Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
CONSELHEIRA FEDERAL CONTESTA NOTA DE HOSPITAL

AO CONTRÁRIO DO QUE DISSE DIREÇÃO DO HOSPITAL DE SÃO RAIMUNDO NONATO, CONSELHEIRA FALA QUE TRANSFERÊNCIAS NÃO OBEDECERAM PROTOCOLOS

02/08/2019 18:44 - Atualizado em 02/08/2019 20:12

Lia Damásio também é professora da UFPI (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

No dia 22 de julho, gestantes em trabalho de parto foram transferidas de táxi do Hospital Regional de São Raimundo Nonato para a cidade de Floriano, num trajeto de 280 km feito à noite. Colchões foram colocados dentro dos táxis para que as mulheres fossem transferidas.

Na ocasião, a direção do hospital de São Raimundo informou que, embora a transferência tenha ocorrido em táxis e com o uso de colchões, todos os protocolos técnicos e de segurança haviam sido seguidos, garantindo total assistências às gestantes.

Nesta sexta-feira (2), a médica Lia Damásio, do Conselho Federal de Medicina, concedeu entrevista ao programa Política Dinâmica, na FM O DIA, e contestou a versão do hospital. Ela disse que é impossível protocolos terem sido obedecidos numa transferência desse tipo.

Veja a entrevista completa!


"Claro que não. Isso é emblemático em relação ao grande problema da assistência médica no Brasil. Isso prova uma coisa simples: não basta um médico qualificado num local, nem que ele seja o melhor médico do mundo. Sem infraestrutura, sem respeito à dignidade da pessoa humana, sem uma estrutura governamental de assistência à saúde pública, e até privada às vezes, não adianta nada. Isso acontece fortemente no Piauí. É claro que numa transferência desse tipo não foi possível obedecer a protocolos", falou.

Conselheira discorda de nota emitida por hospital (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

Lia Damásio destacou, no entanto, que a responsabilidade nesse caso não é dos profissionais na ponta, como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Segundo ela, as principais causas são a falta de estrutura nos hospitais, falta de remédios e de uma carreira que valorize e fixe uma maior quantidade de profissionais da medicina no interior.

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