Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
COVID-19: MUNICÍPIOS ATRIBUEM CONTÁGIOS AO HOSPITAL TIBÉRIO NUNES

SECRETARIAS MUNICIPAIS AFIRMAM QUE PACIENTES SE CONTAMINARAM APÓS PASSAREM PELO HOSPITAL PARA TRATAR DE OUTRAS DOENÇAS

20/05/2020 12:22 - Atualizado em 20/05/2020 13:22

Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano (Foto: Divulgação/Sesapi)

Os municípios de Parnaguá e Curimatá, ambos no extremo Sul do Piauí, confirmaram essa semana os primeiros casos de Covid-19. As secretarias de saúde das duas cidades atribuem a contaminação dos seus pacientes à passagem deles pelo Hospital Regional Tibério Nunes, de Floriano, que recebe pessoas de toda a região Sul do Piauí.

No caso de Parnaguá, a paciente diagnosticada com o novo coronavírus é uma mulher de 44 anos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela contraiu a doença depois de acompanhar o pai, que sofria de insuficiência renal aguda, no Hospital Tibério Nunes. Ao Política Dinâmica, a secretária Josiane Theresina disse que o contágio se deu após a passagem pelo hospital.

Já no caso de Curimatá, foram duas pessoas confirmadas com Covid-19 na segunda-feira (18). Uma delas é uma senhora de 80 anos que esteve no Hospital Tibério Nunes no início do mês para fazer uma cirurgia corretiva de fraturas em membros superiores. A outra pessoa é uma jovem de 20 anos que teve contato próximo com a senhora de 80 anos.

O Hospital Regional Tibério Nunes está dividido no que a direção classifica como “dois lados”. Para um lado vão exclusivamente os pacientes em tratamento com suspeita ou confirmação de Covid-19. Para o outro, os pacientes com as mais diversas patologias. 

Alguns profissionais de saúde da área que não é destinada à Covid-19 também se infectaram.

Hospital não tem conseguido evitar contágios na outra ala (Foto: Divulgação/H.Tibério Nunes)

Procurado pelo Política Dinâmica, o diretor técnico do Hospital Tibério Nunes, Justino Moreira, afirmou que é difícil atribuir a contaminação à passagem dos pacientes pelo hospital, mas não descartou que isso tenha acontecido. Segundo ele, é possível que pacientes assintomáticos que deram entrada com outras patologias tenham contaminado as pessoas, inclusive profissionais de saúde, do lado que não é destinado aos casos de Covid-19.

“A gente tem um setor específico para Covid-19, com profissionais específicos, de um lado do hospital. E tem o outro lado para onde vão as outras patologias. Agora, alguns pacientes que são assintomáticos, que nos procuram com outras queixas, poderia haver, teoricamente, uma situação em que esse paciente vai para o lado errado, porque ele não apresenta sintomas [de Covid-19] e não teria como fazermos exames em todos que entram aqui”, falou.

Justino garante que qualquer suspeita de Covid-19, por mínima que seja, já é encaminhada para o lado Covid do hospital. No entanto, ele afirma que a investigação sobre o local do contágio de determinados pacientes é bastante complicada e até precipitada.

“É muito difícil dizer que foi aqui hospital. Pode ter sido com um assintomático até fora, qualquer pessoa, até um motorista de ambulância que o trouxe. Rastrear para procurar culpado nesses casos vai ser muito difícil. Não tem como identificar isso nem através de análise. Claro que é um risco, o hospital é um ambiente muito perigoso, porque tudo converge para cá”, alertou.

Na semana passada, o Hospital Tibério Nunes ganhou projeção nacional com o protocolo adotado no tratamento de pacientes com Covid-19. Na ocasião, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, visitou o local acompanhada de técnicos da Ministério da Ciência e Tecnologia e saiu elogiando o que viu na unidade.

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