Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
UM PASSO CONTRA A IMPUNIDADE

APÓS TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PIAUÍ NEGAR RECURSO, ACUSADOS DE MATAR BRUTALMENTE O EX-VEREADOR EMÍDIO REIS DEVEM IR A JÚRI POPULAR

24/10/2019 20:00 - Atualizado em 24/10/2019 20:27

Emídio Reis foi brutalmente assassinado em 2013 (Foto: Divulgação/Família)

Os acusados de participarem de um dos crimes políticos mais bárbaros do Piauí vão à júri popular. Esta semana, o Tribunal de Justiça do Piauí negou, por 3 votos a 0, um recurso de Francimar Pereira e Valter Ricardo Silva, acusados de matarem o ex-vereador de São Julião, Emídio Reis. O crime aconteceu em 2013. Segundo a polícia, Emídio foi enterrado ainda vivo.

Francimar e Valter foram pronunciados em agosto do ano passado a responderem pelas acusações no Tribunal do Júri. A defesa deles recorreu, mas a 1ª Câmara Especializada Criminal do TJ-PI negou o recurso e manteve, na quarta-feira (23), a decisão tomada pela Justiça de Picos. Com isso, os dois vão à Júri Popular pelo assassinato brutal do ex-vereador.

Assassinato teve repercussão nacional em série da Record (Foto: Reprodução/TV Record)

O CRIME QUE CHOCOU O PIAUÍ

Emídio Reis tinha disputado a prefeitura de São Julião em 2012, quando perdeu a eleição por apenas 279 votos. Ele entrou com uma ação na Justiça Eleitoral para cassar os mandato da chapa vencedora, cujo acusado Francimar Pereira era vice-prefeito. Meses depois, Emído foi vítima de uma emboscada e acabou morto quando se deslocava de Picos para São Julião.

Ele foi enterrado em uma cova rasa, ainda vivo. O corpo foi encontrado alguns dias depois. Francimar é apontado pelo Ministério Público e pela polícia como mandante do crime.

Em 2015, o caso foi tema de uma série de reportagens da Rede Record. A série "Alvo Político", do repórter Luiz Carlos Azenha, contou os detalhes da história do assassinato de Emídio.

A BUSCA POR JUSTIÇA

No final de 2014, quase dois anos após o assassinato, a Justiça Eleitoral cassou, em primeira instância, o mandato da chapa vencedora na ação movida por Emídio. A cassação foi confirmada posteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE).

Antigo comitê de Emídio virou espécie de memorial (Foto: Reprodução/TV Record)

Passados seis anos do crime, Francimar Pereira segue ativo na política de São Julião. Ele chegou a ficar preso, mas está em liberdade desde 2016. Nesse mesmo ano, o grupo político de Emídio Reis venceu as eleições para prefeito do município. Embora tenha conseguido conquistar a prefeitura, a família do ex-vereador ainda luta para conseguir justiça.

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