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Mulheres precisam de estruturas iguais às dos homens nas campanhas’, destaca advogada

Procuradora da Ajuspi, Luzinete Barros traça evolução da mulher na política e aponta o principal desafio na atualidade

04/11/2020 11:19

Quem acompanha a luta feminina e os espaços conquistados atualmente não imagina o quão recentes são algumas conquistas do gênero feminino do ponto de vista histórico. Essa análise é da advogada Luzinete Barros, Procuradora da Ajuspi, e entrevistada na última terça-feira (03/11) na Rádio Pioneira de Teresina, falando sobre a importância do voto feminino e da mulher na política.

Segundo ela, há menos de 90 anos, a mulher não tinha qualquer participação na vida política do país, pois, nem mesmo tinha o direito de votar, muito menos de ser votada.

“Depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o Código Eleitoral de 1932, assegurou  à mulher o direito ao voto, porém, ainda de forma restrita: só podiam votar as mulheres casadas (com a devida autorização do marido) e as viúvas e solteiras que tivessem renda própria. Limitações que deixaram de existir com a Legislação de 1934”, explica Luzinete Barros.

A advogada acrescenta que foram muitas as lutas empreendidas pelas mulheres pela igualdade de direitos, luta esta que continua.

“Apesar de representar quase 52% do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda são minorias tanto no executivo como no legislativo. A legislação eleitoral e a jurisprudência dos tribunais têm contribuído para mudar esse cenário, ainda que de forma lenta, com alterações legislativas no sentido de determinar aos partidos que é obrigatório o preenchimento de 30% e o máximo de 70% de candidatos de cada sexo", explica.

Luzinete Barros assevera que um dos maiores desafios enfrentados nas candidaturas femininas, neste momento, é fazer com que as legendas entendam a importância da participação feminina na política e invistam em suas campanhas, dando às mulheres a possibilidade de disputar em grau de igualdade com todos os candidatos.

“A mulher precisa ter consciência da importância do seu voto como instrumento de mudança e precisa se unir em torno das candidaturas femininas. Votar em mulher não por ser mulher, mas votar em mulher porque ela é capaz, porque ela defende bandeiras que afetam diretamente o nosso futuro, porque ela sabe a importância de sua autonomia e de seu protagonismo nas decisões do país”, orienta Luzinete Barros.

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