Coluna Marcos Melo Política Dinâmica
A NOVA FASE DA TOPIQUE

GOVERNO SOB SUSPEITA: JUSTIÇA FEDERAL DERRUBA LIMINAR QUE TIROU EMPRESÁRIO DA CADEIA E POLÍCIA FEDERAL ENCONTRA NOVOS CRIMES DEPOIS DE GRAMPEAR SUSPEITOS

18/12/2018 22:45 - Atualizado em 19/12/2018 09:38

O governador Wellington Dias e a ex-secretária de Educação Rejane Dias já tem motivos para perder o sono neste fim de ano (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

A partir de hoje, qualquer hora é hora para a segunda fase da Operação Topique. E ela pode ir além da Secretaria de Educação. O Tribunal Regional Federal da 1a. Região derrubou a liminar que mantinha em liberdade o empresário Luiz Carlos Magno, dono da LOCAR/LC Transportes. Ele é apontado pela Polícia Federal como o cabeça do núcleo empresarial do esquema que pode ter desviado mais de R$ 120 milhões do transporte escolar no Piauí.

O processo continua seguindo em sigilo, mas fontes do Política Dinâmica apontam que Luiz Carlos deve se apresentar em até 48 horas para voltar à carceragem da PF. E a prisão do empresário é coisa que bota meio governo de Wellington Dias (PT) pra dormir à base de Rivotril. E com um friozinho na barriga.

POLÍTICOS E AGENTES PÚBLICOS

Se de um lado Luiz Carlos é tido como chefe do esquema na camada do setor privado, do outro é certo que o dinheiro público só poderia ser desviado com a participação ativa de agentes públicos e políticos ligados às prefeituras municipais do interior do Piauí e do Governo do Estado.

Empresário que já foi filiado ao PT e participou de outros governos de Wellington Dias deve se apresentar em no máximo 48 horas à Polícia Federal (foto: Facebook.com)

Tanto que vale lembrar que duas servidoras da Secretaria de Estado da Educação do Piauí foram presas juntamente com o empresário. Também que a Controladoria-Geral da União entregou à Polícia Federal um relatório em que aponta o empenho suspeito de Helder Jacobina (hoje secretário de Educação) e Ronald Moura na execução de licitações presenciais que privilegiaram as empresas do esquema. Os dois eram os braços esquerdo e direito da deputada Rejane Dias (PT) durante sua gestão.

E que as investigações se iniciaram por uma denúncia feita à PF sobre o pagamento de transporte escolar com notas fiscais frias de merenda em Campo Maior, na gestão de Paulo Martins. Foram despesas ordenadas pelo então secretário de Educação do município, Professor Ribinha, hoje, prefeito da cidade.

Todos ligados ao PT no Piauí. Veja no vídeo abaixo!

INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS DURANTE AS ELEIÇÕES

Depois de ter apreendido documentos e prendido 23 pessoas em agosto, a Polícia Federal solicitou à Justiça autorização para novas interceptações telefônicas. A informação consta numa decisão datada de 7 de novembro de 2018, do juiz federal Agliberto Gomes Machado — titular da 3ª Vara -- que negou aos advogados de defesa o acesso a esta parte do inquérito.

Não é possível por meio deste documento específico saber quem estaria sendo monitorado. Mas o juiz deixa claro que estas interceptações que se seguiram desde o dia 2 de agosto de 2018 — quando foi deflagrada a Operação Topique — até o início de novembro apontam que “alguns diálogos sugerem o cometimento de outros crimes”. 

Resumindo o receio de meia banda do Governo do Estado: as interceptações continuaram a todo vapor exatamente no período eleitoral. E apontaram crimes diferentes dos investigados pela a Operação Topique.

O atual secretário de Educação do Piauí, o advogado Helder Jacobina deve ser substituído por um deputado no comando da pasta em fevereiro de 2019 (foto: Marcos Melo | PoliticaDInamica.com)

PODE AUMENTAR

Logo, enquanto não se sabe o teor exato desses diálogos, segundo uma fonte do Política Dinâmica, é possível imaginar dois novos problemas para o governo estadual e prefeituras.

O primeiro é que novos crimes — como a obstrução — tenham sido cometidos na intenção de encobrir o que estava sendo investigado. O segundo é a Polícia Federal tenha grampeado alguém que esteja envolvido em crimes em outras secretarias municipais ou estaduais, não necessariamente na Educação.

Tic-tac, tic-tac, tic-tac…

A defesa do empresário Luiz Carlos Magno não retornou nossos contatos para manifestação sobre o assunto.

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