Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
CONFESSARAM NO PALANQUE E PERDERAM NAS URNAS

POLÍTICOS QUE ADMITIRAM TER ROUBADO AO DISCURSAR EM CONVENÇÕES ELEITORAIS ACABARAM SAINDO DAS URNAS DERROTADOS NO PIAUÍ

23/11/2020 15:03 - Atualizado em 23/11/2020 15:25

Grupos políticos de Monção e Cipriano acabaram derrotados (Fotos: Reprodução/Internet)

Dois episódios marcaram as eleições municipais no interior do Piauí em 2020. Foram casos onde a sinceridade [ou talvez ingenuidade] de alguns políticos pode ter virado "sincericídio".

No município de Cocal, na região Norte do Piauí, o ex-prefeito José Maria Monção disse que quando foi prefeito “não roubou tanto” e acusou o atual gestor de ter roubado mais do que ele. A confissão pública aconteceu durante a convenção que homologou a candidatura do médico Cristiano Brito (MDB) a prefeito do município, candidato apoiado por Monção.

Em Santo Antônio de Lisboa, na região de Picos, o ex-prefeito e candidato Assis Cipriano (PSB) fez elogios a um ex-assessor e disse que o funcionário era tão honesto que nem roubar em sua frente ele podia. A fala de Cipriano aconteceu durante a convenção que homologou a candidatura dele mesmo a prefeito da cidade, que fica a 344 km de Teresina.

Depois das confissões públicas, os dois saíram das eleições municipais derrotados. Em Cocal, o candidato Dr. Cristiano, apoiado por José Maria Monção, perdeu a eleição. Ele teve 7.145 votos, contra 8.284 votos de Nonatinho do Sindicato (PT), eleito prefeito do município.

Já em Santo Antônio de Lisboa, Assis Cipriano sofreu uma derrota acachapante na tentativa de voltar à prefeitura. O candidato Dr. Karlão (Progressistas) teve 62,49% dos votos válidos e venceu a disputa. Cipriano, que tinha vergonha de roubar na frente do assessor, só teve 37,51%.

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