Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
GOVERNO DO PIAUÍ FESTEJA COM MÉRITOS ALHEIOS

PRESIDENTE DA APROSOJA/PI FALA SOBRE PIB E EXPLICA QUE MUNICÍPIOS QUE MAIS CRESCERAM FORAM OS QUE MENOS TIVERAM INVESTIMENTO PÚBLICO

20/01/2020 15:15 - Atualizado em 20/01/2020 15:58

Alzir Neto, presidente da Aprosoja/PI (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Em novembro de 2019 o Governo do Piauí fez festa com a divulgação dos números do Produto Interno Bruto (PIB) referente a 2017. Conforme o IBGE, o PIB do Piauí cresceu 7,7%, sendo o maior crescimento entre os estados da região Nordeste e o segundo maior do país.

Quem vê o Governo do Estado falando sobre os números, logo pensa que o crescimento se deu por causa das ações governamentais. Ledo engano. Se existe alguma participação do governo nisso, ela é discreta. De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Piauí, Alzir Neto, se dependesse do governo não haveria todo esse crescimento.

Ele cita como exemplo municípios com as maiores elevações do PIB no estado. Conforme Alzir Neto, as cidades com maior crescimento são justamente aquelas com menor investimento por parte do Poder Público, não apenas do estado, mas também da União e dos municípios.

"Eu gosto de me basear em informações estatísticas de órgãos que têm credibilidade. Recentemente, o IBGE e o próprio governo repassou essa informação. Os municípios que mais cresceram, como Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves e Uruçuí, todos em torno da cadeia da soja, são os que menos receberam investimentos da administração pública. Os municípios que mais crescem são os que menos tem investimento público", revela.

Estradas viram lamaçal na região do Cerrado (Foto: Reprodução/Internet)

Os municípios do Cerrado foram um dos maiores responsáveis pelo crescimento do PIB do estado nos últimos anos. Baixa Grande do Ribeiro cresceu 250% em quatro anos, saindo de um PIB de R$ 290 milhões para R$ 750 milhões. Uruçuí saltou de R$ 680 milhões para R$ 1,2 bilhão. São cidades que menos receberam investimento público, conta Alzir.

Um exemplo dessa falta de investimento são as estradas para escoamento da produção. A Transcerrado é a mais conhecida, embora não seja a principal via de escoamento, um detalhe que muita gente não sabe. A principal estrada para transporte da soja é a PI-392. Ambas viram um lamaçal nos períodos chuvosos e muitas vezes os próprios produtores da região precisam mandar consertar. O asfaltamento é prometido há anos pelo governo estadual.

"Não é apenas a Transcerrado. Nós temos outra via importante de escoamento que é a PI-392, conhecida como estrada da soja. Ambas na mesma situação, de atoleiros, total lamaçal e dificuldades tremendas no escoamento, o que implica em custos mais elevados. Esses custos são repassados diretamente aos produtores, que a todo momento têm que cuidar dessas vias para não deixar que esse custo de torne cada vez mais alto", falou.

Produtores sofrem para escoar produção no Sul do Piauí (Foto: Antônio Chies)

A obra da PI-392, que dá acesso a Baixa Grande do Ribeiro, maior região produtora, está licitada há sete anos e nunca virou realidade. "A que movimenta mais [a produção] é a PI-392. A Transcerrado é uma espinha dorsal que foi criada, e todas elas vão se ligar a Transcerrado, mas é fundamental para o crescimento do Estado todas essas vias", encerrou Alzir.

VEJA A ENTREVISTA COM ALZIR NETO

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