Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
“NÃO SERIA ÉTICO DA MINHA PARTE”

MARGARETE COELHO DIZ QUE NÃO SERIA ÉTICO DEFENDER PRORROGAÇÃO DE MANDATOS, MAS APONTA QUE ADIAMENTO NÃO DEVE PROSPERAR NA CÂMARA

26/06/2020 12:08 - Atualizado em 26/06/2020 12:24

Deputada fala sobre mudança nas eleições 2020 (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

A deputada federal Margarete Coelho (Progressistas) afirmou na quinta-feira (25) em entrevista à rádio FM Cultura, de São Raimundo Nonato, que não seria ético da parte dela defender prorrogação de mandatos de prefeitos e vereadores. A ideia da prorrogação até 2022 é defendida pelo senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas.

Margarete destacou que tem uma irmã prefeita e por isso não considera ético defender que os atuais mandatos sejam prorrogados. A irmã a que ela se refere é Carmelita Castro (Progressistas), prefeita de São Raimundo Nonato, terra natal delas.

“Não seria eu, que tenho uma irmã gestora municipal, a defender isso. Acho que não seria nem ético da minha parte. Não seria nem ético. Se a matéria chegar ao plenário, diante da pandemia, nós, claro, considerando as regras sanitárias, votaríamos. Mas não me parece que essa matéria [da prorrogação de mandatos] chegue a plenário”, falou.

CENTRÃO QUER DERRUBAR ADIAMENTO

Apesar disso, Margarete avalia que a proposta aprovada no Senado que prorrogou o pleito para 15 de novembro terá dificuldade para prosperar na Câmara dos Deputados. Segundo ela, o adiamento por 40 dias vai é aumentar ainda mais o período de campanha, já que a pré-campanha está em andamento, o que exige contato entre candidatos e eleitores desde agora.

“Isso tem um potencial maior de disseminação do vírus do que o ato de votar em si. O hábito de votar nós podemos, primeiro: espalhar mais as urnas. Ao invés de colocar cinco, seis, dez urnas num colégio, bota uma ou duas. Espalhar para evitar aglomeração naquele espaço. O voto nessa eleição é muito rápido, são apenas dois votos e o eleitor vai levar poucos segundos para votar. A gente pode também ampliar o horário, que hoje é de 8h às 17h e ir de 7h às 22h, por exemplo. Então, seria mais fácil ter protocolos, controlar melhor a disseminação na data da votação do que durante a campanha. É isso que eu tenho ouvido na Câmara”, explicou.

A informação de Margarete bate com o que a imprensa nacional tem noticiado. Insatisfeito com o adiamento apenas por 40 dias e pela rejeição da prorrogação de mandatos, o Centrão articula para derrubar o adiamento na Câmara e deixar a data da eleição em 4 de outubro, mantendo o calendário original. Ciro Nogueira, um dos chefões do Centrão que defendia a prorrogação de mandatos, agora quer manter a data em 4 de outubro. Para ele, vale o ditado: "ou é 8 ou 80".

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