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CRISE NA SAÚDE: PREFEITO CALA SINDICATO

PREFEITO CORTA GRATIFICAÇÕES, MANDA SERVIDORES EM GRUPO DE RISCO RETORNARTEM AO TRABALHO PRESENCIAL E SINDICATO FICA CALADO DIANTE DE CRISE

17/01/2021 12:31

Profissionais de Saúde de Teresina estão apreensivos. As notícias que se espalham pelos corredores da Fundação Municipal de Saúde (FMS) são de que os contracheques referentes ao mês de janeiros de 2021 já não conter a gratificação por insalubridade no combate ao Covid-19. Além disso, os servidores que estavam em trabalho remoto ou afastados por pertencerem ao grupo de risco da pandemia de coronavírus foram obrigados a retornar ao trabalho presencial.

Pessoa botou moral: Sindserm não fala com novo prefeito do jeito que falava com o antigo, não é Sinésio? (fotos: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

Se por vergonha, medo ou acordo, não se sabe, mas o SINDSERM (Sindicato dos Servidores Públicos de Teresina) silenciou diante da gestão do Dr. Pessoa (MDB). O curioso neste caso é que a insalubridade de 40% que os profissionais de Saúde estavam recebendo até aqui foi uma gratificação instituída pela gestão do ex-prefeito Firmino Filho (PSDB), criticado diária e fervorosamente pelo SINDSERM.

O pagamento da insalubridade foi anunciado em abril de 2020 e alcançava todos os servidores na linha de frente do combate à pandemia, independente da natureza do vínculo profissional.

Até aqui, o SINDSERM se limitou a, discretamente, solicitar a suspensão da portaria 003/2021 da FMS, que obriga o retorno dos servidores afastados. Sem nenhum tipo de manifestação liderada pelo coordenador Francisco Sinésio em frente à Prefeitura, FMS ou Câmara Municipal. 

TEM CONDIÇÃO DE RECEBER GENTE DE FORA?

Para aumentar a preocupação dos servidores, Doutor Pessoa aceitou receber pacientes vindos do Estado do Amazonas, onde a cepa mais contagiante do coronavírus já fez a capital Manaus viver seus piores momentos de toda a pandemia nos últimos dias.

Segundo o prefeito, o Hospital Universitário criou vagas específicas para esses pacientes vindos de fora, o que não interfere na oferta imediata que já era oferecida pela FMS aos teresinenses.

E o salário, ó: Pessoa teria cortado insalubridade de 40%, mandado servidores em grupos de risco voltarem ao trabalho presencial e mudado regras de gratificação; enquanto isso, recebe pacientes de fora do estado com nova cepa de coronavírus (foto: Jailson Soares | politicaDinamica.com)

Perguntamos à Prefeitura de Teresina sobre o corte da insalubridade e as novas regras do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) de maneira objetiva, mas a FMS se dispôs a dizer apenas que “O Ministério da Saúde suspendeu recursos para o Nasf e COVID. Os recursos foram enviados até 31 dezembro. Não existe previsão de recursos do Ministério da Saúde para esses casos. A FMS está mantendo e ampliando assistência COVID mesmo sem aporte financeiro do Governo Federal. O prefeito está tentando recursos para manutenção de toda assistência que os pacientes precisarem”.

Ou seja: Pessoa aceitou receber pacientes infectados com a nova cepa do coronavírus à pedido do Governo Federal, mas esqueceu de perguntar ao mesmo Governo Federal sobre o financiamento do combate à pandemia. Deixou servidores à mercê da própria sorte, sem compensação pelo risco e decepcionados com o tratamento dado pela nova gestão.

E olha que o prefeito é médico.

DEVE ESTAR DE FÉRIAS

De algum jeito, Pessoa calou o sindicato que, antigamente, estava sempre se manifestando por qualquer motivo. O Política Dinâmica tem tentado insistentemente entrar em contato com alguém que fale pelo SINDSERM de maneira oficial. Não obtivemos sucesso, mas o espaço está aberto para manifestações posteriores.

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