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Piauí registra alto índice de feminicídio ocasionados pelo fator religião

TRIBUNAL DE JUSTIÇA E SECRETARIA DE SEGURANÇA IRÃO TRAÇAR O PERFIL DAS MULHERES VÍTIMAS E DOS AGRESSORES

14/11/2019 06:22

O desembargador José James Pereira, coordenador Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI), recebeu, na manhã desta quarta-feira (13), as delegadas Eugênia Villa e Thais Paz para tratar sobre avaliação de risco para mulheres vítimas de violência doméstica. Integrantes da Superintendência de Risco do Governo do Estado do Piauí, as delegadas apresentaram sugestões acerca do Formulário Nacional de Avaliação de Risco, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para avaliação de risco quando do atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica.

“Nós sugerimos apenas mudanças que levem consideração os dados biográficos e apresentem uma abertura [de entendimento] dentro do questionário”, disse a delegada Eugênia Villa. “Fatores como raça, como religião são muito importantes para que tracemos um perfil das mulheres agredidas e dos agressores no Piauí. No nosso estado temos muitos casos de feminicídio, por exemplo, que são motivados por fatores religiosos”, afirmou.

Para o desembargador José James, as mudanças propostas pelas delegadas são bem-vindas. “Esse questionário tem apreciação nacional. As sugestões feitas pelas delegadas são para aperfeiçoar e se adequar à nossa realidade local. Nossa tarefa, na Coordenadoria da Mulher, será nos debruçar sobre esse estudo, mas já podemos adiantar que são sugestões muito positivas”, avaliou o desembargador. “É um trabalho muito dedicado, competentíssimo, feito pela Superintendência de Risco do Governo do Estado do Piauí”.

Segundo o desembargador, o próximo passo será uma reunião com magistrados que atuam no Juizado de Violência Doméstica e Familiar de Teresina para discutir o assunto, nesta segunda feira (18). Também será realizado levantamento de sugestões junto a magistrados das comarcas do interior sobre o tema. “Posteriormente será feito o envio das sugestões ao CNJ, que determinou a inclusão do questionário nos procedimentos de atendimento a mulheres vítimas de violência”, explica o coordenador.


FONTE: Com informações da Assessoria

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