Coluna Lídia Brito Política Dinâmica
ELEIÇÕES 2018
PT NACIONAL TEME PERDER SENADORES

TENDÊNCIA É QUE O PARTIDO ENCOLHA NO SENADO E DIRETÓRIO NACIONAL DEFENDE CANDIDATURAS COMO A DE REGINA SOUSA

02/01/2018 10:08 - Atualizado em 02/01/2018 11:00

O diretório nacional do PT visualiza a redução da bancada do partido no Senado Federal na eleição de 2018. O partido teme um encolhimento na primeira disputa nas urnas após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

A possibilidade do ex-presidente Lula (PT) ser impedido pela Justiça de disputar as eleições é apontado como um dos fatores que poderá prejudicar o desempenho da legenda nas urnas, mas as questões regionais também pesam.

PT nacional teme redução da bancada no Senado Federal (Foto:JailsonSoares/PoliticaDinamica.com)

É o caso do Piauí. O partido deseja que a senadora Regina Sousa (PT) concorra à reeleição, mas a decisão caberá ao governador Wellington Dias (PT). Para garantir a sua reeleição como governador, Wellington negocia a vaga da senadora com outras legendas que devem compor a chapa majoritária, que será encabeçada por ele.

O presidente do PT no Piauí, deputado Assis Carvalho, já defende abertamente o direito de Regina disputar o cargo e incomoda os aliados com esta postura. As demais legendas afirmam que o Partido dos Trabalhadores deve fazer o sacrifício de abrir mão da vaga para acomodar os aliados. Se Regina for candidata, o partido do governador terá duas vagas na chapa majoritária. Isso incomoda as outras siglas.

Assis afirma que a negociação não pode ser feita em gabinete. “Defendo o espaço já conquistado pela Regina. Isso não pode ser um processo de negociação em gabinete. É a sociedade que vai decidir com base nos nomes que são apresentados”, defendeu.

Estão de olho na vaga de Regina Sousa legendas como PSD, PDT e mesmo o MDB. Se os peemedebistas não conseguirem indicar o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Themístocles Filho, para a vaga de vice de Wellington, o deputado Marcelo Castro poderia disputar o Senado.

O governador Wellington Dias defende que o impasse só será resolvido em março. “Não temos pressa. Temos tempo. Tudo será resolvido!”, se limita a responder quando questionado sobre o assunto pela imprensa.

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