Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
COMEÇOU DE VEZ A BRIGA POR CARGOS

COM A APROVAÇÃO DA REFORMA ADMINISTRATIVA, PARTIDOS DA BASE ALIADA JÁ TRAVAM OS PRIMEIROS EMBATES SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DE CARGOS

27/03/2019 13:51 - Atualizado em 27/03/2019 14:06

Franzé defende critério que beneficia o PT (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O governador Wellington Dias (PT) afirmou repetidamente ao longo dos últimos meses que só faria a distribuição de cargos na nova gestão após a aprovação da reforma administrativa encaminhada à Assembleia Legislativa do Piauí. Um dia após a aprovação do pacote, que ocorreu na terça (26), deputados da base aliada já divergem sobre os critérios de distribuição.

Nesta quarta-feira (27), o deputado João Mádison (MDB) ficou visivelmente incomodado com o critério defendido pelo petista Franzé Silva. No PT, há um entendimento de que a distribuição deve levar em conta a quantidade de votos que cada partido deu ao governador nas eleições de 2018. Além disso, os petistas defendem que a fidelidade das suas lideranças com a candidatura de Wellington precisa ser considerada na repartição dos cargos.

Franzé explicou que alguns partidos aliados tinham lideranças no interior que não votaram no governador, diferente do PT que, segundo ele, votou integralmente em Wellington. "Tivemos casos de pessoas que votaram dentro da composição, da coligação, mas que tinham lideranças no interior pedindo votos para outro candidato a governador. No PT não. O PT foi 100% direcionado com seus votos para o governador Wellington Dias", alfinetou o petista.

Mádison se incomodou com fala de Franzé (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Não demorou muito para João Mádison reagir à fala. Para o emedebista, Franzé precisa vir a público e dizer quem foi que não teve fidelidade com a candidatura do governador. Mádison afirmou que o petista deve estar mal informado porque provavelmente trabalhou apenas pensando em se eleger e esqueceu de se dedicar à campanha de Wellington. Para João Mádison, o governador precisa reconhecer o espaço do MDB dentro do governo.

"Eles querem excluir o MDB? O deputado Franzé quer excluir o MDB? Franzé, pelo amor de Deus, né! Eu não acredito que ele queira excluir o MDB. O que vale aqui é deputado. Quem foi que votou na reforma administrativa? Foram os deputados ou foi esse mundo de votos que ele disse que o PT teve. Lógico que foram os deputados. O MDB tem seis deputados e o PT tem cinco. Aqui nós estamos discutindo é isso", falou.

João Mádison ainda insinuou que os petistas querem todos os cargos para si, mesmo com a grande quantidade de espaços que já possuem atualmente na gestão estadual. O emedebista ainda alfinetou dizendo que o seu partido vai discutir o assunto é com o próprio governador Wellington Dias e não com figuras como Franzé e nem ninguém do PT.

"Todos nós [do MDB] estávamos afinados votar no governador. Quanto aos cargos, nós vamos dialogar é com o próprio governador Wellington Dias. Não é com Franzé, não é com ninguém do PT. O PT já tem Saúde, Educação, Administração que é do Franzé, secretaria de Planejamento, secretaria de Agricultura e Agespisa. Eles já têm 80%. Na hora da distribuição dos cargos ainda fica 30% dos cargos do interior para o governador que devem ser dados para o PT. A não ser que o PT não queira mais o MDB. Aí é outra coisa", finalizou.

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