COVIDÃO PIAUÍ: PF PRENDE EMPRESÁRIO

RONALDO ALVES DA SILVA, DA PRODLAB, É ACUSADO DE SUPERFATURAR CONTRATOS PARA DESVIO DE RECURSOS FEDERAIS DE COMBATE À PANDEMIA

Marcos Melo Marcos Melo
25/02/2021 10:26 - Atualizado em 25/02/2021 10:36

A Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da Operação Reagente, que teve início em julho de 2020. Nesta segunda fase, a PF prendeu o proprietário da distribuidora de medicamentos Prodlab, o empresário Ronaldo Alves da Silva. Ele foi preso em sua residência na manhã desta quinta-feira (25). Policiais federais cumpriram ainda 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Picos, Arraial, Isaías Coelho e Teresina. Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Picos.

Preso: empresário Ronaldo Alves foi levado pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (foto: PF ASCOM)

As investigações que contam com a colaboração de 3 auditores do Tribunal de Contas do Estado apontaram para a possibilidade de os crimes apontados na primeira fase poderiam se repetir agora.

Veja o que diz a PF no vídeo abaixo:

Durante a primeira fase da operação foi apurado o desvio de recursos públicos destinados aos municípios de Picos-PI, Bom Jesus-PI e Uruçuí-PI, dentre outros. No total, o prejuízo estimado já ultrapassa mais de R$ 1,3 milhão. 

A PF busca novos indícios do envolvimentos de mais pessoas e dos investigados no esquema de fraude em licitações (foto: ASCOM PF)

Nesta etapa atual das investigações, foram identificadas fraudes em processos de dispensa de licitação com a utilização de propostas fictícias e superfaturamento em contratos firmados pela mesma empresa com os municípios de Arraial-PI e Isaías Coelho-PI, bem como indícios da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva. 

OS mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal em Picos (foto: ASCOM PF)

Os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelos crimes de associação criminosa (art. 288 do CP), desvio de recursos públicos (art. 312 do CP), dispensa indevida de licitação (art. 89 da lei 8.666/93), corrupção ativa (art. 333 do CP) e corrupção passiva (art. 317 do CP), cujas penas somadas podem chegar a 110 anos de reclusão.

Marcos Melo

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