do governador Wellington Dias e à primeira-dama Rejane após a casa deles ter sido alvo de operação da Polícia Federal.

    João Mádison chamou de intempestiva e desproporcional a operação deflagrada pela PF contra seus aliados políticos. O emedebista defendeu que esse tipo de operação deve ser feito com responsabilidade para não comprometer a dignidade das pessoas.

    Interessante que ninguém nunca viu João Mádison divulgar nota defendendo a dignidade dos alunos que são transportados em paus de arara no interior do Piauí ou daqueles que nem mesmo paus de arara para ir à escola conseguem ter à disposição.

    Certamente o deputado já viu reportagens mostrando esse tipo de situação que infelizmente ainda é comum em municípios do interior do Piauí. O Política Dinâmica, por exemplo, já fez reportagens especiais mostrando o drama de alunos e pais de alunos que sofrem sem transporte escolar ou com um serviço precário nos rincões do Piauí.

    No entanto, nem ele e nenhum deputado estadual do MDB divulgou nota de solidariedade ou fez críticas a essa situação na Assembleia.

    Definitivamente, João Mádison a cada dia se supera.

    Confira a nota na íntegra:

    A bancada do MDB na Assembleia Legislativa do Estado do Piauí , vêm através do seu  líder,  Deputado João Madison Nogueira,  manifestar solidariedade à primeira dama do Estado do Piauí , Deputada Federal Rejane Dias (PT), ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Piauí,  José Wellington Barroso de Araújo Dias(PT),  bem como aos seus familiares, pela ação intempestiva e desproporcional realizada  na data de hoje, em sua residência , pela Polícia Federal.

    Entendemos que na nossa democracia,  a liberdade conferida às Instituições pressupõe de ações responsáveis e que não venham a comprometer a sua legitimidade e nem a dignidade das pessoas.

    Deputado João Madison Nogueira 

    Líder do MDB na ALEPI

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  • terça, 28 de julho de 2020, às 9:30h

    TCE-PI aprovou todas as contas de Rejane Dias (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    As contas do ano de 2016, quando Rejane Dias (PT) era secretária estadual de Educação, foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) em maio deste ano. Para os conselheiros do TCE, passaram despercebidas as falcatruas que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) conseguiram enxergar.

    Numa nota divulgada à imprensa ontem (26) após ser alvo de buscas da PF, a própria Rejane usa o TCE-PI como parâmetro para alegar sua inocência e diz que todas as contas de gestão dela, inclusive do período investigado pela PF, foram aprovadas pelos conselheiros piauienses.

    PROCURADOR ALERTOU O TCE-PI

    Engana-se quem pensa que ninguém alertou o TCE. Na sessão do dia 9 deste mês, o plenário julgou um recurso de reconsideração da decisão que aprovou as contas de 2016 de Rejane. O recurso foi do Ministério Público de Contas (MPC). Na ocasião, o procurador Pinheiro Júnior lembrou aos conselheiros que as contas daquele ano estavam no bojo da Operação Topique.

    "Esse exercício, especificamente, está envolvido com a operação Topique, relacionada à locação de veículos. Contratos de locação de veículos originaram essa operação Topique deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União", alertou.

    Naquelas contas, o MPC e os técnicos do Tribunal apontaram irregularidades no aluguel de veículos, justamente uma das principais veias do esquema criminoso apontado pela Topique.

    Procurador Pinheiro Júnior ainda alertou citando a Topique (Foto: Divulgação/MPC)

    Apesar das várias irregularidades apontadas pelo MPC e do alerta feito pelo procurador Pinheiro Júnior, os conselheiros do TCE-PI decidiram manter a decisão que aprovou as contas de Rejane na Seduc. A Operação Topique aponta que entre 2015 e 2018 mais de R$ 50 milhões teriam sido desviados pelo esquema criminoso instalado na Secretaria de Educação.

    OS DOIS BRAÇOS DIREITOS

    Em 2016, além de Rejane secretária, a Seduc tinha Helder Jacobina como superintendente de gestão e o coronel Ronald Moura como diretor. Os dois são considerados braços-direitos de Rejane e também eram réus no julgamento das contas que foram aprovadas no TCE-PI. 

    Jacobina e Ronald também são investigados na Operação Topique e o MPF está pedindo a prisão deles no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

    Rejane teve casa e gabinete vasculhados pela PF (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    PEDIDO DO GOVERNADOR

    No mesmo dia em que manteve a decisão de aprovar as contas de Rejane, o TCE-PI afastou o conselheiro Luciano Nunes dos processos que envolvem o governador Wellington Dias, o programa Finisa e a própria Rejane. O pedido para afastar o decano da Corte foi feito pelo próprio governador, insatisfeito com as posições de Luciano no Tribunal.

    Por 5 votos a 1, os conselheiros seguiram o pedido do governador.

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  • segunda, 27 de julho de 2020, às 13:19h

    Primeira-dama do Piauí é alvo de operação da PF (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27) após a 3ª fase da Operação Topique, a delegada Milena Caland disse que a deputada federal e primeira-dama do Piauí Rejane Dias (PT) recebeu vantagem indevida. Tudo aconteceu a partir do esquema de corrupção no transporte escolar do Piauí. Parentes dela também teriam se beneficiado.

    "O envolvimento da esposa do governador se refere e se justifica em razão do exercício do cargo de secretária de Educação, de 2015 e 2018, pois os dois pregões analisados são exatamente de quando ela esteve à frente da Secretaria de Educação. Então, estamos investigando as pessoas que pagaram os contratos e ela como secretária, que autorizava os pagamentos, necessariamente estaria presente. Além dessa questão do cargo, ao longo da análise, constatou-se que houve recebimento de vantagem indevida por ela e por familiares dela", disse.

    Rejane Dias foi secretária de Educação do Piauí de 2015 a abril de 2018, no terceiro governo do marido Wellington Dias (PT). Nesta segunda, a casa dela em Teresina e o gabinete na Câmara Federal foram alvos da Polícia Federal. A casa de um irmão de Rejane em Teresina também foi alvo de buscas, pois, segundo a Polícia Federal, ele faz parte do esquema.

    A Topique investiga crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraudes em licitação na Secretaria de Educação do Piauí. Conforme a PF, o Governo do Estado manteve contratos com empresas de locação de veículos investigadas mesmo após as primeiras fases da operação. Na Seduc, a PF apura desvio de, no mínimo, R$ 50 milhões.

    REJANE AFIRMA QUE SE PAUTA NA LEI

    Em nota, a deputada federal Rejane Dias disse que recebeu com tranquilidade os desdobramentos da Operação Topique. Ela afirmou que durante seu exercício à frente da Secretaria de Educação do Piauí sempre se portou em observância às Leis e que está à disposição para dar todos esclarecimentos necessários.

    O governador Wellington Dias também divulgou nota e classificou a operação como espetáculo. Ele voltou a dizer que a investigação não é contra o Estado, mas sim contra empresas. Segundo Dias, a operação nos moldes como ocorreu nesta segunda foi desnecessária e desproporcional.

    LEIA TAMBÉM:
    Polícia Federal na casa de Wellington Dias
    Terceira fase da Topique: PF de novo na Seduc-PI
    "Mais um espetáculo", rebate Wellington

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  • segunda, 27 de julho de 2020, às 11:39h

    Casa de Wellington e Rejane foi alvo de buscas (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    O governador do Piauí Wellington Dias (PT) divulgou nota em que repudia a deflagração da 3ª fase da Operação Topique, da Polícia Federal. A casa do petista foi em Teresina foi alvo de buscas, bem como o gabinete da mulher dele na Câmara Federal, a deputada Rejane Dias (PT).

    Wellington classificou a terceira fase da operação como "espetáculo". Na segunda fase deflagrada em setembro de 2019, quando o Palácio de Karnak foi alvo de buscas pelos agentes federais, o Governo do Estado também classificou a ação como espetáculo.

    Para Wellington, a forma como se deu a operação desta segunda-feira (27) é desproporcional.

    Confira a nota do governador na íntegra:

    O governador Wellington Dias lamenta e repudia a forma como se deu a operação da Polícia Federal na manhã dessa segunda (27) em sua casa onde, atualmente, mora seu filho e família, que nunca tiveram nenhuma função no estado. Seu filho é médico e trabalha na linha de frente do combate ao coronavírus e desde março o governador mantém distanciamento recomendado pelas organizações para a preservação da saúde. O governador classifica a operação como mais um espetáculo e destaca que a vida toda ele e sua família sempre agiram respeitando as leis e as instituições. 

    Sobre a Operação Topic, o governador esclarece que as investigações são contra empresas acusadas de fazer cartel e referentes a processos e contratos do ano de 2013, quando ele não era governador do estado. Uma operação nestes moldes se torna desproporcional e desnecessária já que estamos falando de um fato de 2013 e em um processo em que a ex-secretária da Educação, hoje deputada federal, por meio de seu advogado, se prontificou, por duas vezes nos últimos meses, para prestar esclarecimentos, bem como para repassar todo e qualquer documento ou equipamento necessário.  

    O governador ressalta que o Estado é vítima e o maior interessado na resolução desta questão e irá trabalhar para que tudo seja plenamente esclarecido. Enfatiza-se que, infelizmente, muitos espetáculos ainda poderão acontecer, mas ressalta que existe a lei de abuso de autoridade para que casos como este não aconteçam indiscriminadamente. 

    Por fim, é necessária prudência para que ninguém seja acusado injustamente e nem seja julgada sem o pleno direito de defesa.

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