Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
DIVERSIDADE PARTIDÁRIA NAS FAMÍLIAS

NO PIAUÍ, É CADA VEZ MAIS COMUM QUE MEMBROS DE UM MESMO CLÃ POLÍTICO SE DIVIDAM EM VÁRIOS PARTIDOS COMO ESTRATÉGIA ELEITORAL

14/10/2019 19:17 - Atualizado em 15/10/2019 15:18

Luiz Menezes e Marden: pai e filho em partidos diferentes (Foto: Reprodução/Facebook)

Já se foi o tempo em que alguém se filiava a um partido por ideologia ou por se identificar com suas ideias. No passado, quando o patriarca de uma família era filiado a um dado partido, todos os seus descendentes também eram. Hoje, dane-se o conteúdo programático.

No Piauí, essa situação parece ser ainda mais avançada. Aqui a "diversidade partidária" acontece na mesma casa. É como se o pai acreditasse numa ideia, o filho em outra, a nora, os netos e sobrinhos em outra e por aí vai. Filiação partidária virou um grande balaio de gato.

Na última semana, o prefeito de Piripiri Luiz Menezes se filiou ao Progressistas. O filho dele, deputado estadual Marden Menezes, é do PSDB. Antes de optar pelo Progressistas, Luiz Menezes era do MDB. Progressistas e PSDB estão atualmente em posições políticas opostas.

Flora e Venâncio: mãe e filho em siglas distintas (Foto: Reprodução/Facebook/Venâncio)

Em Teresina, a deputada estadual Flora Izabel é do PT, aliás, uma petista histórica. Já o filho dela, vereador Venâncio Cardoso, é do Progressistas e já anunciou que deve se filiar ao PSDB em breve. Será petista e tucano na mesma casa, ignorando diferenças partidárias.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Oliveira Neto é do Cidadania (antigo PPS). Já o pai dele, o prefeito de Miguel Alves, Oliveira Júnior, é do PT. Nas eleições de 2018, o pai petista liderou a campanha do filho, cujo partido não estava na coligação do PT.

Oliveira Júnior e Oliveira Neto: pai e filho em siglas diferentes (Foto: Reprodução/Facebook)

Na Câmara de Teresina, Ricardo Bandeira é do PSL. Já o filho Sérgio, que cuida da campanha do pai, é vice-presidente estadual do Podemos. Caso fique no partido, Sérgio deverá trabalhar para montar uma chapa proporcional no Podemos, mas o foco dele é o pai, do PSL.

Sérgio Bandeira e o pai estão em partidos diferentes (Foto: Divulgação/Sérgio Bandeira)

Outro exemplo está na casa do prefeito de Teresina Firmino Filho. O gestor é do PSDB, mas sua esposa, a deputada estadual Lucy Soares, é do Progressistas. Em 2018, o PSDB de Firmino tinha candidato a governador, enquanto o partido de Lucy apoiava outro nome para o cargo.

Lucy e Firmino: um dos casos mais emblemáticos (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

Essa é a realidade. Foi-se o tempo em que filiação partidária era por convicção. Hoje em dia, o que importa é tão somente ganhar a eleição e fugir da temida porca em qualquer situação.

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