Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
SAÍDAS
NOMES TRADICIONAIS DEIXAM A ALEPI

PARLAMENTARES COM VÁRIOS MANDATOS SE DESPEDEM DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA; FAMÍLIAS TRADICIONAIS PERDEM REPRESENTAÇÃO NA CASA

25/12/2018 13:13 - Atualizado em 25/12/2018 13:42

A próxima legislatura na Assembleia Legislativa do Piauí vai começar sem a presença de alguns nomes que se tornaram tradicionais na casa. Com o recesso parlamentar iniciado no último dia 20, eles já se despediram das atividades legislativas do parlamento estadual.

Edson Ferreira (PSDB), Luciano Nunes (PSDB), Robert Rios (DEM), Juliana Moraes Souza (PSB) e Liziê Coelho (MDB) não retornam em fevereiro de 2019. Juntos, eles somam 16 mandatos na Alepi. Dr. Pessoa (SD) e Rubem Martins (PSB), ambos no 1º mandato, também não voltam.

Edson Ferreira deixa a casa após 20 anos (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

20 ANOS DE ASSEMBLEIA
Dos seis deputados titulares que não voltam para a Assembleia em fevereiro de 2019, o que tem mais tempo de casa é Edson Ferreira. O político natural de São Raimundo Nonato está há 20 anos na Assembleia. Ele se elegeu pela primeira vez em 1998 pelo PFL, depois de substituir o irmão Ferreira Neto na representação política da família Ferreira na Alepi.

Ao longo dos 20 anos, Edson quase sempre esteve na oposição. Nas cinco eleições que concorreu, nunca viu seu candidato a governador vencer a disputa pelo Karnak. Só foi da base quando Hugo Napoleão assumiu o governo no final de 2001 após a cassação de Mão Santa e nos últimos dois anos da gestão de Wilson Martins, quando aderiu ao governo.

Em 2017, chegou a integrar de forma meteórica a base do governador Wellington Dias (PT) por orientação partidária, mas logo voltou a ser opositor do petista. Na época, Edson afirmou que seu DNA político é de oposição. De fato, em 20 anos de mandato, quase 18 foram como deputado estadual nas trincheiras da oposição.

Em 2018, Edson Ferreira optou por não disputar a reeleição e apoiou o Themístocles Filho (MDB), embora parte da família Ferreira não tenha seguido a orientação do político. Com a saída de Edson da Assembleia, será a primeira vez nos últimos 80 anos que São Raimundo Nonato não terá um filho da terra como representante na Assembleia.

Luciano exerceu quatro mandatos na Alepi (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

16 ANOS DE ASSEMBLEIA
O segundo deputado com mais tempo a deixar a Alepi em 2018 é Luciano Nunes (PSDB). O tucano está na casa há 16 anos. Foram quatro mandatos. Ele se elegeu pela primeira vez em 2002, quando tinha 25 anos de idade. Antes, seu pai, Luciano Nunes Santos, hoje conselheiro do TCE, havia sido deputado estadual por três mandatos nas décadas de 1980 e 1990.

Em 2018, Luciano abriu mão de uma reeleição considerada tranquila para a Assembleia e optou por disputar o governo do Piauí, enfrentando o atual governador Wellington Dias (PT). O tucano, no entanto, não obteve êxito na disputa e ficou em terceiro lugar. Considerado um parlamentar sereno e de diálogo, ele deixa a Assembleia após 16 anos.

Robert foi duro na fiscalização do governo (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

ROBERT: O LÍDER DA OPOSIÇÃO
Outro nome que fez história na Assembleia foi o de Robert Rios. Após ganhar fama como delegado e superintendente da Polícia Federal que desbaratou o crime organizado no Piauí, Robert entrou para a política anos depois. Se elegeu deputado estadual pela primeira vez em 2006, após ter sido secretário de segurança no primeiro governo de Wellington Dias, cargo que voltou a ocupar na segunda gestão do petista e no governo de Wilson Martins.

Na última legislatura, ganhou destaque como líder da oposição da Assembleia. Com discursos duros e constantes denúncias contra o governo, Robert optou por disputar uma vaga no Senado Federal em 2018 na chapa encabeçada por Luciano Nunes para o governo. Apesar de ter obtido expressiva votação para o cargo, o delegado acabou não se elegendo.

Taxado por uma parcela como "falastrão", muitos também avaliam que a Alepi perde sua voz mais corajosa contra desmandos do governo. O preparo intelectual de Robert também representa, na avaliação da maioria, uma baixa com sua saída do Parlamento. Na semana passada, ele se despediu da casa afirmando que sai sem sentir saudades. No último discurso, a postura de Robert foi elogiada por diversos deputados, inclusive governistas.

Juliana deixa Alepi após dois mandatos (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

SAÍDAS NA REPRESENTAÇÃO FEMININA
Depois de dois mandatos consecutivos, a deputada Juliana Moraes Souza (PSB) deixa a Alepi. Juliana chegou ao parlamento estadual após se eleger em 2010. Na época casada com o então deputado estadual Zé Filho, ela entrou na disputa pela Alepi substituindo o marido, que concorreu ao cargo de vice-governador na chapa vitoriosa de Wilson Martins.

Em 2018, Juliana optou por não disputar a reeleição na Assembleia e apoiar a candidatura do ex-marido Zé Filho, que voltou a disputar um mandato de deputado estadual. Juliana, no entanto, concorreu a uma vaga de deputada federal, cargo para o qual não se elegeu. Zé Filho também perdeu a disputa para a Alepi, fazendo com que os Moraes Souza fiquem, depois de vários anos, sem representação política na Assembleia Legislativa do Piauí.

Liziê não se reelegeu nas eleições de 2018 (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Outra mulher também se despede da Assembleia em 2018. No segundo mandato consecutivo, Liziê Coelho (MDB) não conseguiu se reeleger nas eleições de outubro. Ela se elegeu pela primeira vez em 2010, alçada ao cargo com a força política do marido Luis Coelho, ex-prefeito de Paulistana e ex-presidente da Associação Piauiense de Municípios (APPM).

Liziê foi uma das poucas mulheres naturais do semiárido piauiense a conquistar um mandato de deputado estadual até hoje. Com sua saída da Alepi, a cidade de Paulistana fica sem nenhum representante filho da terra no parlamento estadual.

Dr. Pessoa e Rubem Martins se despedem (Fotos: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

UM MANDATO NA ALEPI
Outros dois deputados titulares de mandato também se despedem da Alepi no final dessa legislatura. Rubem Martins (PSB) e Dr. Pessoa (Solidariedade) terminam o primeiro mandato e não voltam mais em fevereiro de 2019. Eles se elegeram pela primeira vez para o cargo nas eleições de 2014, ambos pela oposição ao atual governo.

Em 2018, Rubem perdeu a reeleição para a Assembleia e Dr. Pessoa disputou o governo do Piauí, ficando em 2º lugar na disputa. Antes de chegar à Alepi, Rubem havia sido secretário de estado no governo do irmão Wilson Martins e Dr. Pessoa era vereador de Teresina.

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