Coluna Marcos Melo Política Dinâmica
DINO ESTIMULA ECONOMIA MARANHENSE

A CRISE FINANCEIRA BATEU À PORTA DO MARANHÃO, TAL QUAL ACONTECEU NO PIAUÍ, E AO CONTRÁRIO DE W.DIAS, FLÁVIO DINO DIMINUIU IMPOSTOS PARA REAQUECER O SETOR PRODUTIVO

13/11/2017 18:57 - Atualizado em 13/11/2017 19:19

Flávio Dino (PCdoB) saiu na frente de Wellington Dias (PT) e o Maranhão se beneficia do erro estratégico do Piauí, reduzindo impostos e estimulando os setor produtivo enquanto W.Dias empurra os investimentos para fora do estado e quebrando iniciativa privada (foto: Thiago Amaral | politicaDinamica.com)

Imagine o que é ser governador de um estado, no Nordeste do país, mergulhado em profundas diferenças sociais e que para realizar transformações significativas e necessárias na sociedade ainda perde R$ 1,3 bilhão em receitas que seriam investidas em serviço público. Esse é Flávio Dino e o estado é o Maranhão. E deixando de lado qualquer afinidade ou desavença político-partidária, há de se respeitar um entendimento que sua gestão teve nos últimos anos e que ficou explícito nas últimas semanas, pelo menos para os vizinhos do estado do Piauí: a redução de impostos.

Wellington Dias parece fechar os olhos diante das explicações e do exemplo claro do Maranhão; Flávio Dino pensa além de 2018, deixa campanha de lado e investe no Maranhão dos próximos anos (foto: Thiago Amaral | PoliticaDinamica.com)

A lógica piauiense é absurda se comparada à maranhense. O governador Wellington Dias, do PT, enfrenta em termos gerais, as mesmas dificuldades de Flávio Dino, do PCdoB, no Maranhão. Mas o caminho tomado foi completamente diferente. Diante da impossibilidade de manter o ritmo de gastos com funcionários comissionados, estruturas políticas de governo e investimentos em ações político-eleitorais, o petista só viu uma maneira de "equilibrar" gastos: arrecadar mais, de modo imediato, aumentando impostos. Foram dois aumentos em 2017, o último deles gerando um desgaste imenso para governo e Assembleia legislativa, porém, irreversivelmente aprovado.

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Mas em todo lugar em que há muita gente chorando, quem vende lenço tem a chance de se dar bem. O aumento de impostos no Piauí coincidiu com a redução no estado do Maranhão. Dino resolveu esperar um pouco mais, reduzir suas contas de gestão e estimular o setor produtivo a fazer circular no estado dinheiro que não seja proveniente de transferências federais. Flávio Dino não está pensando nas eleições de 2018. Está pensando no maranhão dos próximos anos.

Flávio Dino tem feito no Maranhão bem diferente do que Wellington Dias tem feito no Piauí; a diferença é tão grande que investimentos daqui devem continuar migrando para a margem oeste do Rio Parnaíba (foto: Thiago Amaral | politicaDinamica.com)

O governador Wellington Dias fez força para "empurrar" para fora do estado várias possibilidades de investimento e Flávio Dino apenas abriu as portas do Maranhão. Os empresários do setor de combustíveis, por exemplo, já sentiram a perda de receita e mercado para os concorrentes do outro lado do rio Parnaíba. E este é apenas um exemplo. Industrias estão escolhendo Timon-MA ao invés da capital do Piauí.

Wellington Dias tem se negado a diminuir o número de comissionados e fazer cortes necessários na sua gestão, assim, aumentou impostos duas vezes este ano no Piauí, uma solução bastante diferente do que tem feito o Maranhão (foto: Thiago Amaral | PoliticaDinamica.com)

Flávio Dino, comunista, diz acreditar numa retomada da economia e que o início disso já está em curso. E tem que agradecer, sinceramente, ao governador do Piauí, que está dando uma ajuda boa nesse caminho. Mas, ainda assim, Dino aponta que as gestões públicas devem ser fiéis à responsabilidade fiscal e gastar somente de acordo com o que arrecada. 

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