Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
DUDU REAGE CONTRA PROJETO DA PREFEITURA

PARLAMENTAR PETISTA VÊ PROJETO COMO MANOBRA PARA ALIADOS DO PREFEITO FIRMINO FILHO SEREM BENEFICIADOS EM INDICAÇÕES NAS ESCOLAS

17/10/2018 14:09 - Atualizado em 17/10/2018 14:23

Vereador diz que PL visa benefícios políticos (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Um projeto de lei de autoria da Prefeitura de Teresina encaminhado à Câmara Municipal provocou reação e dividiu opiniões. Conforme o PL, os cargos de diretor das escolas integrais construídas nos últimos três anos seriam feitos por meio de indicação e não de eleição, como tem sido desde 2012. Para o líder da oposição na Casa, vereador Dudu (PT), o projeto é um retrocesso e visa beneficiar aliados do prefeito Firmino (PSDB) na hora das indicações.

"Teresina, que tem até um reconhecimento pela qualidade da educação, agora quer retroceder quando tira o direito dos professores, da comunidade, dos servidores e do alunado de escolher seus diretores para que se tenha indicação política. Eu não quero acreditar que no ano de 2018, véspera de uma eleição nacional, se dê um passo retrógrado dessa envergadura. Estou propondo que se faça pelo menos uma audiência pública para que se discuta com todos os envolvidos. Porque isso é uma famosa pauta bomba", reagiu.

O parlamentar petista pediu vista do projeto, que já foi votado em primeira votação. Ele ainda lembrou que no âmbito estadual a eleição para diretores de escolas foi adotada na primeira gestão do governador Wellington Dias (PT), em 2004, e que a prefeitura da capital só passou a fazer o mesmo em 2012. No entanto, Dudu é categórico ao dizer que o Poder Executivo municipal enviar um projeto dessa natureza é um passo negativo na educação da cidade.

Graça Amorim contesta e defende o projeto (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

LÍDER DO PREFEITO CONTESTA
A vereadora Graça Amorim (PMB), líder do prefeito na Câmara Municipal, contestou as afirmações de Dudu e explicou os motivos do projeto. Segundo ela, a proposta abarca apenas as escolas de tempo integral construídas de três anos para cá, unidades que ainda estão sendo implantadas e não possuem um corpo docente formado para eleger os diretores.

"O projeto de lei não acaba com eleição direta para diretor de escola. Ao contrário, ele apenas fala das escolas de tempo integral que estão sendo implantadas, com até três anos de construídas, e esse diretor vai poder ser escolhido de forma indireta, desde que atenda os requisitos dos que são escolhidos de forma direta. Essas escolas novas ainda estão sendo implantadas e não têm um corpo docente formado, que é quem faz a escolha dos diretores. Quem escolhe é o público escolar, as mães e todo o corpo do escola. Então se elas não existem ainda, como podem ser escolhidos por votação esses diretores?", questionou.

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