Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
CLIMA ESQUENTA NA ASSEMBLEIA

CATEGORIAS DE SERVIDORES E DEPUTADOS DA OPOSIÇÃO REAGEM À TENTATIVA DO GOVERNO DE APROVAR REFORMA DA PREVIDÊNCIA SEM DISCUSSÃO

05/12/2019 13:30 - Atualizado em 05/12/2019 13:44

Reunião terminou sem consenso na Assembleia (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Representantes de várias categorias e deputados da oposição foram até a presidência da Assembleia Legislativa do Piauí nesta quinta-feira (5) cobrar a retirada da urgência na tramitação da proposta de reforma da Previdência estadual. Eles não aceitam que uma matéria tão complexa seja aprovada em menos de uma semana e sem nenhum debate.

Com a aprovação da urgência na quarta-feira (4), a PEC da reforma da Previdência estadual pode ser levada ao plenário já na próxima segunda-feira (9). Oposição e entidades condenam a intenção do governador Wellington Dias (PT) de querer aprovar a matéria com tanta pressa, já que ela chegou a Assembleia Legislativa somente na terça-feira (3).

Governo do Estado quer aprovar sem discutir (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O entendimento das categorias é de que a reforma de Wellington é bem mais danosa para os servidores do que a reforma do Governo Federal. Além disso, deputados desconfiam dos motivos que levaram o petista mandar o projeto às vésperas do recesso de fim de ano. O encontro terminou sem consenso e com ameaças de convocação de greve geral.

"Nós queremos que seja retirado o regime de urgência dessa proposta de emenda constitucional e queremos que ela só seja tratada em fevereiro, fazendo os ajustes e propondo emendas. O que nós queremos é minimizar os prejuízos que os servidores vão ter com essa reforma da Previdência. Esse é um ponto que nós não abrimos mão: tirar o regime de urgência e votar só no próximo ano", explicou a deputada estadual Teresa Britto (PV).

Limma foi enquadrado por membros de categorias (Foto:Jailson Soares/PoliticaDinamica)

Presente na reunião, o líder do Governo na Assembleia, deputado Francisco Limma (PT) sinalizou que a gestão não aceita a proposta. "O regime de urgência já foi aprovado. Ele já está em vigência. Eu pedi aqui que eles formulem o pedido deles e a partir da formulação completa o núcleo da Assembleia e do governo analisa se tem viabilidade ou não, porque tem uma pressão maior que é o déficit da Previdência que passa de R$ 1 bilhão por ano", alegou.

Membros de algumas categorias saíram falando em convocar greve geral para a segunda (9).

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