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“A ÁGUA NÃO PERDOA”, DIZ FIRMINO

PREFEITO COMENTA TRANSTORNOS CAUSADOS POR ALAGAMENTOS E INUNDAÇÕES NA CIDADE E DIZ QUE CAMINHOS DAS ÁGUAS FORAM OBSTRUÍDOS

03/04/2019 15:07 - Atualizado em 03/04/2019 15:30

Firmino lembra que cursos foram obstruídos (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O prefeito Firmino Filho (PSDB) visitou nesta quarta-feira (3) alguns pontos da cidade que estão em situação de alerta por conta das fortes chuvas e das cheias dos rios Poti e Parnaíba. Ele anunciou a decretação de estado de emergência na capital por conta da situação.

Ao falar dos transtornos provocados pelas chuvas na cidade, Firmino disse que além de corrigir problemas do passado, é necessário rigor para evitar que não se criem novas situações que deixem a área urbana vulnerável a inundações e alagamentos. Segundo ele, a água não perdoa quando tem seu caminho obstruído pelo crescimento da cidade.

"Mais do que investir para corrigir os problemas do passado, é preciso que nós tenhamos na legislação de drenagem, que foi aprovada há três anos, uma observância rigorosa para que ao longo do tempo a gente não crie os problemas. Ao longo da urbanização, muitos rios, muitos riachos, muitos caminhos de água são obstaculizados e a água não perdoa", avisou.

Prefeito visitou ponto inundado pelo rio Parnaíba (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

Conforme o prefeito, é preciso respeitar a legislação e o caminho das águas. Firmino lembrou que o processo de urbanização no Brasil foi muito intenso e que na construção das cidades a última obra a ser construída sempre é a de drenagem. Segundo ele, existem dois motivos para essa realidade: o alto preço das obras e o pouco tempo que ela serve durante o ano.

"Dentro da infraestrutura urbana, a última obra a ser construída é justamente a de drenagem. Por que? Porque a obra de drenagem não apenas serve pouco tempo durante o ano, como também é muito cara. Por isso existem problemas graves de drenagem em São Luís, Fortaleza, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. E esse problema reflete na qualidade de vida das pessoas na estação chuvosa. Então é natural que na nossa agenda a questão da drenagem seja sempre o último componente a ser enfrentado", explicou.

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