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PF NA RUA: OPERAÇÃO ACESSO NEGADO II

SERVIDOR DA JUSTIÇA ESTADUAL TERIA AJUDADO ADVOGADOS A MONITORAR INDEVIDAMENTE EXPEDIÇÃO DE MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO E PRISÃO PREVENTIVA RELACIONADOS A OUTRA OPERAÇÃO

16/12/2020 13:00

Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos hoje (16) pela Polícia Federal em Teresina e também na cidade de Matias Olímpio-PI. Segundo a PF, existem indícios razoáveis de que um servidor da Justiça Estadual do Piauí teria realizado acesso indevido a sistemas da Justiça Estadual do Piauí no intuito de informar a advogados acerca de expedição de mandados de busca e apreensão e prisão preventiva decorrente de investigações policiais. Ainda, o inquérito policial aponta que o referido servidor recebeu vantagem indevida no intuito de satisfazer interesse do advogado investigado.

O delegado Allan Reis explicou a operação, veja!


UMA OPERAÇÃO DEPOIS DA OUTRA

A ação da PF é uma segunda fase da Operação Acesso Negado, que no último mês de agosto de 2020 prendeu o jornalista Tony Trindade (apresentador da BAND Piauí) e que investiga atos ilegais de intervenção/embaraçamento a respeito de outra Operação da própria PF, a Operação policial “Delivery”, que apura desvio de recursos públicos do FUNDEB destinado ao município de União-PI e que teve início após a apreensão de R$ 379 mil em União-PI dentro de um veículo alugado pala Prefeitura daquele município que retornava de viagem ao Ceará.

Tony Trindade nega que tenha participado de atos de obstrução de operação policial (foto: reprodução)

À época da primeira fase, o jornalista alegou que "apenas fez o seu dever de jornalista e formador de opinião" ao veicular fatos sobre a Operação Delivery. Além do mandado de prisão preventiva contra Tony Trindade, naquela primeira fase em agosto foram cumpridos 5 mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina-PI e Monsenhor Gil-PI, expedidos pela Justiça Federal de Teresina-PI.

PARTICIPAÇÃO DE ADVOGADOS

Naquele momento foram identificados "atos escusos relacionados a encontros obscuros com agentes públicos no intuito de obter informações sigilosas, acesso indevido a processo judicial sigiloso, convergência e manipulação de versões, atos intimidatórios no intuito de frustrar a investigação policial, dentre outros fatos". A PF suspeitava que advogados participavam do esquema, o que parece ter sido confirmado nesta segunda fase da Operação Acesso Negado, denominada "Epifania".

Os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelos crimes de corrupção ativa/passiva (arts. 317 e 333 do CP), violação do sigilo funcional (art. 325 do CP) e embaraço a investigação que envolve organização criminosa (art. 2º, §1º da lei 12.850/13) cujas penas somadas podem chegar a 22 anos de reclusão.


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