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CADÊ A TERCEIRA VIA ?

ELEIÇÕES SE APROXIMAM E ELEITOR AINDA NÃO TEM OPÇÕES DE VOTO À CANDIDATOS DE DESTAQUE NA TERCEIRIA OU QUARTA VIA PARA 2022

20/09/2021 09:51

Sem nenhum dos postulantes a terceira via se destacando como opção para as eleições presidenciais de 2022, a polarização da campanha entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) dificulta ainda mais a projeção de um novo nome para terceira via. Sem a construção de uma candidatura forte dentre os nomes já disponíveis como terceira via fica ainda mias distante a possibilidade de mudanças no cenário eleitoral para o próximo ano.

Até o momento, os candidatos que se colocam como opção na terceira via não são nomes novos na política e parecem ainda não agradar os indecisos. Os tucanos insistem em apontar como possível candidato o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que ainda não decolou nas pesquisas e aparece sempre com o mesmo percentual, outro que ainda parece descontrolado em alguns dos seus argumentos é o Ciro Gomes (PDT). O pedetista de vez faz um dos seus vídeos polêmicos viralizar, porém nesses vídeos aparece tanto elogiando quanto criticando o ex-presidente Lula, da mesma forma faz com o governo Bolsonaro, mostrando que seu nome como terceira via pode ser “mais do mesmo”.

Enquanto não surge um nome novo ou os “velhos” não se colocam como novo opções, milhões de eleitores aguardam o pleito e assim como em 2018 poderá haverá um novo recorde nas abstenções. Vale lembrar que nesse último pleito eleitoral, 42,1 milhões de brasileiro optaram por votar nulo, branco ou se quer compareceram ao local de votação, sendo que 147,43 milhões de brasileiros estavam aptos a votar.

A esperança do candidato da terceira via é conseguir esse percentual de cerca de 30% dos brasileiros que não tem interesse na volta do PT à presidência, e muito menos querem dar outra chance ao presidente Bolsonaro. Para maioria dos especialistas ouvidos ainda no fim das eleições passadas, o número demonstra o descredito dos eleitores com relação à política e as mudanças que ela pode trazer. Quanto mais se polariza a eleição, maiores as chances do eleitor não se sentir representado por nenhuma das duas opções postas, abstendo-se assim da escolha até mesmo do “menos pior”.  

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