Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
O INCRÍVEL AUMENTO PARA O GABINETE MILITAR

ÓRGÃO QUE CUIDA DO GOVERNADOR E SUA FAMÍLIA TERÁ AUMENTO DE QUASE 20% NO ORÇAMENTO, ENQUANTO HOSPITAIS REGIONAIS FICAM SEM REAJUSTE

17/12/2019 15:16 - Atualizado em 17/12/2019 15:34

Deputado classifica aumento de inadmissível (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O líder da oposição na Assembleia Legislativa do Piauí, deputado estadual Gustavo Neiva (PSB), chamou atenção nesta terça-feira (17) para o aumento previsto no orçamento do Gabinete Militar, órgão que cuida do governador e sua família. A pasta terá aumento de 18,23% em relação ao orçamento deste ano, saltando de R$ 24,7 milhões para R$ 30 milhões.

Enquanto isso, o parlamentar cita que o orçamento para os hospitais regionais seguirá o mesmo. Conforme o deputado, a Hospital Tibério Nunes, em Floriano, teve orçamento de R$ 28 milhões em 2019 e não terá aumento para 2020, permanecendo com a mesma verba. Diferente do Gabinete Militar, os hospitais cuidam de milhares de pessoas.

"Como se entende que o governador dá um aumento para ele próprio [se referindo ao Gabinete Militar] em mais de 18%, enquanto para os principais hospitais, que cuidam da saúde de centenas de milhares de pessoas o aumento é zero? Nós propusemos retirar um pouco desses recursos do Gabinete Militar e distribuir com os hospitais que vivem um caos. Mas o governo é insensível e nossa proposta foi rejeitada", afirmou o parlamentar.

Na segunda-feira (16), a oposição apresentou emenda à proposta do orçamento de 2020 propondo o remanejamento de parte dos recursos do Gabinete Militar para os hospitais regionais e para a Uespi, mas a emenda foi rejeitada. Gustavo Neiva ainda lembrou que o reajuste orçamentário para outros poderes foi bem inferior ao do Gabinete Militar.

"Até mesmo para os outros poderes, como Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública o reajuste foi somente a reposição inflacionária, um pouco mais de 3%. Já para o Gabinete Militar foi seis vezes a reposição inflacionária, chegando a 18,23% de reajuste. É preciso que o Governo tenha uma justificativa plausível para isso porque até agora não há nenhuma justificativa convincente. É inaceitável", falou.

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