Coluna Marcos Melo Política Dinâmica
COMISSÃO DO IMPEACHMENT
PIAUÍ VAI DAR 4 VOTOS A FAVOR DE DILMA

PAES LANDIM (PTB), ASSIS CARVALHO (PT), FLÁVIO NOGUEIRA (PDT) E JÚLIO CESAR (PSD) VOTAM NA CARTILHA DO GOVERNO FEDERAL E ESTADUAL E JÁ SÃO CONTADOS COMO VOTOS CONTRA O IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF

17/03/2016 17:57 - Atualizado em 17/03/2016 20:07

O Piauí tem 4 representantes na Comissão do Impeachment da Câmara Federal. E a presidente Dilma Rousseff tem esses 4 votos a seu favor e contra o impedimento. Pelo menos essa é a contagem que corre em Brasília.

O deputado Paes Landim, do PTB, é amarrado ao Governo Federal e ao governador Wellington Dias.

O deputado Assis Carvalho é do PT, partido da presidente Dilma Rousseff.

O deputado Flávio Nogueira, do PDT, só é deputado porque Dilma Rousseff fez do deputado Marcelo Castro (PMDB) ministro da Saúde, ou seja, esse voto está "alugado".

E o deputado Júlio Cesar, do PSD, nunca foi conhecido pelo ímpeto de oposição. Na verdade, dentre os 4 piauienses, seria ele a única dúvida sobre o voto, mas caso decida votar a favor do impeachment, podemos ter todos a certeza de que só o fará quando seu voto não for mais necessário para que o impeachment aconteça.

[Atualização às 20h00, em 17 de março de 2016]

Conseguimos entrar em contato telefônico com o deputado federal Júlio Cesar, do PSD. E de acordo com ele, sua indicação para a comissão foi condicionada a "independência de voto". Ou seja, ele não estaria obrigado a votar de acordo com a vontade do próprio PSD. O que isso significa. Bem, de acordo com o próprio deputado federal, isso significa que ele vai "estudar o caso". 

Para Júlio, que se diz um "homem de números", é preciso analisar as denúncias sobre as pedaladas fiscais do Governo Dilma Rousseff. São essas manobras fiscais os principais pilares do pedido do impeachment.

Júlio Cesar observa que, neste momento, não há possibilidade de antecipar um voto. De todo modo, em sua avaliação se as denúncias se confirmarem de modo contundente, não seria possível divergir. Mas repetiu várias vezes: não há um voto antecipado neste momento. 

[Atualização finalizada às 20h00, em 17 de março de 2016]

COMISSÃO INSTALADA E 45 DIAS PARA DECIDIR

Líderes dos 24 partidos com representantes na Câmara dos Deputados indicaram nesta quinta-feira (17) os 65 nomes para compor a comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O prazo inicial para apresentar os nomes era até 12h, mas foi prorrogado até 13h.

A comissão foi eleita por 433 votos a favor e apenas 1 contrário. "Está eleita a comissão especial destinada a dar parecer quanto à denúncia contra a senhora presidente da República", anunciou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), às 15h48.

Pela proporcionalidade das bancadas, PT e PMDB serão os dois partidos com mais integrantes na comissão, 8 cada. O PSDB terá 6 representantes.

Segundo o presidente da Câmara, 45 dias é um “prazo razoável” para concluir toda a tramitação do processo de impeachment na Casa.

A criação da comissão ocorre um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por maioria, embargos apresentados por Cunha contra o julgamento do tribunal sobre rito de impeachment. O peemedebista questionava, entre outros pontos, a proibição de chapa avulsa para a comissão e a eleição por voto aberto.

O STF manteve a exigência de votação aberta e fixou que só poderiam concorrer nomes indicados pelos líderes, sem a possibilidade de uma chapa avulsa entrar na disputa.

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