CENTRO DE REFERÊNCIA À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA FEZ MAIS DE 1.700 ATENDIMENTOS

ESTE FOI UM IMPORTANTE TRABALHO DESENVOLVIDO DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19, VISTO QUE O ISOLAMENTO SOCIAL TAMBÉM FEZ CRESCER O RISCO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

09/11/2020 13:54

Especializado em receber mulheres em situação de violência, o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), mantido pela Prefeitura de Teresina, realizou 1.776 atendimentos no período de janeiro a outubro deste ano. Um total de 358 mulheres procuraram o serviço pela primeira vez. Este foi um importante trabalho desenvolvido durante a pandemia de Covid-19, visto que o isolamento social também fez crescer o risco de violência doméstica.

“Com a possibilidade do contato via ligação e Whatsapp, os números de atendimentos aumentaram expressivamente. Continuamos com o atendimento remoto, mas vale destacar a importância do formato presencial, o olho no olho, para que a mulher realmente se fortaleça”, destaca a coordenadora do Centro, Roberta Mara.

O local disponibiliza atendimento social, psicológico e jurídico às mulheres que tenham sofrido ou estejam sofrendo qualquer forma de violência de gênero, quer seja esporádica ou de repetição, ocorrida em relações domésticas ou familiares, relações íntimas de afeto, de confiança ou proximidade, ou que tenham sido praticadas por pessoas desconhecidas, em espaços públicos ou privados.

“Além destes atendimentos, as mulheres participam de cursos de capacitação profissional e inclusão econômica, grupos reflexivos, seções de massagens e também de atividades para levantar a autoestima, como corte de cabelo, dança, consciência corporal, dentre outros”, acrescenta Roberta Mara.

Ela ressalta que as atividades em grupo favorecem o desenvolvimento da autoconfiança e da autoestima, através da reflexão sobre os papéis de gênero e do contato entre as mulheres que vivenciam situações semelhantes de violência e violações de direitos. “A troca de experiências estimula o compartilhamento de vivências, a desnaturalização da violência, a compreensão dos comportamentos abusivos e a desculpabilização da mulher com relação à violência sofrida”.

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