Coluna Lídia Brito Política Dinâmica
DOIS ESTILOS
GENTILEZA CONTRA PRESSÃO

HABILIDOSO, O PRESIDENTE NACIONAL DOS PROGRESSISTAS CONQUISTA O APOIO DOS PETISTAS COM DIÁLOGO ENQUANTO PEEMEDEBISTAS BUSCAM MEDIR FORÇAS

02/12/2017 07:51 - Atualizado em 02/12/2017 08:06

Citado por quatro delatores da operação da Polícia Federal conhecida como Lava Jata, a popularidade do presidente nacional do PP e senador Ciro Nogueira não é das melhores. Há quem aposte que a reeleição dele não será fácil em 2018. Sem ter nenhuma denúncia provada até agora, o progressista é acusado de corrupção pelos delatores e te ter recebido milhões em propina.

Ciro tentar conquistar parlamentares do PT (Foto:JailsonSoares/PoliticaDinamica.com)

Se há dúvidas quanto a honestidade dele, é difícil encontrar quem questione a habilidade política de Ciro.  Na disputa pela vaga de vice na chapa de reeleição do governador Wellington Dias (PT), ele mostra que, na política, a gentileza e o diálogo ainda são os melhores caminhos.

Na batalha pela cobiçada vaga, o senador tem tomado uma postura bem diferente do adversário PMDB e ganha pontos com o PT, especialmente com os parlamentares do partido. Do outro lado, os peemedebistas tem adotado o estilo mais agressivo e são acusados de em alguns momentos até usarem “chantagem” para conseguir o espaço, ameaçando votar na oposição.

Peemedebistas adotam uma postura mais agressiva (Foto:JailsonSoares/PoliticaDinamica.com)

Em duas semanas, Ciro ganhou pontos com os parlamentares petistas e com o próprio governador Wellington Dias na mesma proporção em que o PMDB perdia.  Depois de se reunir com o PT e Wellington, o senador progressista voltou a se encontrar com os parlamentares da sigla, dessa vez sem o principal líder do partido.

Sabendo das dificuldades de 2018, ele quer o apoio da bancada petista para se reeleger. Ciro quer apagar de vez a imagem de traidor e de ajudante do presidente Michel Temer (PMDB) a aplicar um “golpe” que teria resultado no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Se a política é a arte de “não olhar pelo retrovisor”, o presidente do PP quer ser um professor e busca ter como discípulos os parlamentares petistas. Ele quer ajuda dos deputados da sigla para acabar com a imagem negativa que tem entre a militância do partido do governador. E recebeu um sinal positivo nos dois últimos encontros com os petistas.

Enquanto o PP vai no caminho do diálogo, setores do PMDB mostram que a estratégia do partido será o oposto. O PMDB tem se armado como quem vai para uma guerra. Os deputados do partido insistem que se o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, não for o vice do petista, o partido tem força para digamos dificultar a vida de Wellington.

Wellington Dias só vai se decidir em 2018 (Foto:JailsonSoares/PoliticaDinamica.com)

Na oposição, o PMDB deve ser um inimigo difícil. A legenda tem o comando da Assembleia e poder de barrar as votações de interesse do governador petista. Além disso, o PMDB tem a maior bancada da Casa com seis deputados.

São dois estilos diferentes de fazer política: um aposta no diálogo e o outro na demonstração de força. E o vencedor dessa batalha deve ser conhecido somente em 2018. Vai depender também da viabilidade política da reeleição de Wellington. Será difícil o petista querer esnobar um adversário, se o retorno ao Palácio de Karnak estiver ameaçado.

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