Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
ESQUEMA NO TRANSPORTE
WELLINGTON DIVERGE DA OPERAÇÃO TOPIQUE

AO CONTRÁRIO DO QUE APONTAM AS INVESTIGAÇÕES GOVERNADOR DIZ TER TOTAL SEGURANÇA DE QUE NÃO HOUVE SUPERFATURAMENTO DE CONTRATOS

04/02/2019 17:00 - Atualizado em 04/02/2019 17:24

Wellington discorda de denúncias (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O governador Wellington Dias (PT) disse nesta segunda-feira (4) ter toda segurança de que não houve superfaturamento nos contratos do serviço de transporte escolar do Piauí. A fala do petista vai na contramão das constatações feitas no âmbito da Operação Topique, que investiga a atuação de uma organização criminosa no transporte de estudantes no Estado.

"O que eu afirmo é que, primeiro: eu tenho toda a segurança de que não houve superfaturamento. Aquilo que é pago por quilômetro é pago com base em um parâmetro nacional. O que o Piauí pagava aqui era o que pagavam os municípios e qualquer estado brasileiro. Mas nós modificamos [agora é pago por aluno e não por quilômetros rodados] e na minha visão nós estancamos de vez qualquer possibilidade de problemas", falou.

Em 2017, o governo mandou para a Assembleia Legislativa uma proposta que modificou a forma de pagamento do serviço de transporte escolar. Ao invés de pagar por rotas, levando em conta os quilômetros rodados, o estado passou a pagar por aluno. Wellington entende que a mudança estancou qualquer chance de fraude, mas mesmo assim assegura que antes da modificação também não houve superfaturamentos, como apontam as investigações.

A segurança que o governador diz ter contraria as constatações da Operação Topique. A força tarefa aponta que além de fraudar licitações, desviar recursos e fazer subcontratações irregulares, o esquema no transporte escolar superfaturava valores em contratos com a administração pública, tanto do governo do Estado quanto em alguns municípios.

Dias alerta para presunção da inocência (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O governador também defendeu que a presunção da inocência seja respeitada com relação aos acusados pela Operação Topique, inclusive a servidora da Secretaria Estadual de Educação, Lisiane Lustosa Almendra. Ela é uma das denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por supostamente atuar em conluio com empresas envolvidas no esquema.

"O que eu tenho que dizer e sempre tenho dito é que aprendi a não pré-julgar. Nem a servidora, nem os empresários e nem qualquer pessoa. Eles têm o direito de defesa, de apresentarem suas razões e espero que, a rigor, cada um tenha olhado para o aspecto da legalidade em cada contrato que fez. Portanto, prefiro esperar terminar todo esse processo. Já vi muita gente ser presa e depois ser colocada como inocente. Então, é hora do Brasil aprender a lidar com a presunção da inocência. Eu, como um democrata, considero toda pessoa inocente até prova em contrário", falou o petista.

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