Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
AQUÉM DO ESPERADO, REFORMA É APROVADA

APÓS REUNIÃO CONJUNTA DE TRÊS COMISSÕES TÉCNICAS, PACOTE DA REFORMA FOI VOTADO E APROVADO NO PLENÁRIO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

26/03/2019 14:36 - Atualizado em 26/03/2019 14:59

Reforma foi aprovada no Plenário da Alepi (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Não é de agora que se fala da necessidade de uma reforma para tentar organizar a contestada estrutura administrativa do estado do Piauí. Depois de muitas discussões, debates, críticas da oposição e argumentos do Governo, o pacote da reforma enfim virou realidade nesta terça-feira (26). Após resolver todas as pendências em uma reunião conjunta nas comissões, os deputados estaduais levaram a matéria para o plenário e aprovaram.

A mensagem considerada mãe da reforma é a que trata da criação e extinção de órgãos e cargos. Ao todo, 28 deputados votaram a favor. Nas comissões técnicas, o pacote recebeu três emendas, inclusive a que manteve a Coordenadoria do Idoso. A emenda foi proposta pela deputada estadual Lucy Soares (Progressistas). O Governo queria acabar com a pasta, mas ela acabou sendo mantida. Além da Coordenadoria do Idoso, também ficam mantidas as coordenadorias de Enfrentamento às Drogas, das Mulheres, de Irrigação e de Juventude.

Já a Fundação Hospitalar do Piauí (Fepiserh), a Gaspisa, a ZPE de Parnaíba e o Metrô não foram oficialmente extintos. Nesse caso, a Assembleia aprovou tão somente uma autorização que permite ao governador Wellington Dias (PT) mantê-los ou não, fato que foi criticado por parlamentares oposicionistas, que ainda tentaram alterar a questão, mas sem sucesso.

Líder da oposição votou a favor, mas fez críticas (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

A oposição votou a favor, mesmo avaliando que as mudanças são tímidas e que não darão os resultados eficientes que o Estado está precisando. O líder da oposição, deputado Gustavo Neiva (PSB), voltou a afirmar que a reforma gestada pelo governador Wellington Dias e sua equipe deveria ter sido bem maior e que as mudanças aprovadas hoje são pequenas.

"Diante dos desafios que o Estado hoje enfrenta, um caos na Saúde, na Educação, está aí o Uespi como exemplo e os alunos sem transporte escolar, os hospitais regionais sem funcionar e a segurança em condições precárias. Então, diante desses desafios, é lógico que a reforma ficou bem aquém das necessidades de economia que o Estado tem", falou Neiva.

Com as mudanças, a estimativa de economia divulgada pelo Governo é de até R$ 400 milhões por ano nos cofres do Estado. Conforme deputados estaduais da base governista, a reforma deve ser sancionada ainda esta semana pelo governador Wellington Dias.

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