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COLUNA DO GUSTAVO ALMEIDA: 100 ANOS DE UM PADRE QUE FEZ HISTÓRIA; 17 ANOS DE TACA NA OPOSIÇÃO; PIAUÍ SEM PROJETOS E MISS ASSEMBLEIA

05/09/2019 07:24 - Atualizado em 05/09/2019 08:12

Padre Lira fez história no semiárido piauiense (Foto: Acervo/Gustavo Almeida)

Se vivo estivesse, Manuel Lira Parente, o Padre Lira, estaria completando 100 anos nesta semana. O sacerdote que fez história no sertão do Piauí teria comemorado aniversário ontem (4). Padre Lira morreu aos 96 anos, em setembro de 2015.

O religioso fundou o município de Dom Inocêncio, no semiárido piauiense, a 615 km de Teresina. Décadas antes, criou a Fundação Ruralista, entidade social pela qual desenvolveu inúmeras ações nas mais diversas áreas ao longo de 50 anos. As ações de Padre Lira na região ganharam repercussão até mesmo fora do país nos anos 70 e 80.

Lira se destacou principalmente na área da educação e na luta contra os efeitos da seca no semiárido. Os esforços empreendidos por ele através da Fundação Ruralista fizeram Dom Inocêncio várias vezes ser destaque em publicações nacionais.

O livro “Um homem contra a seca”, da escritora inglesa Peggie Benton, lançado na Inglaterra em 1972 e traduzido no Brasil, é uma das principais obras sobre a saga do sacerdote piauiense. Muitas ações de Padre Lira no sertão foram consideradas pioneiras.

Além do trabalho social através da Fundação Ruralista, ele também foi figura importante na política da região. Na década de 1950, antes de criar a Fundação, Lira foi prefeito de São Raimundo Nonato. Após fundar o município de Dom Inocêncio, governou a cidade por três mandatos, sendo o último encerrado em 2007, quando tinha 89 anos.

Ele está sepultado na Igreja Matriz de São Raimundo Nonato, onde iniciou sua vida sacerdotal.

Marden nunca sentiu o gosto de ser governo (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

17 ANOS NA TACA

O deputado estadual Marden Menezes afirmou ontem (4) que não tem motivos para sair do PSDB. Ele argumentou que está há 17 anos na oposição e “na taca” e se não saiu ao longo desse tempo, não existe motivo para sair agora. O tucano garante que fica.

SÓ DERROTAS

Desde 2002, quando Marden ganhou a primeira eleição de deputado estadual, todos os candidatos a governador apoiados por ele perderam. São cinco tacas seguidas.

O NOME É SILVIO MENDES

Sobre a política em Teresina, Marden falou que espera o retorno do ex-prefeito Silvio Mendes ao PSDB. Para ele, o médico é o nome ideal para ser candidato a prefeito da capital e que o certo seria o prefeito Firmino Filho lançá-lo. "O prefeito Firmino não teria nome melhor para apoiar".

Edson Ferreira foi deputado 20 anos, quase todos na oposição (Foto: PoliticaDinamica)

DNA DE OPOSIÇÃO

Marden é um remanescente solitário, um dos poucos que está na Assembleia há tanto tempo sem saber o gostinho de ser governo. Até dezembro de 2018, Edson Ferreira fazia companhia a ele. Ferreira só foi governo no breve mandato de Hugo Napoleão, em 2002, e no final da gestão Wilson Martins. Ano passado, antes de sair da Alepi, ele disse que tinha “DNA de oposição”.

Henrique Pires lamenta falta de planejamento (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

SEM PROJETOS

Quando era presidente da Funasa, o piauiense Henrique Pires afirmava que o Piauí e os municípios perdiam dinheiro por falta de projetos. Hoje deputado estadual, Henrique diz que houve uma leve melhora, mas que ainda se peca pela falta de planejamento no Estado.

AH SE FOSSE O CEARÁ...

Henrique Pires lembra que em 2016 colocou R$ 16 milhões para se fazer um estudo de viabilidade técnica e econômica da tão falada adutora do Sertão. Passados quase três anos, ele diz que o estudo sequer foi licitado. “Se fosse no Ceará, isso já tinha sido estudado há muito tempo. Falta compromisso dos gestores. Está longe da gente chegar no nível do Ceará”.

Deputada é chamada de miss por colega na Alepi (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

MISS ASSEMBLEIA

Quem acompanha as reuniões da CCJ da Assembleia já se acostumou com o deputado João Mádison (MDB) chamando a deputada Teresa Britto (PV) de miss. Todas as vezes que vai se referir à parlamentar, o emedebista a chama de “nossa miss”. Teresa Britto já está acostumada com a gentileza do colega, mas sempre sorri com a forma de tratamento.

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