COVIDÃO: PF FAZ BUSCAS NA CASA DE FLORENTINO

SECRETARIA DE SAÚDE PAGOU EMPRESAS ANTES DE ASSINAR CONTRATOS, ESCONDEU DOCUMENTOS E ATRAPALHOU FISCALIZAÇÃO DE ÓRGÃOS DE CONTROLE

Marcos Melo Marcos Melo
12/01/2021 16:14 - Atualizado em 12/01/2021 16:27

O céu promete desabar na cabeça do atual secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto, do PT. Um dos endereços visitados pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União durante a Operação Campanile é sua casa no município de Parnaíba. Mas o problema não é (apenas) este. Além de Florentino, pelo menos outros 5 diretores dele na Secretaria de Saúde também são alvos das investigações do Covidão no Piauí.

Investigado: Florentino é suspeito de participar de esquema que superfaturou contratos na Secretaria de Saúde do Piauí durante a pandemia de Covid-19 (foto: Jailson Soares | Ascom PF | PoliticaDinamica.com)

Segundo a delegada Milena Calland, as investigações da PF tiveram início no mês de junho de 2020, após uma denúncia, presencial, em que a fonte das informações abasteceu a polícia de informações sobre o suposto esquema e pediu para não ser identificada, o que de fato aconteceu. E após análise conjunta com a CGU, o que se verificou foi os “fortes elementos” da denúncia foram “ratificados facilmente”.

Desenhando para que não haja dúvidas: a PF e a CGU já estavam investigando a SESAPI e as empresas envolvidas enquanto as despesas que somaram mais de R$ 33,72 milhões de reais eram ordenadas dentro da secretaria.

Veja um resumo da coletiva de imprensa realizada pela Polícia Federal para comentar a Operação Campanile:


“MIGUÉ” DE FLORENTINO

Homem de confiança do governador Wellington Dias (PT), por meio de sua assessoria de imprensa, o secretário Florentino Neto alegou que sua gestão colabora com a Polícia Federal e com a Controladoria-Geral e sempre agiu com transparência.

É mentira. Pura e simples.

As investigações foram necessárias exatamente pela falta de transparência da gestão do petista. Segundo a PF, em pelo menos dois casos, a SESAPI pagou as empresas antes mesmo de haver contrato.

Tem mais. Mesmo depois de pagar antes e assinar depois o contrato, em pelo menos um dos casos, a publicação no Diário Oficial se deu um mês após seu início.

Veja nosso comentário na TV Dinâmica:

“Isso é grave (...) fica difícil poder fazer algum monitoramento alguma fiscalização, algum acompanhamento, foi nesse sentido que as investigações fluíram”, comentou o Glauco Soares Ferreira, superintendente da CGU-PI, durante coletiva de imprensa.

Veja a nota da SESAPI:

NOTA OPERAÇÃO SESAPI

A Secretaria de Estado da Saúde informa que colabora plenamente com as investigações da Polícia Federal deflagradas na manhã nesta terça (12). O órgão ressalta sua transparência e seriedade durante todo o trabalho de combate a pandemia do coronavírus e destaca que todos os procedimentos contratuais e licitatórios obedecem, rigorosamente, o que prevê a lei. A Sesapi reconhece o trabalho e o dever da polícia de investigar e irá mostrar, ao longo do processo, que não há nenhuma irregularidade em suas ações.

Marcos Melo

Marcos Melo

Jornalista

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