Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
WELLINGTON SUSPEITA DE TENTATIVA DE INTERVENÇÃO

GOVERNADOR DO PIAUÍ AFIRMA QUE EXISTEM SETORES INTERESSADOS NO CAOS SOCIAL PARA ABRIR CAMINHO PARA ESTADO DO SÍTIO NO BRASIL

03/04/2020 09:45 - Atualizado em 03/04/2020 10:56

Wellington desconfia de tentativa de golpe (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), desconfia que existem setores interessados em provocar um caos social no Brasil para conseguirem uma desculpa e declararem Estado de Sítio no país. Para o petista, é preciso ficar atento a uma provável tentativa de intervenção militar. Ele não citou nomes, mas a desconfiança é com pessoas do Governo Federal.

Em um entrevista concedida ao deputado estadual Fábio Novo (PT) em live no Instagram na noite da quinta-feira (2), Wellington lembrou que ditadores usaram a crise do novo coronavírus para fazer Estado de Sítio em seus países. Ele avalia que a falta de exames suficientes, a falta de proteção das empresas e a inércia em garantir comida para todos pode ser uma estratégia.

"A quem interessa o caos? A mim, parece que a todo tempo estão querendo levar o Brasil para o caos. Porque se eu não faço os exames, se eu não cuido de quem precisa, se não protejo com EPI, se não boto comida na mesa das pessoas e não protejo as empresas, é claro que isso vai levar a uma convulsão social. Convulsão social é pessoas fazendo movimentos fora da lei. É disso que se trata. Se eu tenho convulsão social no país alguém vai me dizer que vai ter que fazer Estado de Sítio. Uma intervenção. Alguns ditadores aproveitaram o coronavírus para fazer Estado de Sítio. Nós temos que atuar na defesa da Democracia.", alertou o governador.

Wellington disse que já conversou com vários líderes, inclusive ex-presidentes da República. Segundo ele, todos têm a mesma desconfiança e defendem a necessidade de atuar em duas frentes nesse momento de crise: a proteção do povo e da democracia brasileira. 

"Tenho conversado com líderes do Brasil inteiro. Tenho ligado para ex-presidentes da República, para os presidentes da Câmara e do Senado, políticos de diferentes partidos. Eles disseram que compreendem do jeito que eu compreendo. Que a gente precisa sim ter um olhar para a Democracia. Que temos que fazer acontecer rápido aquilo que foi prometido, aquilo que já foi aprovado. Que temos que ter mais exames rápidos. É o Brasil e a vida em primeiro lugar", falou.

ESTADO DE SÍTIO

O site Brasil Escola descreve o Estado de Sítio como instrumento burocrático e político em que o chefe de Estado – que, no Brasil, é o(a) Presidente da República – suspende por um período temporário a atuação dos Poderes Legislativo (deputados e senadores) e Judiciário. Trata-se de um recurso emergencial que não pode ser utilizado para fins pessoais ou de disputa pelo poder, mas apenas para agilizar as ações governamentais em períodos de grande urgência e necessidade de eficiência do Estado.

A forma como o Estado de Sítio funciona depende muito da legislação constitucional que cada país possui. No Brasil e na maioria dos países, o Estado de Sítio possui uma duração limitada – aqui, de 30 dias – e só pode ser estendido em casos de guerra, tendo duração enquanto essa perdurar ou manter-se plenamente ativa. Na Constituição Federal (CF), o funcionamento do Estado de Sítio está fundamentado nos artigos 137 a 141. 

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