Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
BASE DE W.DIAS VISLUMBRA CPI QUE ATINGE FIRMINO

LÍDER DO GOVERNO NA ASSEMBLEIA AFIRMA QUE PODERÁ SER ABERTA UMA CPI PARA APURAR GESTÃO DA PREFEITURA NA REGULAÇÃO DE PACIENTES

01/07/2019 21:41 - Atualizado em 01/07/2019 22:12

Aliados de Wellington não descartam CPI que atinge a gestão do prefeito Firmino Filho (Fotos: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

A base do governador Wellington Dias (PT) na Assembleia Legislativa do Piauí não descarta instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tem como alvo principal a gestão do prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB). Quem revelou a possibilidade nesta segunda-feira (1º) foi o líder do Governo na Assembleia, deputado estadual Francisco Limma (PT).

O objetivo, segundo ele, seria apurar suposta retenção da regulação de pacientes do interior nos hospitais de Teresina. Limma argumenta que a capital recebe 52% dos recursos do SUS que entram no Piauí e que todas as prefeituras do Estado contribuem com a média e alta complexidade em Teresina. Mesmo assim, ele afirma que o município dificulta a vinda de pacientes do interior para as unidades da capital, o que prejudica os hospitais regionais.

"Tem uma reclamação muito grande de que os hospitais de Teresina estão deixando os pacientes esperando nos hospitais regionais. É isso que eu acho que a Assembleia precisa apurar, inclusive, se for necessário abrir até uma CPI nós vamos abrir. Para poder encontrar uma solução. Não pode a Prefeitura de Teresina ser a única a regular os pacientes para Teresina. Os pacientes são do Piauí e de todos os municípios do estado. Por que só um município faz essa regulação?", questionou o líder do Governo.

Limma diz que é necessário apurar situação (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Limma mencionou o assunto quando foi perguntado sobre o fato da base de Wellington Dias na Assembleia ter rejeitado uma proposta da deputada estadual Lucy Soares, mulher de Firmino. A emenda de Lucy à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) previa maior destinação de recursos das emendas parlamentares para os hospitais regionais. O petista reagiu, disse que dinheiro de emenda parlamentar não é suficiente para resolver o problema dos hospitais. Para ele, essa discussão sobre a emenda de Lucy tem motivação eleitoral.

"O que a gente precisa discutir e isso não está claro ainda é porque está havendo uma retenção da regulação aqui nos hospitais de Teresina. Na verdade está havendo uma tendência de deixar os pacientes esperando nos hospitais regionais e não abrem vaga nos hospitais de Teresina, já que a capital recebe 52% de todos os recursos do SUS que entram no Piauí. É isso que a gente precisa discutir também e não apenas uma emenda ou outra [...] Não adianta a gente ficar batendo boca apenas em período pré-eleitoral", falou.

O petista afirma que é preciso saber o que está acontecendo. "Se nós não conseguirmos um entendimento é possível [abrir a CPI]. Temos que entender o que está acontecendo com isso. Quantos por cento dos recursos tem a gente já sabe, mas quantos por cento dos pacientes estão sendo atendidos? Não tem justificativa. O hospital de Floriano teve 6.600 regulações, enquanto o HUT só teve 1.300 em 2018. Então precisa a gente discutir isso. Tem alguma coisa que não está ficando bem clara para o Parlamento e nem para a sociedade", falou.

O QUE DIZ A PREFEITURA DE TERESINA?
A reportagem do Política Dinâmica procurou a Fundação Municipal de Saúde (FMS) no final da tarde desta segunda-feira (1º) para comentar as declarações do deputado Francisco Limma. A assessoria de imprensa do órgão ficou de encaminhar um posicionamento, mas até a publicação da matéria, às 21h41, nenhuma resposta havia sido dada.

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