Falta escutar mais!

População reclama de problemas antigos e recorrentes que continuam sem solução; Talvez o prefeito precise ouvir mais quem sofre com isso

06/04/2015 10:50 - Atualizado em 06/04/2015 19:16



por Marcos Melo

Em entrevista ao Bom Dia Piauí, da TV Clube, na manhã desta segunda-feira (06), o prefeito Firmino Filho falou a respeito dos problemas enfrentados pela população como a falta de saneamento básico, regiões que estão sofrendo com alagamentos, caos no trânsito e, especialmente, problemas de atendimento nos postos de saúde e hospitais da capital. 

Segundo o prefeito, todos os problemas estão sendo solucionados, cada um a seu modo. Apesar disso, reportagens da emissora de televisão mostraram problemas antigos, já velhos conhecidos da população, e que nunca foram solucionados.

Um dos problemas citados foi a falta da presença de médicos nas unidades de saúde de Teresina. Diz-se “falta da presença” porque segundo o próprio Firmino “não faltam médicos em Teresina”. Realmente, contratados não faltam, mas a fiscalização para que eles cumpram os horários e dias determinados para os respectivos postos de saúde, isso falta sim! 

A Prefeitura tem recebido reiterada denúncias, tanto através dos veículos de comunicação como através da própria população, de locais em que os médicos não aparecem todos os dias da semana e a situação piora nas vésperas ou durante os feriados. Quando vão, ou atendem mal ou chegam atrasados, normalmente cumprindo um expediente bem inferior para o qual são pagos. Lógico que existem postos em que o funcionamento acontece, mas estes locais acabam ficando sobrecarregados, já que a população acaba recorrendo aos locais onde sabe que será atendida.

Como em toda e qualquer profissão, existem os bons e maus profissionais. E nesse caso específico estamos nos referindo àqueles que assumem uma atividade sem condições ou vontade de exercê-la com eficiência e, consequentemente, assumindo o ônus de serem criticados. Pior: assumem a postura de prejudicar uma parcela considerável da população. Esses são dignos de revolta e insatisfação. O problema é que para estes médicos só teria solução uma boa aula de ética, que lhes parece faltar na faculdade. Ou melhor, uma boa lição de humanidade. Talvez servisse para os que o mínimo de noção do que seja isso. 

Mas pior que saber que existem profissionais assim atendendo, ou melhor, não atendendo a população, é saber que o problema poderia ser facilmente resolvido pelos que gerem a saúde. Sabe como? Ouvindo a população! Isso mesmo. Parece simples, mas para os gestores parece que não é. A Prefeitura está sendo informada dos problemas recorrentes no atendimento à saúde pública e continua a fechar os olhos para isso.

Muitos destes médicos, alguns em estágio probatório, fazem o que querem e como querem nos postos de saúde da capital, nos plantões dos hospitais. Sabe o que vão fazer quando tiverem seus concursos homologados? Com certeza, bem pior do que já fazem. Cabe aos gestor público fiscalizar, mas mais que isso moralizar para que o atendimento seja de excelência.

Lembre-se, prefeito, falta de educação, de ética, pode ser contagiosa. Basta um fazer e não ser punido, para outros que não têm tanta segurança de si para seguirem. O senhor disse hoje de manhã em entrevista que “O trabalho da Prefeitura é voltado para o dia a dia da comunidade”. Pois esteja presente no dia a dia da população, escute a população, e esteja atuante na resolução destes problemas. Nem todos serão resolvidos. Mas alguns deles serão resolvidos sem nenhum custo a mais para a PMT que não simplesmente ouvir e agir. 

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