Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
OPERAÇÃO TOPIQUE
NO MOMENTO OPORTUNO

COORDENADOR DA FORÇA TAREFA DIZ QUE AVANÇO DAS INVESTIGAÇÕES PODEM APONTAR PARTICIPAÇÃO DE NOVOS AGENTES DA SEDUC NO ESQUEMA

29/01/2019 16:02 - Atualizado em 29/01/2019 20:09

Procuradores explicam ações da Topique (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Até agora, apenas uma servidora da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) está entre os denunciados pela força tarefa da Operação Topique. Lisiane Lustosa de Almendra Freitas, ex-coordenadora de transporte escolar, é acusada pelo MPF-PI de facilitar o esquema de fraudes em licitações e até mesmo receber propinas de empresas envolvidas no esquema.

Questionado pelo jornalista Marcos Melo, do Política Dinâmica, se as investigações apontam que ela trabalhava para o grupo criminoso sem o conhecimento de algum superior dentro da Seduc, o procurador Marco Aurélio Adão, que coordena a força tarefa, disse que as apurações ainda vão avançar nesse sentido e destacou que tudo será revelado no momento oportuno.

"O que nós podemos afirmar neste momento é isso que está na denúncia [a participação dela]. Agora, se há ou não a participação de outros agentes, se há ou não ciência ou anuência deles [superiores] em relação aos crimes que nós comprovamos que foram praticados por ela, nós diremos no momento oportuno", falou o procurador.

Operação Topique terá novas fases (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Ele ressaltou que as primeiras denúncias feitas ainda não levam em conta as fraudes em licitações do transporte escolar nas prefeituras e na Seduc, mas refere-se a organização criminosa, lavagem de dinheiro e atos de corrupção "especificamente delineados". Lembrou, no entanto, que as licitações, inclusive as da Seduc, ainda não foram objeto de denúncia porque as investigações em cada uma delas estão sendo finalizadas.

Depois de concluídas, outros agentes que eram responsáveis por esses procedimentos dentro do órgão estadual podem ser denunciados pela Força Tarefa da Topique. Relatório da Controladoria Geral da União (CGU) cita outros agentes da Seduc, nomeados na gestão da então secretária Rejane Dias (PT), como facilitadores do esquema.

Uma representação do Ministério Público de Contas, segundo o próprio Marco Aurélio Adão, também aponta para o envolvimento de mais agentes da Secretaria de Educação.

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