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SENADORES REAGEM A INQUÉRITO DA PF

CPI QUER INGRESSAR NO SUPREMO POR RECEIO A ABERTURA DE INQUÉRITO DA POLÍCIA FEDERAL

05/08/2021 10:24

Os senadores da CPI da Pandemia reagiram a ação da Polícia Federal que abriu inquérito nessa quarta-feira (4) para apurar o “vazamento de depoimentos” enviados à CPI. Para Agência Senado, os senadores disseram que o ato é uma tentativa de intimidação e ainda acusam o governo Bolsonaro de uso político da PF.

Essas declarações foram proferidas pelos senadores Fabiano Contarato (REDE-ES), Randolfo Rodrigues (REDE-AP), Renan Calheiros (MDB-AL) e Humberto Costa (PT-CE). O presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse ainda que a CPI vai tomar outras medidas para o caso.

Leopoldo Silva/Agência Senado  Fonte: Agência Senado

“Os vazamentos antes de a gente ter esses vídeos já estavam há muito tempo saindo em meios de comunicação, já era de conhecimento da imprensa, e até então não houve nenhuma iniciativa da Polícia Federal de tentar investigar quem estava vazando de dentro da Polícia Federal. Então, o presidente desta Casa será comunicado pela CPI do que está ocorrendo, nós não vamos permitir”, destacou Omar, lembrando também que a CPI tem a prerrogativa de decidir o que deve ou não ter caráter sigiloso.

Na presidência da reunião, Randolfe acolheu sugestão do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), que sugeriu que seja impetrado um habeas corpus para barrar a investigação da PF. “Constitui crime impedir ou tentar impedir, mediante violência, ameaça ou assuadas, o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito, ou o livre exercício das atribuições. Determino à Secretaria desta Comissão Parlamentar de Inquérito que comunique à Advocacia do Senado, para, de imediato, ingressar com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, a fim de trancar o inquérito ilegal e ilegítimo instaurado no dia de hoje pela Polícia Federal”, informou o senador Randolfe, mencionando a Lei 1.579, de 1952.

Relator da CPI, Renan Calheiros afirmou que atual gestão da PF tem promovido uma série de tentativas de intimidação dos trabalhos do comissão parlamentar de inquérito e contra seus membros. Renan lembrou que promoveram um “indiciamento ilegal do relator”. “Conheço a competência da Policia Federal. Todos que tentam aparelhar a PF deram com os burros n'água. Não adestrarão a instituição”, afirmou Renan.

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