OS TRÊS CAMINHOS DA BASE

WELLINGTON QUER SEUS DEPUTADOS DISPUTANDO ELEIÇÕES EM APENAS TRÊS PARTIDOS; CONVERSAS INDIVIDUAIS COMEÇAM EM MARÇO

Marcos Melo Marcos Melo
06/01/2021 19:00 - Atualizado em 06/01/2021 19:16

O governador Wellington Dias (PT) vai iniciar uma série de conversas individuais com os parlamentares de sua base. Para 2022, serão três as opções de partidos para que eles estejam filiados: PT, MDB e PSD. São os partidos que têm, hoje, musculatura proporcional para disputar cadeiras na Assembleia e na Câmara Federal. Nada de dizer que vai votar no candidato da base e permanecer filiado a partido "independente" ou de oposição, principalmente se este partido for o Progressistas.

As primeiras conversas serão com os presidentes do MDB, PT e PSD, respectivamente, o senador Marcelo Castro, o deputado estadual Limma e o federal Júlio César. 

Marcelo, Limma e Júlio: os presidentes estaduais do MDB, PT e PSD devem ser comunicados em breve da estratégia para ajudar a criar o ambiente de mudanças dentro da base (fotos: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

Nessa situação estão hoje os estaduais Firmino Paulo, Hélio Isaías e Wilson Brandão, além da federal Margarete Coelho. Wellington conta com todos eles ao seu lado, mesmo que Ciro Nogueira seja candidato a governador pela oposição -- coisa que na avaliação dos governistas, está perdendo fôlego, principalmente depois que o senador perdeu Teresina nas eleições de 2020. E desta vez, não poderá haver dúvidas. A permanência no controle de secretarias vai seguir esse critério.

DESPERDÍCIOS E SUPLENTES

Com o fim das coligações -- e com a tendência de que esta seja a regra para 2022 -- Wellington quer facilitar a convocação de suplentes (um número grande de partidos dificulta a acomodação dos que não foram eleitos). E também quer evitar que a base desperdice votos em partidos menores, deixando escapar cadeiras na ALEPI e na Câmara Federal, visto que parte dos deputados da base são "ilhas" de voto em partidos sem "escadinha". 

Este é o caso do deputado federal Flávio Nogueira e do estadual Flávio Junior, seu filho, ambos ainda filiados ao PDT, mas em trânsito para o REPUBLICANOS, onde já está o estadual Gessivaldo Isaías. Neste caso específico desta sigla, Wellington estaria avaliando também que Ciro Nogueira teria influência nacional sobre o caminho do partido e não quer dar espaço a contratempos.

Além deles, também Evaldo Gomes, hoje no Solidariedade, vai ter que ir para um dos partidos grandes. Nos cálculos dos governistas, Evaldo teria uma reeleição inviável fora de um destes partidos. O deputado estadual Oliveira Neto, do Cidadania (antigo PPS), também deverá trocar de partido.

PTB e PL

No caso destes dois partidos, as conversas são mais delicadas. Apesar de respeitar a liderança de João Vicente Claudino no PTB e do deputado Fábio Xavier no PL -- e a bancada de cada sigla na ALEPI, são 2 deputados do PTB e 3 do PL -- Wellington quer saber se os partidos possuem condição de fazer deputados federais.

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