Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
JEOVÁ: UMA PERDA QUE FIRMINO DEVERIA TER EVITADO

PRESIDENTE DA CÂMARA DE TERESINA TEM SE REVELADO UM IMPORTANTE ARTICULADOR NO PRINCIPAL GRUPO DE OPOSIÇÃO AO PREFEITO ATÉ AGORA

26/08/2019 07:57 - Atualizado em 26/08/2019 08:29

Jeová tem sido peça importante na oposição (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Em 2017, o prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB) perdeu um importante aliado. Jeová Alencar, vereador mais bem votado nas eleições de 2016 e presidente da Câmara, deixou a base do tucano. Insatisfeito com uma articulação do vereador para viabilizar sua reeleição na presidência do Legislativo Municipal, Firmino passou a encará-lo como adversário.

A insatisfação é compreensível, mas perder o apoio de Jeová foi um equívoco. O fato de ter o presidente da Câmara como opositor já seria um dano, mas esse não é o maior problema, já que a base de Firmino é esmagadora. Além disso, Jeová, na função de presidente de um poder, tem preferido não impor dificuldades relevantes para a gestão de Firmino.

O grande problema está na questão eleitoral. Hoje, Jeová é um vereador bem articulado, conhece as comunidades e sabe exatamente onde estão os votos. Além disso, adquiriu expertise para navegar bem nos bastidores. Tê-lo como aliado numa eleição municipal é importante. Jeová, aliás, também tem bom trâmite com vereadores aliados do prefeito.

Jeová se tornou grande aliado de Themístocles (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Hoje ligado ao deputado estadual Themístocles Filho (MDB), um desafeto de Firmino, o vereador tem sido crucial na empreitada para consolidar a pré-candidatura de Dr. Pessoa a prefeito da capital. É bem provável que se não tivesse perdido Jeová em 2017, Firmino navegaria em mares mais tranquilos e evitaria certos riscos à sua base, já que o vereador é visto como alguém que pode ajudar a oposição a cooptar alguns nomes da base do tucano.

Na vida e principalmente na política, às vezes é preciso engolir sapos para evitar problemas. Se Firmino tivesse optado por manter Jeová na base, ainda que insatisfeito com a reeleição dele na presidência da Câmara, talvez não tivesse certos empecilhos no cenário da sucessão. Perder Jeová e deixá-lo à disposição do adversário foi, sem dúvida, prejudicial. Ao final de 2020, o prejuízo pode ser sanado, mas pode, também, desencadear numa perda maior.

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