O NORDESTINO SOLITÁRIO

WELLINGTON DIAS, REELEITO DO PIAUÍ, FOI O ÚNICO GOVERNADOR DO NORDESTE A PARTICIPAR DE FÓRUM EM BRASÍLIA; ELE SE ENCONTROU COM BOLSONARO

14/11/2018 15:54 - Atualizado em 14/11/2018 16:23

Governador do Piauí encontra Bolsonaro durante fórum (Foto: Reprodução/Instagram)

O governador reeleito do Piauí, Wellington Dias (PT), foi o único do Nordeste presente nesta quarta-feira (14) no fórum de governadores do Brasil, em Brasília. Ao chegar à reunião, o petista se apresentou como representante do Fórum de Governadores do Nordeste. Mais tarde, se encontrou com o presidente eleito Jair Bolsonaro e adiantou que quer um encontro de todos os governadores nordestinos com o futuro presidente.

"Alguns pontos avançaram, mas [em] outros não chegamos a um pleno entendimento e, na data que for possível, estamos prontos para o diálogo [com Bolsonaro]", afirmou Wellington Dias, informando que há uma agenda em curso com o governo do presidente Michel Temer.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), que está em Israel, enviou o vice, João Leão (PP). Wellington Dias negou que haja resistência por parte dos ausentes. "Quando recebemos o convite, vários governadores estavam com missões no exterior, outros com compromissos, com dificuldades de alteração [na agenda], então acertamos que eu compareceria".

Anfitrião do encontro, o governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também disse que houve desencontro de agendas. "Sei que cada um tem seus problemas, o Renan Filho [de Alagoas], por exemplo, está em viagem e nos comunicou, mas não tem nada de retaliação. Acho que todos querem se integrar a esse novo modelo de administração".

Não compareceram ao encontro os governadores eleitos e reeleitos da Bahia, Rui Costa (PT); do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT); do Ceará, Camilo Santana (PT); do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); da Paraíba, João Azevêdo (PSB); de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD); e de Alagoas, Renan Filho (MDB).

Wellington falou da reunião em rede social (Foto: Reprodução/Instagram)

Pauta

No encontro em Brasília , Wellington Dias destacou que o principal ponto da agenda da região é a segurança pública. "O Nordeste responde por pouco mais de 40% dos homicídios no país. É uma situação muito grave para o país e para a nossa região", afirmou.

Os governadores também têm propostas para combater o desemprego e promover o crescimento da economia, a partir de um política industrial focada no desenvolvimento regional. A questão hídrica também está entre as prioridades.

Norte

O governador eleito do Pará, Helder Barbalho (MDB), chegou ao encontro disposto a deixar claro que a realidade dos estados amazônicos é distinta da vivida por estados do Sudeste e do Sul. Barbalho defendeu que dentro do pacto federativo é fundamental que haja compensação pela Lei Kandir.

“Todos devem contribuir e fazer o seu dever de casa. É necessário que os estados possam ser mais eficientes no gasto público, possam compreender o fortalecimento do desenvolvimento das duas economias para ampliar a sua receita e a sua capacidade de investimento e otimizar a utilização de mão de obra pra não inchar a folha”, disse acrescentando que tais medidas devem ser analisadas paralelamente ao pacto federativo. 

Helder Barbalho defendeu ainda que governos federal e estaduais trabalhem em conjunto. “Se o Brasil não der certo, os estados não darão certo. Se os estados não tiverem capacidade de enfrentar os seus desafios, a sobrecarga acabará recaindo sobre o governo federal. Portanto, é hora de buscar caminhos conjuntos. Dissociar o governo federal dos governos estaduais é absolutamente um equívoco”, alertou.

Carta

Ao final do encontro será elaborada uma carta do governadores. Ibaneis Rocha disse o documento será um registro do encontro e não um texto para o governo eleito. Na programação, está prevista a participação dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE).

Com informações da Agência Brasil

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