GUSTAVO BEBIANNO MORRE AOS 56 ANOS

POLÍTICO FOI COORDENADOR DA CAMPANHA DE BOLSONARO E MINISTRO DO GOVERNO, MAS SAIU APÓS SER “FRITADO” PELOS FILHOS DO PRESIDENTE

14/03/2020 07:44 - Atualizado em 14/03/2020 08:21

O ex-ministro Gustavo Bebianno (Foto: Reprodução/Uol)

O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PSDB, Gustavo Bebianno, morreu na madrugada deste sábado (14) depois de sofrer um infarto fulminante. Ele tinha 56 anos.

A informação foi divulgada pelo jornal O Globo a partir de declaração do empresário Paulo Marinho, presidente do PSDB no Rio de Janeiro.

De acordo com Marinho, Bebianno estava em seu sítio em Teresópolis, acompanhado do filho e de um caseiro. Por volta de 4h30, o ex-secretário comunicou ao filho que estava passando mal e se dirigiu ao banheiro para se medicar, mas sofreu uma queda e teve ferimentos na cabeça. Foi levado a um hospital da cidade, mas não resistiu.

BEBIANNO

Gustavo Bebianno nasceu em 18 de janeiro de 1964, na cidade do Rio de Janeiro. Ele se formou em Direito pela PUC-Rio e entrou na carreira jurídica por um estágio no escritório de Sérgio Bermudes. Bebianno também era neto do ex-presidente do Botafogo, Adhemar Bebianno, e faixa-preta em jiu-jítsu.

Depois de participar da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República e integrar o primeiro escalão do governo, Bebianno passou por um processo de "fritura" –sobretudo por atritos com os filhos do presidente– e acabou demitido.

O ex-ministro deixou o PSL e se filiou ao PSDB a convite do governador de São Paulo, João Doria. Na ocasião da desfiliação de Bebianno, o PSL ainda era a legenda da qual Bolsonaro fazia parte. Agora, já não é mais.

ENTREVISTA NO RODA VIVA

No último dia 2 de março, Bebianno foi entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura. Na entrevista, ele revelou bastidores da campanha e do governo de Jair Bolsonaro. Em um dos intervalos da atração, o ex-ministro confessou ter medo de contar tudo que sabia e apontou para o filho, dizendo que ele era seu único segurança.

De coordenador da campanha de Bolsonaro e ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Bebianno passou a ser encarado como desafeto pela família do presidente após ser "fritado" no governo, principalmente pelos filhos de Jair Bolsonaro.

Com informações do Poder 360

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