Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
PETISTA DIZ QUE NÃO DEIXARAM FHC SALVAR O PAÍS DA CRISE ATUAL

RAFAEL FONTELES LEMBROU QUE O EX-PRESIDENTE APRESENTOU PROPOSTA EM 1999 QUE PODERIA TER EVITADO A SITUAÇÃO ATUAL DO BRASIL

18/10/2017 13:46 - Atualizado em 18/10/2017 15:31

Para Rafael, proposta de FHC mudaria tudo (Foto: Montagem/PoliticaDinamica.com)

Um dos técnicos mais renomados do governo Wellington Dias (PT), o secretário de Fazenda Rafael Fonteles disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) poderia ter evitado toda a crise financeira atual, mas que não deixaram ele fazer isso. Durante audiência com deputados na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (18), ele falou que todo o gargalo previdenciário não existiria se tivessem concordado com uma proposta de FHC em 1999.

Rafael explica que o grande problema para as contas públicas do país e nos Estados são os gastos previdenciários. No Piauí, por exemplo, a folha de servidores inativos cresceu 17% em um ano. Mas tudo isso seria diferente se a proposta de Fernando Henrique tivesse sido aprovada no Congresso. É que atualmente a contribuição previdenciária do servidor público no Brasil está em 11%, mas naquela época FHC propôs que ela fosse de 25%.

O secretário foi categórico ao afirmar que, se tivessem deixado a proposta prosperar, o Piauí e nenhum outro Estado viveria o déficit previdenciário atual, apontado como o maior responsável pela crise financeira nos governos estaduais. Ao ouvir a afirmação, o deputado estadual Mauro Tapety (PMDB) fez questão de perguntar se o aumento proposto por FHC há 18 anos teria sido a solução e Rafael reafirmou o que disse.

Secretário de Fazenda foi à Assembleia (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

SEM CHORORÔ
Rafael Fonteles disse que a reforma da Previdência é urgente para evitar que o Brasil entre em estado de colapso. Ele destacou que dificilmente a reforma será aprovada no atual governo, mas que o próximo presidente da República tem que ter a coragem de fazê-la, independente da reação negativa daqueles que não concordarem com as mudanças.

“Tem que fazer. Pode até não dizer na campanha, mas vai ter que fazer. Não tem jeito”, falou. 

Ele ainda criticou a postura do governo de recuar toda vez que uma categoria faz quebradeira no Congresso em protesto contra as mudanças que a afetam. Para Rafael, todos têm que compreender a necessidade urgente das mudanças em nome do bem do país.

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