FALTA DEBATE: WELLINGTON CRITICA PRIVATIZAÇÕES “A TOQUE DE CAIXA"

O GOVERNADOR COMENTA A ONDA PRIVATIZADORA TRAZIDA PELO PRESIDENTE MICHEL TEMER E DIZ QUE UNIÃO DEVERIA ADOTAR MODELO DAS PPPS

25/08/2017 10:08 - Atualizado em 25/08/2017 11:23

O governador diz que ações do governo podem gerar “grande prejuízo” para a população (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Por Ananda Oliveira e Marcos Melo

O governador Wellington Dias (PT) comentou, em entrevista à imprensa, o pacote de privatizações lançado pelo presidente Michel Temer (PMDB) e que deve ter seguimento em breve. A lista é extensa e inclui mais de 50 ativos estatais, entre eles a Casa da Moeda, e a venda da Eletrobrás, a maior empresa de energia da América Latina. Algumas distribuidoras foram privatizadas ainda no governo FHC. O presidente da Cepisa Arquelau Siqueira Amorim Júnior declarou em abril que a privatização da companhia, que é distribuidora do grupo Eletrobrás no Piauí, deve ocorrer ainda este ano.

“Eu só lamento nesse processo todo é a falta de debate. E o resultado disso é que, a toque de caixa, muitas vezes lá na frente pode ter tido um grande prejuízo, um grave prejuízo para o povo brasileiro”, declarou.

Assim como vários setores de oposição à Temer, o governador critica as decisões tomadas de forma unilateral pelo Planalto. Ele sugeriu ainda que o governo federal adotasse o modelo de parcerias público-privadas (PPPs) ao invés das privatizações. No Piauí, o governador já realiza a parceria em vários setores e, assim como o presidente Michel Temer, também é criticado.

“Eu converso com quem eu quiser, na hora que eu achar mais oportuna e onde eu quiser”, declarou o presidente Temer ao Jornal do SBT, em entrevista veiculada na noite de ontem (24). Analogamente, é como ele tem sido visto quando se trata das medidas impopulares que vem empreendendo. 

Em Brasília, os últimos meses têm sido uma correria. Tudo é feito às pressas, sem muita discussão. Reformas que alteram drasticamente as relações de trabalho ou o direito à previdência social são aprovadas “a jato”. Com a justificativa de que uma verdadeira catástrofe pode ocorrer caso tais medidas não sejam aprovadas pra ontem, a voz popular é abafada e a sociedade é colocada à margem das decisões.

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