Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
PERDEU
GOVERNO VACILA E É DERROTADO NA CCJ

BASE GOVERNISTA NÃO SE ATENTOU AO FATO DE QUE A OPOSIÇÃO TINHA MAIORIA NA COMISSÃO NO MOMENTO EM QUE MATÉRIA FOI APRECIADA E VOTADA

05/06/2018 13:43 - Atualizado em 05/06/2018 16:00

Oposição aproveitou momento e rejeitou matéria (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

Os deputados estaduais do governo "dormiram no ponto" e foram derrotados nesta terça-feira (5) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia. Uma mensagem do Palácio de Karnak queria a autorização para venda de 600 mil hectares de terras do Estado em 15 municípios na região dos Cerrados piauienses. No entanto, a matéria foi derrubada.

Na formação da comissão nesta terça estavam os deputados estaduais João Mádison (MDB), presidente da CCJ; Francisco Limma (PT), Evaldo Gomes (PTC), Gustavo Neiva (PSB), Marden Menezes (PSDB) e Rubem Martins (PSB). Rubem foi relator da matéria e argumentou que a autorização para venda de terras não pode ser concedida pela Alepi em ano eleitoral. O líder do Governo, Francisco Limma, apresentou voto divergente e rebateu dizendo que a matéria poderia ser aprovada até 180 dias antes da posse do novo governador.

Rubem Martins foi o relator da matéria (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

A base do governista não se atentou para a composição da comissão no momento da votação da matéria e acabou derrotada por 3 votos a 2, já que Gustavo Neiva e Marden Menezes acompanharam o voto do relator Rubem Martins. João Mádison, na condição de presidente, só votaria em caso de empate. A oposição comemorou a vitória em cima do descuido dos aliados do governador e, no entendimento da maioria, a matéria agora só poderá voltar a ser apresentada numa nova legislatura, ou seja, em 2019.

"A CCJ acatou o nosso relatório. O governo quer vender 600 mil hectares de terras piauienses, principalmente na região dos Cerrados, num período eleitoral. A legislação é muito clara e proíbe a venda ou alienação, a não ser por uma ação social ou por outra ação que já venha sendo executada desde o ano anterior, o que não é o caso. O governador queria atropelar a legislação e comercializar essas terras. É uma vitória do povo do Piauí", disse Rubem Martins.

Marden disse que vitória foi do povo do Piauí (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Marden Menezes avaliou que o descuido foi "um momento de infelicidade" da base governista e comemorou o resultado conseguido pela bancada da oposição na CCJ. 

"O governo insiste com um pacotão para vender 600 mil hectares de terras que pertencem a população piauiense, isso num ano eleitoral. Já pensou o Estado alienar 600 mil hectares da nossa população em municípios estratégicos com áreas de grande valia e importância para o povo do Piauí? Pelo fato do governo ter grande maioria na Casa, a base do governo não atentou para a composição da CCJ naquele momento que a matéria estava sendo discutida e votada. Felizmente a oposição, que era maioria no momento, reprovou a matéria", falou.

O líder do governo na Alepi, deputado Francisco Limma, lamentou a situação e teve até dificuldade para explicar o "vacilo", o que certamente vai render um puxão de orelhas vindo do Palácio de Karnak. "O que havia sido combinado é que apresentaria um substitutivo se não tivesse, o que eu fiz, e um outro pediria vista do projeto. Como não houve a vista, então, perdemos no voto. Qualquer um dos outros deputados da base poderia ter pedido. [Eu] poderia ter pedido, mas como apresentei um substitutivo não era recomendável", falou.

Limma disse que algum governista deveria ter pedido vista do projeto para evitar votação (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Já Evaldo Gomes (PTC) ficou visivelmente irritado com o vacilo da base e com o momento de esperteza da oposição. Na CCJ, ele era um dos mais inconformados com a derrota.

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