Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
GESTANTES TRANSFERIDAS DE TÁXI

MULHERES EM TRABALHO DE PARTO NO HOSPITAL REGIONAL DE SÃO RAIMUNDO NONATO SÃO LEVADAS PARA FLORIANO POR FALTA ANESTESISTAS NA UNIDADE

23/07/2019 15:50 - Atualizado em 24/07/2019 08:08

Gestantes foram transferidas de táxi de São Raimundo a Floriano (Foto: Jesus Lima)

Quem vê a propaganda oficial do Governo do Piauí não imagina que a saúde pública agoniza em várias regiões do Estado. Na noite da segunda-feira (22), gestantes em trabalho de parto tiveram que ser transferidas do Hospital Regional Senador Cândido Ferraz, em São Raimundo Nonato, para o Hospital Tibério Nunes, em Floriano, distante 280 km de lá.

Algumas foram colocadas em colchões e levadas de táxi para poderem chegar a Floriano. De acordo com acompanhantes, elas esperaram o dia inteiro e tiveram que ser transferidas por falta de anestesistas na unidade, que recebe pacientes de mais de 20 municípios da região.

Veja o vídeo!

Observação: No vídeo, o Política Dinâmica informa que eram 11 gestantes, conforme o relato de uma acompanhante, informação que foi reproduzida pela reportagem. No entanto, a direção do hospital e a Sesapi afirmam que, na verdade, eram cinco gestantes. 

O QUE DIZ O GOVERNO DO PIAUÍ?
A reportagem do Política Dinâmica entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) e com a Coordenadoria de Comunicação Social do Governo do Piauí. Em resposta, a Sesapi admitiu a falta de profissionais anestesistas no Hospital de São Raimundo Nonato, mas negou que esse tenha sido o motivo da transferência das gestantes.

A secretaria disse que a transferência foi feita por uma questão de segurança das pacientes e seus bebês, uma vez que todas as gestantes apresentavam quadros graves que requeriam acompanhamento de alta complexidade, enquanto que a classificação do hospital de São Raimundo Nonato atinge apenas a média complexidade. De acordo com a Sesapi, o hospital de Floriano é referência  para este tipo de atendimento na região.

Ainda conforme a Sesapi, duas gestantes apresentavam quadro de pré eclampsia e outras três pacientes possuíam quadro de oligodrâmnio severo. A secretaria informou que as unidades de média complexidade, como é o caso do hospital de São Raimundo, não contam com UTI adulto ou materno e nem com anestesistas todos os dias, mas que a pasta tem trabalhado para aumentar a quantidade de dias com esse tipo de profissional disponível.

O QUE DIZ A DIREÇÃO DO HOSPITAL?
A direção do Hospital Senador Cândido Ferraz informou que a transferência das pacientes para o Hospital de Floriano teve o objetivo de garantir o acesso das usuárias ao atendimento de alta complexidade, para a qual a unidade de São Raimundo Nonato não está habilitada. A direção argumentou ainda que o hospital passa por obras que vão permitir a ampliação do atendimento obstetrício e a mudança de nível de complexidade. 

Conforme o hospital, mesmo com as transferências feitas em colchões improvisados dentro de táxis, o protocolo técnico e de segurança para remoção das pacientes foi observado.

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